hey. :D
deixo-vos aqui o capítulo onze da minha fanfic. *-* este traz uma surpresa ahaha a certa altura no texto descrevo a forma como a Emily está vestida então onde está “LOVE IS EVERYWHERE, LIVE TO LOVE” existe uma hiperligação que se clicarem em cima abre-vos uma página da minha conta do Weheartit onde está uma foto da Emily tal como a descrevi, torna a coisa mais realista. (;
dankeschön :D
dankeschön :D
Capítulo XI
O Georg tinha-se tornado um bom amigo sem dúvida alguma e eu não
estava disposta a perder a sua amizade. Sim, era só amizade a verdade é que era
um rapaz bonito, tinha um sorriso maravilhoso e um físico tentador mas eu não
estava interessada disso tinha certeza.
O relógio que tinha na mesa-de-cabeceira marcava vinte e uma horas
e eu já estava na cama. Estava a estudar, a dar uma olhadela na matéria de
filosofia para ser mais precisa. Ouvi o meu telemóvel vibrar, peguei nele.
Tinha recebido uma mensagem.
“Hey Emily é o Tom. Nós
vamos sair todos, queres vir?”
Não pude evitar rir. Tinha o número dele gravado, ele próprio o
tinha gravado no meu telemóvel e mesmo assim tinha-se identificado. Já estava
de pijama e estava com uma vontade estranha de estudar mas mesmo assim não ia
recusar aquela proposta. Há muito tempo que não saía com amigos, ultimamente a
minha vida era só casa, casa e casa. Vivia num tédio perturbador.
“Olá Tom.
Sim eu sei que és tu, tinha o teu número sabes? ahah Claro que quero sair com
vocês.”
Levantei-me da cama e despi o pijama, fui até ao armário da roupa.
Tirei de lá umas calças de ganga pretas e uma t-shirt não muito justa cinzenta
com umas letras vermelhas: “LOVE IS EVERYWHERE, LIVE TO LOVE”. Não sabia bem
porquê mas gostava mesmo daquela camisola. Ouvi o meu telemóvel vibrar outra
vez em cima da cama.
“Então nós
passamos por tua casa para te ir buscar, diz-me onde fica.”
O meu coração começou a bater rápido devido ao nervosismo que
sentia correr-me nas veias.
“Não, eu
não estou em minha casa. Diz-me antes onde é a tua que eu vou ai ter.”
Foi a única coisa que me senti capaz de dizer, ao menos não tinha
metido os pés pelas mãos o que não era mau. Vesti-me, calcei os meus all stars
pretos que persistiam em durar e penteei o meu cabelo, estava bastante comprido
adorava vê-lo assim. Fiz um risco preto nos olhos e meti um pouco de rímel, era
esta a maquilhagem de sempre, a coisa mais simples à fase da Terra. Sai de casa
depois de depositar um beijo na cara de Glória que era a única pessoa que se
encontrava naquela casa, ela sempre fora muito mais que uma empregada. Fui até
à morada que Tom me tinha indicado, uma casa não muito grande mas muito
acolhedora, toquei à campainha.
“Emily,
entra.” saudou Bill sorrindo depois de abrir a porta.
“Olá
Bill.” disse sorrindo também.
Entrei na sala de estar onde estava Tom acompanhado por uma
rapariga loira, ambos pareciam bastante divertidos a jogar playstation. Tom
meteu pausa no jogo quando me viu entrar.
“Emily!” disse
depositando depois um beijo na minha face. “Ainda estamos à espera dos outros.”
“Emily
esta é a Beatrice, a minha namorada.” apresentou Bill.
“Prazer
Beatrice.” cumprimentei a rapariga, era bastante bonita ficava bem com Bill.
“Emily já
tinha ouvido falar muito de ti.” disse-me sorrindo.
Bill juntou-se a Beatrice e ficaram a jogar playstation enquanto
não chegavam os restantes rapazes, Tom ficou comigo sentando no sofá, ao meu
lado.
“Queres
beber alguma coisa?” perguntou-me.
“Sim pode
ser, bebo o que tu beberes.” respondi-lhe sorrindo.
“Então já
volto.”
“Não, eu
vou contigo.”
Fomos até à cozinha e sentei-me numa cadeira enquanto ele
preparava as bebidas. Desde sempre que me tinha dado muito bem com Tom, sempre
fora muito simpático comigo. Era um rapaz muito perverso e muito tarado digamos
de passagem mas quando queria era muito querido e conseguia ser uma pessoa
séria, gostava nisso nele.
“Ainda bem
que vieste aqui, aproveito e falo contigo sobre uma coisa…” falou Tom
enquanto procurava alguma coisa dentro do frigorífico.
“Força,
fala Tom.”
“Emily eu
sei que existem coisas sobre ti que nós não sabemos….” começou
Tom, parecia estar com receio de falar e eu também já não sabia se queria ter
aquela conversa.
“Sabes?”
“Sim. Eu
já te tinha visto antes por aqui, devias passar férias cá penso eu e eu
lembro-me de te ver.”
Não conseguia perceber onde queria ele chegar com aquela conversa,
tinha-me visto antes e daí?
“Sim Tom,
eu vinha cá nas férias.”
“Emily, eu
sei que tu não vives onde nos disseste que vivias.” foi como
que se uma bomba rebentasse em cima de mim.
“Como é
que sabes isso?”
“Eu nas
férias tinha uma espécie de amiga, tu sabes, que morava naquele prédio em
frente à casa dos Lehmann e eu de lá vi-te várias vezes.” sentia-me
tão envergonhada se eu tivesse um buraco por perto juro que me escondia lá para
sempre. “Eu sei que tu fazes parte
daquela família, Emily.”
“Tom, eu
não queria que as coisas tivessem sido assim. Eu queria que…” ele
interrompeu-me.
“Eu
compreendo que seja difícil para ti. Quando eu vi que mentiste, fiquei uma
bocado desiludo mas depois tentei meter-me na tua situação e eu compreendo-te…”
“Eu sinto
vergonha Tom. A minha família é conhecida nesta cidade inteira pela negativa, a
minha família não presta, nunca prestou! Eu preferia nunca ter nascido a nascer
onde nasci.”
Sentia que ia explodir, sentia que ia dizer tudo o que tinha para
dizer. Ele sabia e compreendia-me mas nem todos iam ser assim. Tom parou de
fazer o que estava a fazer e sentou-se numa cadeira ao meu lado.
“Emily
ninguém te pode julgar por uma coisa que tu não escolheste ser.”
“Sabes bem
que nem todos vão pensar da mesma forma que tu Tom.”
“Eu vou
deixar que sejas tu a contar aos rapazes, ao Georg principalmente sabes que…”
“Eu sei
Tom, vai ser uma coisa complicada. Ele nunca mais me vai querer ver à frente
mas eu não tenho culpa, eu não tenho que pagar por algo que não fiz.”
“Eu sei. Mas
ele vai entender Emily não podes é mentir por muito mais tempo é pior se ele
descobrir por ele.”
“Ou por
outros…” disse, referindo-me a Lia.
“Eu já te
disse que não conto a ninguém.” disse-me sendo sincero pensando que
me referia a ele.
“Não me
refiro a ti, Tom.”
“Então?”
“A Lia.” vi-o
engolir em seco.
“Emily se
ela sabe não podes deixar as coisas passar muito mais tempo. Eu nem sabia que vocês
se conheciam.”
“Ela faz
questão de embirrar comigo desde o primeiro dia de aulas.” disse um
pouco exaltada, falar da Lia deixava-me fora de mim. “Sempre com bocas, sempre com sarcasmos e só hoje percebi o porquê de
tudo aquilo.”
“Ciúmes?”
“Ela morre
de ciúmes mesmo sem razão, eu não quero o Georg dessa maneira mas ela não entende
sente-se mesmo ameaçada mas quando a confronto nega tudo isso diz-me para olhar
para mim mesma, que eu sou horrível e que o Georg nunca iria olhar para mim.”
“Tu és
linda Emily.” disse-me Tom com um sorriso nos lábios tirando uma mecha de
cabelo de frente dos meus olhos.
Confesso ter ficado surpreendida com aquela acção vinda de Tom,
sentia-me a derreter. Ele era mesmo querido e sabia como me animar.
“Oh Tom,
assim fico coisa…” senti a minha cara ficar quente e vermelha.
“´Não precisas,
é apenas verdade.” ele continuava com um sorriso nos lábios
enquanto falava. “Não me estou a fazer a
ti está descansada.” disse fazendo um ar inocente.
“Tom
estragaste o momento, eu nem sequer tinha pensado nisso!”
barafustei.
Não podemos evitar rir com aquilo tudo, era tão mais fácil para
mim lidar com as coisas quando tinha alguém como Tom para me ajudar...
“Obrigado
por tudo isto Tom. És uma óptima ajuda e um excelente amigo.” foi a única
coisa que consegui dizer.
“Os amigos
servem para estas coisas.” disse abraçando-me com força.
“O Bill
disse que estavam…” ouvi Georg dizer parando em frente à porta da
cozinha ao ver Tom abraçar-me. “Esqueçam!”
disse friamente virando as costas.
Tom soltou-me de imediato ficando a olhar para a porta sem
perceber.
“O que é
que foi aquilo?” questionou Tom referindo-se à atitude pouco
normal de Georg.
“Não faço
ideia…”
Decidimos ir para a sala nos juntar aos outros. Georg olhava-nos
de lado como se tivéssemos feito algo de mal, algo que ele não tivesse gostado.
Continua...

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