segunda-feira, 9 de julho de 2012

Imagine - Capítulo IX

Publicada por AnnieFriday. à(s) 18:43 12 comentários

Hallo. :D

Desculpem a ausência mas isto das férias deixa-me um pouco sem tempo, estranho. $: ahm, deixo-vos aqui mais um capítulo. Eu espero que gostem e que comentem muito. :3 Agradeço a todos pelo apoio. :3

Küss*

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CAPITULO IX

Os rapazes sentaram-se, Bill e Georg ao meu lado, Andrew e Tom sentaram-se noutros sofás individuais e Gustav teve que tomar a iniciativa de puxar um banco da cozinha.
“Então, eu sou o Adam.” apresentou-se o meu irmão sorrindo. Os rapazes disseram o seu nome apresentando-se também.

O meu irmão sempre fora muito parecido comigo ou então, o mais possível era eu ser parecida com ele. Tal como eu, ele não gostava nada de pertencer à nossa família mas numa coisa eramos diferentes: ele não escondia quem era, costumava dizer que a mentira tinha perna curta e sempre que conhecia alguém dizia quem era e quem gostava, gostava e continuava a dar-se com ele, quem não gostava afastava-se. Ele dizia que assim as coisas ficavam logo em pratos limpos e não criava amizades fortes com pessoas que mais tarde iam afastar-se quando soubessem da verdade, e ele tinha razão mas eu não conseguia ser assim, não agora.
Ele estava agora no primeiro ano na universidade onde estudava no curso de arquitectura. No secundário tinha seguido pelas Artes Visuais, tinha uma média digna de um homem mas de um homem a sério, não é que estudasse muito mas conseguira desde sempre ter boas notas, conseguia captar bem as coisas nas aulas e por vezes isso era o suficiente. Eu não podia dizer o mesmo.

“Andas em arquitectura?” questionou Tom apontando para as folhas enormes e materiais que se encontravam em cima da mesa da sala.
“Sim, no primeiro ano.”

Como já previa o meu irmão fez questão de se levantar e mostrar aos rapazes os seus trabalhos, estes pareciam bastante interessados principalmente Bill, Tom e Andrew que na escola estavam também relacionados às artes. Sem dúvida que eu admirava aquelas pessoas estranhas que estudavam no curso de Artes Visuais, eu nem para fazer uma linha direita tinha jeito daí estar em Ciências e Tecnologias e querer seguir medicina dentária.

“Os vossos pais devem ser mesmo ricos.” soltou Andrew olhando o apartamento novo onde estava.

Adam olhou-me de imediato, o assunto “pais” nunca fora bem-vindo para mim e muito menos para ele que sempre tivera muitos problemas por causa deles. Tinha medo, sinceramente estava com muito medo. O meu irmão sempre fora bastante directo e a mínima coisa podia estragar tudo. Ele não sabia da minha mentira pela certa que ia começar a falar e tudo ia por água abaixo. Quando tinha convidado os rapazes para virem comigo a casa do meu irmão nunca pensara no que estava prestes a acontecer, era última coisa que me tinha lembrado pensava que ia ser tudo normal. Fui demasiado imprudente.

“No fundo nunca tivemos pais.” disse o meu irmão olhando fixamente Andrew nos olhos.
Como é que isso é possível?” questionou Andrew.
“O pouco contacto que tenho com eles é quando vêm cá entregar dinheiro, fingirem-se preocupados e a pensar que o dinheiro paga as suas ausências, que o dinheiro é tudo. Para eles o dinheiro sempre foi tudo, para a minha família o mais importante sempre foi estar acima de tudo e de todos.” fazia sinais a Adam para que se calasse, corria o risco dos rapazes quererem saber mais e depois descobrirem o que eu não queria.
“Faz-me lembrar uma família aqui da cidade.” soltou Georg para o ar. O meu irmão soltou uma gargalhada.

O meu coração estremeceu. O meu irmão ia falar, ele não tinha percebido que eu queria que ele ficasse calado ou então até tinha percebido mas ele não ia fazer-se cúmplice das minhas mentiras, nunca na vida ele alinhou comigo numa mentira do género. Ele dizia que eu tinha que aprender que a verdade era sempre o melhor caminho e que quem se afastasse quando soubesse a verdade apenas não gostava de mim, que os meus verdadeiros amigos iriam ficar sempre comigo. Nem sempre era assim, eu sabia-o e sabia que se a verdade viesse ao de cima podia esquecer a amizade do Georg para sempre.

“Vamos mudar de assunto.” sugeriu o meu irmão olhando-me de seguida. Respirei fundo, ele não ia falar mas sabia que teria muito para ouvir quando os rapazes fossem embora.

Os rapazes estavam parados, pareciam estar a pensar em tudo aquilo que Adam dissera o que não era bom sinal.

“Vamos comer um gelado ou alguma coisa do género?” perguntei. Só queria que eles parassem de pensar naquilo e que se esquecessem de tudo, era impossível mas tinha que tentar.
“Vamos, eu sei que há aqui perto uma gelataria que tem gelados daqueles mesmo bons.” falou Gustav.
“Estamos em Março, vamos comer um gelado nesta altura do ano?” inquiriu Georg.
“Que mal tem?” perguntei.
“Sim Georg, concordo com a Emily. Que mal tem? Hoje até está sol e um geladinho sabe bem a qualquer altura do ano.” disse sorrindo, via-se que era mesmo guloso.
“Há várias coisas que sabem bem a qualquer altura do ano.” soltou Tom com um sorriso perverso na cara.
“Boa Tom. Gostei.” quase gritou o meu irmão com enorme um ar perverso na cara dando uma palmada nas costas de Tom. Abanei a cabeça negativamente, Adam e Tom iriam-se dar bem.

Todos se riram menos Georg, ele estava estranho possivelmente já desconfiava de alguma coisa.
Saímos do prédio e caminhámos na direcção da tal gelataria. Na verdade não me apetecia muito comer um gelado mas pronto. Georg caminhava mais atrás, às vezes parecia estar num mundo totalmente à parte.

continua...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Imagine - Capítulo VIII

Publicada por AnnieFriday. à(s) 13:45 12 comentários

Capítulo VIII

Passara uma semana e tinha continuado a alimentar a minha mentira. Estava sempre acompanhada pelo Georg nas aulas e quando estas acabavam íamos sempre ter com os rapazes. Nas aulas rezava sempre para que os professores não dissessem o meu nome completo senão a minha mentira era descoberta rapidamente. 
A Lia nunca mais tinha dito mais nada, apenas me mandava uns olhares assassinos de vez em quanto. Às vezes pensava mesmo que ela sabia alguma coisa sobre mim.
Tinha vindo ao bar da escola comprar qualquer coisa para comer e o Georg disse que me esperava lá fora com o Bill e com o Tom. Estava a sair quando vi a Lia puxar o Georg para um canto. Sinceramente fiquei com medo, se ela soubesse realmente alguma coisa sobre mim estava tudo estragado. Saí pelo portão da escola e fui caminhando devagar até eles, o Tom e o Bill acenaram-me e sorriram e eu fiz o mesmo.

“Emily, estamos prontos para ir a casa do teu irmão.” afirmou Bill balançando a carteira no ar.
“Sim, os meus trocos estão aqui prontos para serem gastos.” disse Tom ironicamente.
“Oh não sejas assim. Eu disse que não era preciso vocês virem comigo.” desculpei-me.
“Eu estou a brincar Emily. Nós vamos porque queremos.” disse Tom rindo.
“Sim, vamos passear e conhecer o teu irmão e além disso pode ser que haja alguém interessante por aqueles lados.” falou Bill com um ar perverso. Às vezes até parecia que o Bill se transformava no Tom e ficava com aqueles pensamentos perversos que eram tão típicos do irmão.

Olhei para o lado, a Lia falava com o Georg e ele parecia querer afastar-se dela mas ela impedia-o de o fazer.

“O que é que se está a passar ali?” perguntei procurando ser discreta.
“Eish… Coisas antigas.” disse Tom revirando os olhos.

Ia-me engasgando com a minha própria saliva, confesso.

“Coisas antigas?’” perguntei tentando saber mais, sendo discreta.
“Sim, eles tiveram umas coisas há uns…” Bill interrompeu Tom dando-lhe um murro no braço.
“Tu não sabes nada do que estás para aí a dizer.” Bill fez um movimento como se fosse a concentração do artista. “Emily, isto é assim: o Georg e aquela rapariga da qual eu não sei o nome…” interrompi-o.
“Lia, Bill. Ela chama-se Lia.”
“Olha como seja, eles comeram-se. Não sei se as coisas foram mais além, burro foi ele se não foram porque ela é…” começou a fazer gestos olhando para o corpo da rapariga.
“Boa! Muito boa!” completou Tom sorrindo.
“Sim Tom. Continuando, ela é tipo obcecada por ele. Não o deixa em paz, é louca.”

As peças começaram a juntar-se na minha cabeça, a Lia devia sentir-se ameaçada pelo facto de eu me dar tão bem com o Georg. Olhei para o lado e vi a Lia puxar o rapaz para ela e beijá-lo, tive mesmo que revirar os olhos, aquilo tinha-me dado enjoos.

“Nojo.” não fui capaz de conter aquilo dentro de mim e tive que falar. Bill e Tom olharam para mim e soltaram uma gargalhada.
“Ciúme.” disseram os dois ao mesmo tempo.
“Calem-se. Não é nada disso!” ambos riram, lancei-lhes um olhar assassino.

Georg tinha empurrado Lia e tinha-se soltado dela.

“Tu tens problemas!” ouvi Georg dizer furioso.
“Tu é que não percebes as coisas Georg. Eu gosto de ti e tenho que ficar contigo.” Lia dizia.
“Poupa-me Lia. Eu não quero mais nada contigo, tens que entender.”
“Não podes deixar as coisas assim.” pedia Lia agarrando Georg.
“Deixa-me de uma vez por todas, adeus! Tenho mais que fazer.” disse soltando-se dela e caminhando na nossa direcção.

“Ui a coisa está preta.” comentou Bill rindo.
“Nem me digas nada!” falou Georg.
“E que tal irmos? É que daqui a bocado perdemos o comboio.” sugeri eu, não queria ouvir mais falar da Lia.
“Vamos, vamos.” disse Georg.

Caminhámos até à estação de comboios, durante o caminho Gustav ligou a perguntar onde estávamos, pois ele e Andrew já estavam na estação há seculos. Georg respondeu dizendo “tivemos uns imprevistos”. Tivemos? Tinha falado no plural quando na verdade quem tinha tido o imprevisto tinha sido ele, que lata. Apetecia-me esganar aquele rapaz, não sabia bem porquê mas apetecia-me mesmo! Supunha que aquela raiva toda se devia ao facto de chegarmos à estação mesmo em cima da hora por causa dele.
Entrámos no comboio e fomos até casa do meu irmão, a viagem foi bastante animada mas não se ouviu uma única palavra vinda de Georg.

“Bem, a casa do meu irmão é aqui.” disse apontando para um prédio novo.
“Andamos a ganhar bem…” concluiu Andrew.
“Os meus pais é que pagam.” disse.
“O teu irmão sabe que trazes esta gente toda?” perguntou Bill.
“Claro que sabe, eu avisei que trazia a escola toda.” disse rindo.

Tocámos à campainha e subimos até ao 4ºEsq. . A porta já estava aberta então entrámos, o meu irmão estava na sala a ver televisão.

“Olá maninha.” disse-me ele sorrindo.
“Olá!” respondi depois de me atirar para o sofá.
“Olá rapazes. Sentem-se.” disse aos rapazes.
continua...


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Imagine - Capítulo VII

Publicada por AnnieFriday. à(s) 13:04 7 comentários

Olá. 

Deixo-vos aqui um capítulo da minha fic. Ando sem imaginação por isso isto está um bocadinho cócó, peço desculpa. Prometo que o próximo vai ser melhor.

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CAPÍTULO VII

“Foi uma tarde em cheio.” disse Georg feliz.
“Podes crer. Diverti-me tanto.” confessei.
“Ainda te vais divertir mais, vais ver.” disse Tom sorrindo.
“Sim até porque agora tu podes estar connosco sempre que quiseres.” disse Georg sorrindo.
“Uma tarde destas tenho que ir a casa do meu irmão e se quiserem podem vir comigo.” eles sorriram.
“Claro que vamos.” afirmou Bill.

Eles eram, sem dúvida, as pessoas mais divertidas que eu tinha conhecido ao longo da minha vida. Faziam-me sentir bem e esquecer a porcaria de vida que tinha que ter depois de entrar porta dentro em casa.

“UHUH vamos passar ao pé da casa dos Lehmann.” falou Tom com um tom de voz típico dos filmes de terror.
“Tenham cuidado com o espírito da velha, dizem que anda por aí.” brincou Bill.
“Odeio tanto esta família.” disse com ódio Georg, o meu coração parou por escassos segundos.
“ Porquê?” perguntei a medo.
“O meu avô morreu por causa da malvada desta família. Aquela velha mandou matá-lo porque ele tinha visto coisas naquela casa que não interessava que toda a cidade soubesse.” como ele falava via-se o quanto odiava a minha família.

A minha tia e a minha mãe nunca conseguiram ter amigos a sério nesta região porque eram as meninas ricas e a minha avó era uma das pessoas mais poderosas de Halle, ninguém podia fazer mal às suas filhas pois corria o risco de sofrer as consequências então as pessoas nem se aproximavam delas para não causar problemas. Nem eu própria sei do porquê das pessoas terem tanto medo, nem sei o que se entendia por sofrer as consequências, também não quero saber. A minha avó era uma pessoa má, tinha poder sobre muitas terras, muitos terrenos e havia famílias que pagavam um balúrdio por um terreno medíocre onde só conseguiam ter uma casa pequenina com um quarto ou nem isso. Por ser tão má é que ela morreu cedo e ainda bem, a esta hora deve estar a apodrecer no inferno, odiava-a tanto. A minha mãe nunca se importara com o facto de não ter amigos mas a minha tia sofria imenso com isso tudo daí ter feito o mesmo que o meu irmão fez e o mesmo que eu irei fazer, saiu de casa e mudou a sua vida por completo. A única coisa que ainda hoje a liga a esta família é o apelido, nada mais.
Os tempos tinham mudado e a minha avó já morreu, quem ficou com a casa foram os meus pais que não faziam mal a ninguém mas as pessoas nunca mais viram a família Lehmann como uma família boa. O nome da minha família ficou manchado para sempre. Eu não podia contar que pertencia à família mais odiada em Halle, não podia senão iria ficar sem amigos.

“Bem a minha casa fica para ali.” disse apontando para a direcção oposta à minha casa, iria ter que mentir.
“A sério? Pensava que moravas mais à frente.” disse Bill.
“Não, moro para este lado.” disse sorrindo para disfarçar o nervosismo.

Despedi-me deles, tinham ficado convencidos de que eu morava ali. Caminhei um pouco na direcção que tinha apontado como local onde eu morava e coloquei-me de maneira que conseguisse ver os rapazes afastarem-se. Quando já não os via voltei para trás e caminhei para casa.  
Durante o caminho só pensava no que tinha acabado de fazer, tinha mentido. Quando a verdade viesse ao de cima iria ser pior ainda mas eu não podia ficar sem amigos. Ainda por cima, eles eram os amigos que eu sempre tinha desejado ter, tínhamos tudo a ver uns com os outros. Naquele momento odiava ainda mais a minha avó como era possível ela matar? Eu sempre soubera que ela era má pessoa mas nunca pensara que ela chegava àquele ponto.
Entrei em casa e subi até ao meu quarto, pouco depois a Glória veio ver como eu estava. Contei-lhe o que tinha feito e o que o Georg tinha dito, ela ficou esquisita, não devia estar à espera que eu descobrisse aquilo e disse que era verdade, que a minha avó tinha muitos segredos e que chegava mesmo a mandar matar quem se atravessavam no seu caminho. Mais uma vez os meus pais não dormiram em casa, jantei cedo e deitei-me depois de estudar um pouco para não deixar a matéria atrasar muito. Não dormi quase nada, tinha passado a noite toda a ter pesadelos com a minha avó e com o Georg. Levantei-me às seis da manhã, o que era uma coisa estranha. A Glória já estava na cozinha, era uma pessoa que acordava muito cedo.

“Bom dia Glória.” disse.
“Bom dia Emily. Já estás acordada?” disse surpreendida.
“Tive uma noite horrível. Só sonhei com a minha avó e com os rapazes, que eles descobriam a minha mentira e que eu ficava sozinha.” disse esfregando os olhos.
“Já pensaste que talvez fosse melhor contares a verdade?” sugeriu ela.
“Para quê? É verdade que só nos conhecemos há um dia mas no entanto tenho certezas que nos vamos dar muito bem todos. Parecia que nos conhecíamos desde sempre e tu sabes bem que eu sou uma pessoa que só está feliz se tiver amigos.”
“Emily, os tempos mudaram. Apenas tens que lhes mostrar que esta família já não é aquilo que foi.”
“Eu não consigo.”

continua...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Personagens

Publicada por AnnieFriday. à(s) 20:24 15 comentários
olá novamente. (:

deixo-vos as personagens em que me inspirei para escrever a fic. na minha opinião todas elas são bastante bonitas mas é possível que não vos agradem, enfim isto é só no que eu penso quando eu escrevo. no caso do Bill por exemplo tenho uma foto mais recente dele e ele na fic devia ter os seus 18 ou 19 anos mas pronto, eu gosto mais assim. deixo o nome da personagem por baixo de cada imagem. 

beijinhos.



Emily 


Georg




Lia



Bill


Tom



Andrew


Gustav


Adam (irmão da Emily)

Imagine - Capítulo VI

Publicada por AnnieFriday. à(s) 19:22 9 comentários
Olá pessoas. 

Deixo aqui mais um capítulo que na minha opinião está um bocadinho cócó. $: A verdade é que o meu telemóvel morreu e ando um bocadinho desanimada mas, para melhorar a situação terça feira: SEVILHA! :D

beijinhos ♥

Capitulo VI

“Olá.” disse mal cheguei perto deles.
“Olá.” disseram em uníssono. Georg sorriu-me.
“Prazer eu sou o Tom.” cumprimentou-me sorrindo um rapaz alto e magro com rastas. Usava roupas largas e tinha um piercing no lábio.
“Eu sou o Andrew” falou outro rapaz. Era um rapaz alto e magro que tinha cabelos castanhos, quase loiros não muito compridos e que tinha um estilo bastante apelativo.
“Eu sou o Bill, prazer.” um rapaz de cabelos negros que lhe caíam pelos ombros cumprimentou-me. Tinha bastantes parecenças com o de rastas, o que me fez supor que eram da mesma família.
“E eu sou o Gustav.” disse sorrindo um rapaz baixo e loiro.
“Eu sou a Emily.” disse sorrindo.
“Nós sabemos, o Georg já nos falou de ti.” informou-me Andrew.
“Falou bem, espero eu.” afirmei, piscando o olho ao Georg.
“Bem, chega de conversas. Vamos almoçar?” falou Georg. Notava-se bem que não se sentia à vontade por nós estarmos a falar dele daí a súbita vontade de almoçar.
“Sim realmente já tenho fome.” exclamou Bill metendo a mão na barriga e fazendo uma cara bastante engraçada.    

Eram todos muito simpáticos, pelo menos era isso que parecia. Caminhámos até um restaurante bastante acolhedor com uma decoração muito boa. Pedimos todos hamburgers, batatas fritas, coca-cola e como não poderia faltar: molhos, muitos molhos. O almoço foi muito divertido, rimos, brincámos, doía-me mesmo a barriga de tanto rir. Por momentos senti-me como se os conhecesse há anos, eram muito sociáveis. Desde sempre que mantive mais amizades com rapazes do que com raparigas, não que fosse por eu querer mas sempre tinha tido mais facilidade a criar amizade com rapazes. De certa forma eu compreendia o porquê, sempre gostei de pessoas sérias, de pessoas directas e nunca fui grande apreciadora de cochichos e segredinhos, coisa que era muito típica de raparigas. Além disso achava que as raparigas eram mais falsas do que os rapazes, as raparigas eram amigas mas às vezes eram as piores inimigas nas costas e por isso mesmo os rapazes agradavam-me mais, pareciam ser mais directos. Verdade seja dita, existiam algumas raparigas que conseguiam ser como os rapazes, conseguiam ser verdadeiras mas em toda a minha vida nunca tinha conhecido nenhuma assim. Não que eu me estivesse a julgar perfeita, muito pelo contrário tinha os meus defeitos mas mesmo assim isto era o que eu pensava.

“E agora onde vamos?” inquiriu Tom. “Não queria ir já para casa.” disse aborrecido.
 “Eu tenho uma ideia!” começou Georg. “Podíamos mostrar isto à Emily…”
“Isto não tem muito que mostrar Georg…” resmungou Tom.
“Oh Tom, tem. Tens que admitir que sempre tem alguma coisa.” defendeu Bill.
“Sim, eu acho que tem.” defendi Georg e Bill. “Além disso eu não conheço nada disto aqui.”

A verdade era que há muitas gerações que a minha família vivia em Halle na casa gigantesca onde hoje eu morava, mas os meus pais quase nunca estavam cá e quem ficava com a casa era a Glória. Eu apesar de ter nascido nesta cidade sempre vivera perto de Berlim, uma cidade muito maior mas que eu conhecia bem melhor. Como a empresa do meu pai ficava em Berlim, vivíamos numa moradia lá perto, quando visitava Halle era só de passagem e o pouco que conhecia era a rua onde ficava a minha nova casa.

“Então vamos, de que estamos à espera?” perguntou Georg.

Andámos pela cidade até chegarmos a um jardim que tinha um lago enorme. Os rapazes foram sentar-se num banco numa parte mais escondida do jardim, achei que aquela era uma boa oportunidade para fumar o cigarro que ansiava desde de manhã. Tirei o meu maço de Marlboro da mala e acendi um cigarro. Vi Georg olhar-me, parecia um pouco surpreendido talvez porque eu aparentava ser uma rapariga bastante calma no que dizia respeito a essas coisas. Bill, Tom e Andrew fizeram o mesmo que eu, ao que parecia nem Gustav nem Georg fumavam.

“Não sabia que fumavas…” soltou para o ar Georg.
“Há muitas coisas sobre mim que tu não sabes.” disse soltando uma gargalhada.

Os rapazes riram, Tom chegou mesmo a engasgar-se com o fumo. Começava a pensar que aquela minha resposta tinha soado a uma provocação, não era esse o meu objectivo mas no entanto tinha sido uma coisa que tinha saído sem eu querer.

“Boa resposta!” elogiou Gustav rindo, sorri para ele também.
“Isto soou mal, não foi?” interroguei envergonhada.
“Não!” disse Andrew usando ironia.
“Ok… Para a próxima vou é ficar calada.” disse envergonhada.
“Oh não sejas assim, connosco podes dizer o que quiseres, nós não levamos a mal.” informou-me Georg, como sempre sorrindo.

Era completamente impossível não sorrir também. Continuamos a nossa “expedição” pela cidade e aproveitei para perguntar onde ficava a estação de comboios, fomos até lá e dei uma vista de olhos nos horários dos comboios para a localidade onde vivia o meu irmão.

“O teu irmão vive ai?” perguntou Bill apontando para o mapa de horários.
“Sim vive.”
“Sozinho?” perguntou um pouco surpreendido Tom.
“Sim Tom. Ele já tem vinte e um anos, a minha família não é uma família propriamente normal e então ele decidiu sair lá de casa e eu espero fazer o mesmo daqui a alguns tempos.”
“Wow…” disse surpreso Tom.

Depois de visitarmos mais uns lugares fomos para casa, a casa de Georg e de Tom e Bill ficavam na mesma direcção que a minha. Despedimos-nos de Gustav e Andrew ainda perto da estação de comboios e depois seguimos caminho só nós quatro.

Continua...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Imagine - Capítulo V

Publicada por AnnieFriday. à(s) 16:21 12 comentários

hallo. 

aqui fica mais um capítulo da fic. espero que gostem.

beijinhos.


Capítulo V

A minha última aula do dia decorreu com normalidade, foram noventa minutos bastante divertidos. As aulas com aquele professor eram divertidas, conseguíamos aprender enquanto riamos o que era muito bom.
Mal o som da campainha soou e o professor ordenou que saíssemos peguei nas minhas coisas e abandonei a sala. Queria ir a casa do meu irmão ainda hoje, não sabia se tinha tempo e transportes públicos que coincidissem com os meus horários mas teria que ir até à estação de comboios informar-me, mas só ia depois de passar por casa para deixar algumas coisas. Quando estava já perto do portão de saída da escola vi o rapaz dos olhos verdes lá fora, estava com quatro rapazes que nunca tinha visto na vida possivelmente eram aqueles os amigos a que ele se referia quando dizia que os seus amigos não andavam naquela escola. Ainda queria saber o seu nome mas teria que esperar até amanhã.
Saí da escola, teria que passar perto dele e dos amigos para seguir o meu percurso até casa, passei normalmente sem dizer nada mas quando ia mais à frente senti alguém chamar o meu nome.

“Emily!” virei-me e lá estava ele a sorrir, sorri também. “O professor de Filosofia encontrou-me quando estava a ir embora e deu-me estas folhas para ti.” disse-me estendendo-me algumas folhas.
“Oh esperava que me fosses dar alguma coisa melhor.” disse a rir, na verdade aquelas folhas só me faziam pensar que tinha de estudar e isso não era propriamente um dos meus maiores desejos.
“Oh, isto nem é mau de todo Emily. Só tens que estudar.” olhei-o com ar de quem não acreditava numa única palavra dele, comigo a Filosofia não me entrava na cabeça nem estando a estudar quinhentas horas seguidas. Ele soltou uma gargalhada.
“Se quiseres eu ajudo-te, está bem?” acenei que sim com a cabeça e sorri. Ele olhou para trás, para os amigos que conversavam mas ao mesmo tempo que estavam atentos a nós dois.
“Se quiseres ir ter com eles vai, não te roubo mais tempo.” disse-lhe sorrindo.
“Não é isso. Eu estava a pensar numa coisa.” disse o rapaz um pouco embaraçado.
“Que coisa? Posso saber?” perguntei-lhe olhando-o.
“Nós vamos dar uma volta por ai.” começou apontando para os amigos. “Talvez quisesses vir connosco, assim sempre conhecias mais pessoas cá em Halle.” fiquei um pouco surpreendida com a sua proposta, mas achei-a bastante tentadora.
“Os meus planos para esta tarde eram ir a casa do meu irmão mas acho que vou deixar isso de parte e sim, vou aceitar o teu convite.” ele soltou um grande sorriso. “Eu tenho é que ainda ir até casa para deixar os livros e para almoçar.”
“Não almoces em casa, almoçamos todos juntos num restaurante que existe aqui perto.”
“Está bem. Então eu vou num instante a casa e volto já para irmos almoçar, demoro dez minutos.” ele tirou o seu telemóvel do bolso e deu-mo.
“Marca aí o teu número porque assim se nós formos a algum lado antes de chegares eu aviso-te.” vi os seus amigos olharem para nós e rirem entre eles enquanto falavam. Marquei o número e guardei-o entregando-lhe o telemóvel de seguida.
“Então pronto, até já.” ele sorriu, comecei a andar até casa e ele juntou-se novamente aos amigos.

Cheguei a casa e para não variar não havia ninguém a não ser a Glória que era quem cuidava de tudo desde que me lembro, era a empregada. O meu pai era proprietário de uma empresa de contabilidade e a minha mãe era advogada, pessoas muito ocupadas desde sempre. Tão ocupadas que às vezes nem se lembravam que tinham dois filhos.

“Emily, já chegaste!” disse Glória da cozinha mal ouviu a porta bater.
“Sim Glória!” fui até à cozinha. Via a Glória como uma avó e às vezes quase como uma mãe.
“Como foi o primeiro dia de aulas?”
“Foi bom, já fiz um amigo pelo menos. E vou almoçar com ele e com os amigos dele.” Glória olhou-me um sorriso.
“E o rapaz é bonito?”
“Oh Glória…” disse um pouco envergonhada. Ela fazia sempre o mesmo, tinha sessenta e um nos mas agia como se tivesse a minha idade. “É bonito mas não estou interessada nele. Só somos amigos.” ela franziu a sobrancelha e piscou-me o olho.
“Está bem Emily, vou acreditar!” disse a rir-se.
“Bem, eu vou deixar as coisas no quarto e vou ter com eles.” ela acenou que sim com a cabeça.

Subi as escadas e deixei os livros em cima da cama, descendo logo a seguir e saindo de casa em direcção à escola onde eles tinham ficado à minha espera. O meu telemóvel começou a tocar, não conhecia o número possivelmente era o rapaz dos olhos verdes.

“Sim?” atendi.
“Sim Emily, é o Georg.” Georg, afinal era esse o seu nome.
“Sim diz.”
“Nós não estamos ao pé da escola, estamos perto, estamos naquele jardim ao lado da papelaria.” não sabia ao certo qual era o jardim mas haveria de dar com eles.
“Está bem, já vou ter com vocês.”

Fui até perto da escola e olhei a meu redor para ver se encontrava algum jardim. Lá ao fundo, do meu lado direito existia um parque, aparentemente era o único jardim que existia por perto. Caminhei até lá e ao fundo vi-o com os amigos.

continua...

domingo, 24 de junho de 2012

Imagine - Capítulo IV

Publicada por AnnieFriday. à(s) 23:22 8 comentários

hello.

demorou mas foi. supostamente já era para ter cá vindo postar ontem à noite mas não tive tempo para escrever mais um capítulo. mas pronto, hoje consegui. aqui está o quarto capítulo da fic Imagine. os capítulos não são muito grandes, eu sei mas vou tentar começar a fazer capítulos maiores. x) 

beijinhos, espero que gostem. Copas pretas (cartas)

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CAPITULO IV

“Desculpa!” pediu-me de imediato.
“Não tem mal…” disse enquanto saia da sua frente continuando a caminhar na direcção da sala. “Julguei que não te iria ver mais hoje, como não estavas na aula de Alemão…” disse. Ele sorriu.
“Eu não tenho Alemão este ano.” primeiro confesso que fiquei confusa com aquela afirmação mas depois que finalmente o meu cérebro processou a informação que me tinha sido dada não deixei de evitar de ir com a mão à testa e  pensar «és tão burra Emily!». Ele fitava-me com um ar engraçado sempre sorrindo. “Já chegaste lá?“ perguntou-me mandando uma gargalhada, não pude evitar corar um pouco.
“Sim, já cheguei lá.” disse enquanto me sentava no banco e pousava as minhas coisas ao meu lado. Ela ficou de pé a olhar-me. “Se eu estou certa, tu estás a repetir o décimo primeiro ano certo?”
“Sim, certo.” Olhei-o de lado, como era possível um rapaz que tirava tantos apontamentos nas aulas e se mostrava tão concentrado ter reprovado um ano?
“O que é?” inquiriu ele espantando. “Tive problemas com algumas matérias de Matemática e de Físico-química. Bem, é certo que ainda hoje não sou bom a Matemática mas sempre tenho positiva e a Físico-química já alinho melhor com aquilo. Podia ter continuado e deixado as disciplinas para trás simplesmente, mas iria tornar-se difícil para mim conciliar tudo e assim continuando no décimo primeiro sempre posso melhorar as outras disciplinas para além das que chumbei. ” notava-se que era uma pessoa de ideias fixas, falava com muita segurança. Sabia exactamente o que queria fazer e a mim, agradavam-me pessoas assim.

Comecei a pensar que realmente iria ser bom ter um amigo como ele, parecia ser bastante atencioso e era sempre simpático. Irritavam-me pessoas que estavam constantemente de mau humor ou então cujas mudanças de humor fossem repentinas, nunca tinha tido boas relações com pessoas assim. Tinha um amigo naquela escola, sim tinha. Mas nem sabia o seu nome, não percebo bem porquê mas não lhe tinha perguntado ainda o seu nome. Como era possível? Juro, às vezes nem eu própria me compreendia. Estava na altura de saber algo seu respeito para além do que o tinha feito continuar no mesmo ano.

“É verdade, já agora gostava de saber…” comecei eu mas uma voz atrás de mim interrompeu-me.
“Emily…” disse soltando uma gargalhada. Levantei-me do banco.

Lá estava ela, Lia Friedler. Era uma rapariga alta e magra e deixava os seus cabelos castanhos caírem-lhe sobre os ombros, naquele dia usava umas calças brancas muito justas, uma camisola roxa de malha que lhe ficava bastante larga e que dobrava nas mangas e uns sapatos com salto não muito alto também brancos. Tinha que confessar, era uma rapariga bonita mas acreditava perdidamente que era só bonita por fora pois o seu interior, eu podia apostar que era o mais negro que poderia existir.

“A própria!” respondi-lhe encarando-a e sorrindo.
“Acho mesmo que vamos ser boas amigas.” falou, sempre com aquele sorriso estúpido na cara como se pudesse afectar quem quisesse com apenas uma palavra.
“Oh, claro! Sem sombra de dúvida.” respondi-lhe usando toda a ironia que conseguia arranjar naquele momento.
“Não penses que vais conseguir tudo o que queres aqui, ao pé de mim vais sempre piar baixinho minha querida.” tinha sido invadida por uma vontade súbita de rir, de rir à gargalhada.
“Sentes-te ameaçada, é?” respondi com o mesmo sorriso de sempre.
“Por ti?” soltou uma gargalhada. “Got, tu não te enxergas mesmo pois não?”

Sem dúvida que eu gostava daquilo, estar na escola e ser odiada por uma pessoa poderia ser mau mas se assim não fosse que piada tinha? Por outro lado não percebia o porquê de ela não gostar de mim, eu sabia que ela se sentia ameaçada, por mais que ela negasse notava-se à distância. Mas porquê?

“Eu é que não me enxergo e tu é que usas óculos… Algo aqui está mal.” disse sorrindo.

Nas aulas ela usava óculos, tinha reparado nisso em Alemão. Odiava ter que fazer comentários que estavam ligados à saúde das pessoas mas neste caso acho que tinha sido merecido, sinceramente acho que ela merecia mais ainda mas por agora chegava. Lia mandou-me um olhar assassino entrando logo depois na sala de aula ao que eu respondi encolhendo os ombros e sorrindo. 

continua...
 

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