Hallo. :D
Desculpem a ausência mas isto das férias deixa-me um pouco sem tempo, estranho. $: ahm, deixo-vos aqui mais um capítulo. Eu espero que gostem e que comentem muito. :3 Agradeço a todos pelo apoio. :3
Küss*
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CAPITULO IX
Os rapazes sentaram-se, Bill e Georg
ao meu lado, Andrew e Tom sentaram-se noutros sofás individuais e Gustav teve
que tomar a iniciativa de puxar um banco da cozinha.
“Então, eu
sou o Adam.” apresentou-se o meu irmão sorrindo. Os rapazes disseram o seu
nome apresentando-se também.
O meu irmão sempre fora muito parecido
comigo ou então, o mais possível era eu ser parecida com ele. Tal como eu, ele
não gostava nada de pertencer à nossa família mas numa coisa eramos diferentes:
ele não escondia quem era, costumava dizer que a mentira tinha perna curta e
sempre que conhecia alguém dizia quem era e quem gostava, gostava e continuava
a dar-se com ele, quem não gostava afastava-se. Ele dizia que assim as coisas
ficavam logo em pratos limpos e não criava amizades fortes com pessoas que mais
tarde iam afastar-se quando soubessem da verdade, e ele tinha razão mas eu não conseguia
ser assim, não agora.
Ele estava agora no primeiro ano na universidade
onde estudava no curso de arquitectura. No secundário tinha seguido pelas Artes
Visuais, tinha uma média digna de um homem mas de um homem a sério, não é que
estudasse muito mas conseguira desde sempre ter boas notas, conseguia captar bem
as coisas nas aulas e por vezes isso era o suficiente. Eu não podia dizer o
mesmo.
“Andas em
arquitectura?” questionou Tom apontando para as folhas enormes e materiais que se
encontravam em cima da mesa da sala.
“Sim, no
primeiro ano.”
Como já previa o meu irmão fez questão
de se levantar e mostrar aos rapazes os seus trabalhos, estes pareciam bastante
interessados principalmente Bill, Tom e Andrew que na escola estavam também
relacionados às artes. Sem dúvida que eu admirava aquelas pessoas estranhas que
estudavam no curso de Artes Visuais, eu nem para fazer uma linha direita tinha
jeito daí estar em Ciências e Tecnologias e querer seguir medicina dentária.
“Os vossos
pais devem ser mesmo ricos.” soltou Andrew olhando o apartamento novo onde
estava.
Adam olhou-me de imediato, o assunto “pais”
nunca fora bem-vindo para mim e muito menos para ele que sempre tivera muitos
problemas por causa deles. Tinha medo, sinceramente estava com muito medo. O meu
irmão sempre fora bastante directo e a mínima coisa podia estragar tudo. Ele não
sabia da minha mentira pela certa que ia começar a falar e tudo ia por água
abaixo. Quando tinha convidado os rapazes para virem comigo a casa do meu irmão
nunca pensara no que estava prestes a acontecer, era última coisa que me tinha
lembrado pensava que ia ser tudo normal. Fui demasiado imprudente.
“No fundo
nunca tivemos pais.” disse o meu irmão olhando fixamente Andrew
nos olhos.
“Como
é que isso é possível?” questionou Andrew.
“O pouco
contacto que tenho com eles é quando vêm cá entregar dinheiro, fingirem-se
preocupados e a pensar que o dinheiro paga as suas ausências, que o dinheiro é
tudo. Para eles o dinheiro sempre foi tudo, para a minha família o mais
importante sempre foi estar acima de tudo e de todos.” fazia
sinais a Adam para que se calasse, corria o risco dos rapazes quererem saber
mais e depois descobrirem o que eu não queria.
“Faz-me
lembrar uma família aqui da cidade.” soltou Georg para o ar. O meu irmão
soltou uma gargalhada.
O meu coração estremeceu. O meu irmão
ia falar, ele não tinha percebido que eu queria que ele ficasse calado ou então
até tinha percebido mas ele não ia fazer-se cúmplice das minhas mentiras, nunca
na vida ele alinhou comigo numa mentira do género. Ele dizia que eu tinha que
aprender que a verdade era sempre o melhor caminho e que quem se afastasse
quando soubesse a verdade apenas não gostava de mim, que os meus verdadeiros
amigos iriam ficar sempre comigo. Nem sempre era assim, eu sabia-o e sabia que
se a verdade viesse ao de cima podia esquecer a amizade do Georg para sempre.
“Vamos
mudar de assunto.” sugeriu o meu irmão olhando-me de seguida.
Respirei fundo, ele não ia falar mas sabia que teria muito para ouvir quando os
rapazes fossem embora.
Os rapazes estavam parados, pareciam
estar a pensar em tudo aquilo que Adam dissera o que não era bom sinal.
“Vamos
comer um gelado ou alguma coisa do género?” perguntei. Só queria que eles
parassem de pensar naquilo e que se esquecessem de tudo, era impossível mas
tinha que tentar.
“Vamos, eu
sei que há aqui perto uma gelataria que tem gelados daqueles mesmo bons.” falou Gustav.
“Estamos
em Março, vamos comer um gelado nesta altura do ano?” inquiriu
Georg.
“Que mal
tem?” perguntei.
“Sim
Georg, concordo com a Emily. Que mal tem? Hoje até está sol e um geladinho sabe
bem a qualquer altura do ano.” disse sorrindo, via-se que era mesmo
guloso.
“Há várias
coisas que sabem bem a qualquer altura do ano.” soltou Tom
com um sorriso perverso na cara.
“Boa Tom.
Gostei.” quase gritou o meu irmão com enorme um ar perverso na cara dando
uma palmada nas costas de Tom. Abanei a cabeça negativamente, Adam e Tom
iriam-se dar bem.
Todos se riram menos Georg, ele estava
estranho possivelmente já desconfiava de alguma coisa.
Saímos do prédio e caminhámos na
direcção da tal gelataria. Na verdade não me apetecia muito comer um gelado mas
pronto. Georg caminhava mais atrás, às vezes parecia estar num mundo totalmente
à parte.
continua...
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