terça-feira, 17 de julho de 2012

Imagine - Capítulo XI

Publicada por AnnieFriday. à(s) 03:08 14 comentários

hey. :D

deixo-vos aqui o capítulo onze da minha fanfic. *-* este traz uma surpresa ahaha a certa altura no texto descrevo a forma como a Emily está vestida então onde está “LOVE IS EVERYWHERE, LIVE TO LOVE” existe uma hiperligação que se clicarem em cima abre-vos uma página da minha conta do Weheartit onde está uma foto da Emily tal como a descrevi, torna a coisa mais realista. (;


dankeschön :D

Capítulo XI

O Georg tinha-se tornado um bom amigo sem dúvida alguma e eu não estava disposta a perder a sua amizade. Sim, era só amizade a verdade é que era um rapaz bonito, tinha um sorriso maravilhoso e um físico tentador mas eu não estava interessada disso tinha certeza.
O relógio que tinha na mesa-de-cabeceira marcava vinte e uma horas e eu já estava na cama. Estava a estudar, a dar uma olhadela na matéria de filosofia para ser mais precisa. Ouvi o meu telemóvel vibrar, peguei nele. Tinha recebido uma mensagem.

Hey Emily é o Tom. Nós vamos sair todos, queres vir?”

Não pude evitar rir. Tinha o número dele gravado, ele próprio o tinha gravado no meu telemóvel e mesmo assim tinha-se identificado. Já estava de pijama e estava com uma vontade estranha de estudar mas mesmo assim não ia recusar aquela proposta. Há muito tempo que não saía com amigos, ultimamente a minha vida era só casa, casa e casa. Vivia num tédio perturbador.

“Olá Tom. Sim eu sei que és tu, tinha o teu número sabes? ahah Claro que quero sair com vocês.”

Levantei-me da cama e despi o pijama, fui até ao armário da roupa. Tirei de lá umas calças de ganga pretas e uma t-shirt não muito justa cinzenta com umas letras vermelhas: “LOVE IS EVERYWHERE, LIVE TO LOVE”. Não sabia bem porquê mas gostava mesmo daquela camisola. Ouvi o meu telemóvel vibrar outra vez em cima da cama.

“Então nós passamos por tua casa para te ir buscar, diz-me onde fica.”

O meu coração começou a bater rápido devido ao nervosismo que sentia correr-me nas veias.

“Não, eu não estou em minha casa. Diz-me antes onde é a tua que eu vou ai ter.”

Foi a única coisa que me senti capaz de dizer, ao menos não tinha metido os pés pelas mãos o que não era mau. Vesti-me, calcei os meus all stars pretos que persistiam em durar e penteei o meu cabelo, estava bastante comprido adorava vê-lo assim. Fiz um risco preto nos olhos e meti um pouco de rímel, era esta a maquilhagem de sempre, a coisa mais simples à fase da Terra. Sai de casa depois de depositar um beijo na cara de Glória que era a única pessoa que se encontrava naquela casa, ela sempre fora muito mais que uma empregada. Fui até à morada que Tom me tinha indicado, uma casa não muito grande mas muito acolhedora, toquei à campainha.

“Emily, entra.” saudou Bill sorrindo depois de abrir a porta.
“Olá Bill.” disse sorrindo também.

Entrei na sala de estar onde estava Tom acompanhado por uma rapariga loira, ambos pareciam bastante divertidos a jogar playstation. Tom meteu pausa no jogo quando me viu entrar.

“Emily!” disse depositando depois um beijo na minha face. “Ainda estamos à espera dos outros.”
“Emily esta é a Beatrice, a minha namorada.” apresentou Bill.
“Prazer Beatrice.” cumprimentei a rapariga, era bastante bonita ficava bem com Bill.
“Emily já tinha ouvido falar muito de ti.” disse-me sorrindo.

Bill juntou-se a Beatrice e ficaram a jogar playstation enquanto não chegavam os restantes rapazes, Tom ficou comigo sentando no sofá, ao meu lado.

“Queres beber alguma coisa?” perguntou-me.
“Sim pode ser, bebo o que tu beberes.” respondi-lhe sorrindo.
“Então já volto.”
“Não, eu vou contigo.”

Fomos até à cozinha e sentei-me numa cadeira enquanto ele preparava as bebidas. Desde sempre que me tinha dado muito bem com Tom, sempre fora muito simpático comigo. Era um rapaz muito perverso e muito tarado digamos de passagem mas quando queria era muito querido e conseguia ser uma pessoa séria, gostava nisso nele.

“Ainda bem que vieste aqui, aproveito e falo contigo sobre uma coisa…” falou Tom enquanto procurava alguma coisa dentro do frigorífico.
“Força, fala Tom.”
“Emily eu sei que existem coisas sobre ti que nós não sabemos….” começou Tom, parecia estar com receio de falar e eu também já não sabia se queria ter aquela conversa.
“Sabes?”
“Sim. Eu já te tinha visto antes por aqui, devias passar férias cá penso eu e eu lembro-me de te ver.”

Não conseguia perceber onde queria ele chegar com aquela conversa, tinha-me visto antes e daí?

“Sim Tom, eu vinha cá nas férias.”
“Emily, eu sei que tu não vives onde nos disseste que vivias.” foi como que se uma bomba rebentasse em cima de mim.
“Como é que sabes isso?”
“Eu nas férias tinha uma espécie de amiga, tu sabes, que morava naquele prédio em frente à casa dos Lehmann e eu de lá vi-te várias vezes.” sentia-me tão envergonhada se eu tivesse um buraco por perto juro que me escondia lá para sempre. “Eu sei que tu fazes parte daquela família, Emily.”
“Tom, eu não queria que as coisas tivessem sido assim. Eu queria que…” ele interrompeu-me.
“Eu compreendo que seja difícil para ti. Quando eu vi que mentiste, fiquei uma bocado desiludo mas depois tentei meter-me na tua situação e eu compreendo-te…”
“Eu sinto vergonha Tom. A minha família é conhecida nesta cidade inteira pela negativa, a minha família não presta, nunca prestou! Eu preferia nunca ter nascido a nascer onde nasci.”

Sentia que ia explodir, sentia que ia dizer tudo o que tinha para dizer. Ele sabia e compreendia-me mas nem todos iam ser assim. Tom parou de fazer o que estava a fazer e sentou-se numa cadeira ao meu lado.

“Emily ninguém te pode julgar por uma coisa que tu não escolheste ser.”
“Sabes bem que nem todos vão pensar da mesma forma que tu Tom.”
“Eu vou deixar que sejas tu a contar aos rapazes, ao Georg principalmente sabes que…”
“Eu sei Tom, vai ser uma coisa complicada. Ele nunca mais me vai querer ver à frente mas eu não tenho culpa, eu não tenho que pagar por algo que não fiz.”
“Eu sei. Mas ele vai entender Emily não podes é mentir por muito mais tempo é pior se ele descobrir por ele.”
“Ou por outros…” disse, referindo-me a Lia.
“Eu já te disse que não conto a ninguém.” disse-me sendo sincero pensando que me referia a ele.
“Não me refiro a ti, Tom.”
“Então?”
“A Lia.” vi-o engolir em seco.
“Emily se ela sabe não podes deixar as coisas passar muito mais tempo. Eu nem sabia que vocês se conheciam.”
“Ela faz questão de embirrar comigo desde o primeiro dia de aulas.” disse um pouco exaltada, falar da Lia deixava-me fora de mim. “Sempre com bocas, sempre com sarcasmos e só hoje percebi o porquê de tudo aquilo.”
“Ciúmes?”
“Ela morre de ciúmes mesmo sem razão, eu não quero o Georg dessa maneira mas ela não entende sente-se mesmo ameaçada mas quando a confronto nega tudo isso diz-me para olhar para mim mesma, que eu sou horrível e que o Georg nunca iria olhar para mim.”
“Tu és linda Emily.” disse-me Tom com um sorriso nos lábios tirando uma mecha de cabelo de frente dos meus olhos.

Confesso ter ficado surpreendida com aquela acção vinda de Tom, sentia-me a derreter. Ele era mesmo querido e sabia como me animar.

“Oh Tom, assim fico coisa…” senti a minha cara ficar quente e vermelha.
“´Não precisas, é apenas verdade.” ele continuava com um sorriso nos lábios enquanto falava. “Não me estou a fazer a ti está descansada.” disse fazendo um ar inocente.
“Tom estragaste o momento, eu nem sequer tinha pensado nisso!” barafustei.

Não podemos evitar rir com aquilo tudo, era tão mais fácil para mim lidar com as coisas quando tinha alguém como Tom para me ajudar...

“Obrigado por tudo isto Tom. És uma óptima ajuda e um excelente amigo.” foi a única coisa que consegui dizer.
“Os amigos servem para estas coisas.” disse abraçando-me com força.
“O Bill disse que estavam…” ouvi Georg dizer parando em frente à porta da cozinha ao ver Tom abraçar-me. “Esqueçam!” disse friamente virando as costas.

Tom soltou-me de imediato ficando a olhar para a porta sem perceber.

“O que é que foi aquilo?” questionou Tom referindo-se à atitude pouco normal de Georg.
“Não faço ideia…”

Decidimos ir para a sala nos juntar aos outros. Georg olhava-nos de lado como se tivéssemos feito algo de mal, algo que ele não tivesse gostado.

Continua...

domingo, 15 de julho de 2012

Imagine - Capítulo X

Publicada por AnnieFriday. à(s) 02:21 10 comentários

hello.
deixo-vos aqui mais um capítulo da fic. *-* espero que gostem como é óbvio e que comentem muito. :b

Küss ^^


(e meto este gif aqui porque me apeteceu, yeey.)


Capítulo X

Tom e Adam caminhavam mesmo à frente olhando todo o rabo de saia que passeava pelas ruas, Gustav e Bill conversavam atrás e eu vinha ao lado deles um pouco à parte a pensar nos meus problemas que a cada dia que passava se tornavam maiores. Decidi andar um pouco mais devagar para dar tempo que Georg ficasse ao meu lado assim poderia falar com ele.

“Hey.” chamei eu olhando-o, ele nem me ouviu. Olhei para ele e pude ver que continuava num mundo à parte ia mesmo jurar que ele nem sequer tinha notado a minha presença a seu lado. “Georg?” chamei novamente tocando no seu braço.
“Emily.” disse surpreso. “Não te tinha visto, desculpa.”
“Eu reparei.” respondi-lhe sorrindo. “O que é que se passa contigo?”
“Nada, porquê?”
“Eu não sou burra. Estás esquisito, estás distante.”
“Como é que ficavas se não te saísse da cabeça a pessoa que mais te apoiou em toda a vida e se estivesses sempre a lembrar-te que essa pessoa estaria contigo se os Lehmann nunca tivessem existido?” disse-me Georg olhando para o vazio.
“Estás a falar do teu avô?” sentia-me culpada sem na verdade o ser.
“Sim estou. Eu cresci com ele, ele ensinou-me a fazer quase tudo o que sei fazer hoje. Ele era uma daquelas pessoas que valia a pena conhecer, apesar da nossa diferença de idades ele compreendia-me sempre, ajudava-me sempre… Foi e sempre vai ser sem dúvida a pessoa mais importante da minha vida.” ele falava com um leve sorriso nos lábios, via-se todo o amor que ele tinha por aquele avô na forma como falava.
“Eu compreendo-te Georg. Deves ter sofrido muito e tudo por causa de uma mulher caprichosa, uma mulher fria e vingativa. Ela era uma pessoa sem coração e só queria estar sempre em primeiro, não importava que todos fossem a baixo, não importava quem morria, não importava quem perdia nem quem sofria, só ela tinha que estar acima de tudo. Sempre foi uma mulher egoísta mereceu o fim que teve.”

Georg olhou-me surpreendido e eu sentia que tinha falado demais, mas sentia-me bem por dizer aquilo tudo.

“Como é que sabes disso tudo?” questionou-me ele. Eu não sabia o que dizer nem o que fazer.
“Amh… Tu já tinhas dito essas coisas a respeito dessa mulher.” tinha sido a desculpa mais esfarrapada que tinha arranjado.
“Não Emily. Eu nem sequer te falei de como ela morreu, eu nem sei qual foi o fim dela como é que podes dizer que fui eu que te disse?” ele queria uma resposta e não ia desistir.
“Quando tu falaste dessa família eu decidi informar-me e perguntei à minha avó se ela sabia alguma coisa para além do que tu me contaste.” avó? Eu nem tinha avó, mais uma mentira para somar às outras.
“Hum…” foi a única coisa que ouvi da boca de Georg depois da minha mentira.

Chegámos à gelataria, comemos um gelado e depois de ficarmos um pouco à conversa voltámos para casa. Tinha sido uma tarde divertida se não tivesse tantas preocupações. Para não ter que mentir mais em relação à minha morada decidi dizer aos rapazes que a minha mãe me vinha buscar à frente da escola e que ia esperar ali. Fiquei ali sozinha durante um pouco só para fazer tempo e depois seguir caminho para casa. Era sexta-feira, haviam autocarros ainda a passar e por estranho que parecesse ainda haviam alunos dentro e fora da escola mesmo sendo sete horas da tarde. Preparava-me para começar a caminhar em direcção a casa mas alguém me impediu de o fazer.

“Emily, que prazer ver-te.” Troçou alguém atrás de mim.

Virei-me encarando a rapariga, tinha que ser ela estava a achar estranho não me dizer nada durante tanto tempo.

“O prazer é todo meu, Lia.” gozei também.
“Como foi a tarde?” perguntou-me. Eu sabia que ela queria saber se tinha passado a tarde com os rapazes ou se não.
“Sim, foi um máximo passar a tarde com os rapazes, incluindo o Georg claro.” provoquei piscando-lhe o olho.
“ Tu não me afectas rigorosamente nada Emily. Eu sei que tu não és uma ameaça, já olhaste bem para ti? Ele nunca olharia para alguém como tu.” os ciúmes que ela estava a sentir eram evidentes, via-se ao longe que ela se sentia ameaçada.
“Eu gosto de ti e tenho que ficar contigo.” citei a frase que a tinha ouvido dizer a Georg no inicio da tarde antes de ir para casa do meu irmão, sempre com um sorriso na cara.
“Tu não sabes com quem te estás a meter Emily Lehmann.” ameaçou-me dando enfase ao meu apelido.
“O que tem o Lehmann, querida?” apesar de sentir o meu coração apertado não me desmanchei e continuei com a ironia.
 “Oh Emily eu vou descobrir o que tu escondes.”
“Ai sim?”
“Sim. E quando eu souber alguma coisa sobre ti podes crer que o Georg vai saber logo e sabes o que depois vai acontecer?” aquela maneira sarcástica de falar dava comigo em doida.
“Odeio que me ameacem.”
“ Oh querida eu não estou aqui para te fazer sentir bem, como deves imaginar isso não me interessa para nada. Agora adeusinho porque eu tenho mais que fazer do que falar contigo e cuidado porque ao mínimo deslize: bye bye Georg.”

Apostava que ela já desconfiava do meu apelido, só estava à espera de algo que lhe desse a confirmação de tudo. Iria ter que contar ao Georg o mais depressa possível antes que fosse ela. O fim-de-semana aproximava-se e eu tinha que arranjar uma maneira de lhe dizer tudo sem o fazer afastar-se de mim. 
  
Continua... 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Erinner dich na dich und mich. - One Shot

Publicada por AnnieFriday. à(s) 13:38 8 comentários

Olá pessoas.

Muito boa tarde. Deixo-vos aqui uma one-shot, andava por aqui nas minhas coisas e lembrei-me de escrever esta. Para quem não está acostumado a estas andanças de fic's e mais fic's isto não tem nada a ver com a fanfiction Imagine que andava a postar. Isto é apenas uma história pequenina. Espero que gostem. 

Küsses *-* 

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One-Shot

Erinner dich na dich und mich.

Tinham passado seis anos desde aquele dia, desde o dia da minha partida. Na altura eu tinha apenas doze anos, era uma criança, mas tinha-me doído tanto abandonar a Alemanha. Os meus pais tinham-se divorciado e eu tive que regressar a Espanha com a minha mãe. Nos primeiros dias depois de saber da notícia da minha mudança até nem fiquei muito triste porque sabia que pelo menos uma vez por mês teria que visitar o meu pai e ai poderia visitar os meus amigos. Só depois descobri que nem o meu pai iria permanecer na Alemanha aí o meu mundo desabou, estava condenada a ir com a minha mãe para Espanha e não voltar mais a Alemanha.

Memories

“Não voltas nem nas férias?” perguntou-me abraçando-me com força.
“A minha mãe não quer voltar cá nunca mais, diz que lhe trás más recordações.” ele apertava-me.
“ Tu sabes que eu nunca te vou esquecer.” ouvi ele dizer-me a medo.
 “Eu tenho doze anos e tu tens treze, achas mesmo que te vais lembrar de mim?” questionei-o, tentando o chamar à razão.
“O que tem? As pessoas especiais nunca se esquecem, é o que a minha mãe diz.” respondeu-me confiante enquanto me olhava fixamente, por momentos senti que devia acreditar nele.
“Quando tiveres dezoito anos já vais ter outra amiga como eu e já nem do meu nome tu te vais lembrar.”
“Ok.” disse-me ele em tom de desafio. “Quando tiveres liberdade para fazeres uma visita aqui à Alemanha, procuras-me e depois logo vemos se as coisas vão ser como tu disseste.” sorri.
“Combinado.” aceitei depois de lhe dar um beijo na bochecha, ele sorriu.

End Memories

Lembrava-me desta passagem vezes e vezes sem conta. Tinha procurado por tudo quanto era sitio lá em casa, um número para onde pudesse ligar, um endereço de e-mail… Sei lá, só agora é que pensava o quanto era inconsciente quando tinha doze anos, fui embora e pronto. Sabia que ele tinha uma banda e sabia que estavam no seu auge, ficava feliz por eles mas no entanto achava que ele nem se lembrava de mim e que eu era a coisa mais estúpida à face da terra por querer concretizar o que tínhamos combinado há seis anos atrás.
            Estava agora num avião e sim, ia para a Alemanha. Às vezes sentia-me ridícula mas outras vezes sentia que estava a fazer o que tinha que ser feito. Não fazia ideia de como os ia encontrar, o que eu pensava fazer era ir até ao sítio onde morava antigamente e informar-me sobre a família Kaulitz.  

            “Bom dia, eu morei aqui há seis anos atrás e moravam aqui mesmo ao lado dois gémeos com a mãe. Eles têm agora dezanove anos e a mãe chama-se Simone. Por acaso não sabe como posso encontra-los?” perguntei eu assim que me abriram a porta da minha antiga casa.
            “Eles mudaram-se para Berlim há coisa de seis meses.” informou-me simpaticamente a senhora.
            “Por acaso não tem a morada?”
            “A morada? Sim, devo ter. Deixe-me só ir procurar.” a senhora voltou a entrar em casa e voltou depois de poucos minutos com um papel na mão que me entregou.
“Muito obrigado.” agradeci sorrindo.

Apanhei um táxi e fui até àquela morada. Preparava-me para tocar à campainha quando ouvi um barulho vindo de uma janela do primeiro andar, era um barulho de uma guitarra. Era ele, dei por mim a sorrir sozinha olhando para aquela janela. Reparei numa macieira que se encontrava no jardim, apanhei uma fruta do chão, a mais pequena de todas e atirei-a à janela de onde vinha o som. Isto fazia-me lembrar de quando eramos umas crianças e ele me vinha chamar a casa para irmos brincar, atirava sempre alguma coisa à minha janela para me chamar à atenção, ele podia entrar pela porta e chamar-me na mesma mas não, usava sempre a janela. Ouvi a janela abrir, o meu coração estremecia, queria sair pela boca de tanto nervosismo.
“Tom?” foi a única coisa que consegui dizer naquela altura.
Via o quanto ele estava surpreendido, não sabia se ele me tinha reconhecido mas via que estava como eu, pareciam faltar-lhe as palavras. Ficámos por momentos apenas a olharmo-nos sem dizer uma única palavra eu não sabia o que dizer, ele sorriu finalmente.
“Carol?” perguntou ele com um sorriso enorme. “Eu não acredito que tu vieste.”
Vi-o entrar novamente no quarto e pouco tempo depois ouvi a porta da entrada abrir e ele saiu disparado a correr na minha direcção. Abraçámo-nos com força, senti-me a voltar ao passado mas com uma única diferença: eu não iria partir, eu tinha chegado. 
“Tu vieste, eu não posso acreditar.” disse-me sem me largar.
“Estou aqui. Eu não me esqueci do que combinámos.”
“E eu nunca me esqueci de ti.” confessou-me ele, afastando-se um pouco de mim mas nunca deixando de me abraçar.
            Não sabia o que dizer, só conseguia sorrir. Sentia a sua respiração próxima da minha e os seus lábios a escassos centímetros dos meus. Não o parei nem o afastei, era aquilo que tinha de ser feito. Aproximei-me dele e colei os nossos lábios num beijo cheio de saudade. As nossas línguas dançavam explorando cada canto da boca um do outro, senti-me totalmente viva. Agora sim, eu estava completamente viva.
            “Agora não foges mais. Lembra-te de tu e eu, agora somos só tu e eu.” pediu-me Tom, abraçando-me novamente.

The end.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Imagine - Capítulo IX

Publicada por AnnieFriday. à(s) 18:43 12 comentários

Hallo. :D

Desculpem a ausência mas isto das férias deixa-me um pouco sem tempo, estranho. $: ahm, deixo-vos aqui mais um capítulo. Eu espero que gostem e que comentem muito. :3 Agradeço a todos pelo apoio. :3

Küss*

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CAPITULO IX

Os rapazes sentaram-se, Bill e Georg ao meu lado, Andrew e Tom sentaram-se noutros sofás individuais e Gustav teve que tomar a iniciativa de puxar um banco da cozinha.
“Então, eu sou o Adam.” apresentou-se o meu irmão sorrindo. Os rapazes disseram o seu nome apresentando-se também.

O meu irmão sempre fora muito parecido comigo ou então, o mais possível era eu ser parecida com ele. Tal como eu, ele não gostava nada de pertencer à nossa família mas numa coisa eramos diferentes: ele não escondia quem era, costumava dizer que a mentira tinha perna curta e sempre que conhecia alguém dizia quem era e quem gostava, gostava e continuava a dar-se com ele, quem não gostava afastava-se. Ele dizia que assim as coisas ficavam logo em pratos limpos e não criava amizades fortes com pessoas que mais tarde iam afastar-se quando soubessem da verdade, e ele tinha razão mas eu não conseguia ser assim, não agora.
Ele estava agora no primeiro ano na universidade onde estudava no curso de arquitectura. No secundário tinha seguido pelas Artes Visuais, tinha uma média digna de um homem mas de um homem a sério, não é que estudasse muito mas conseguira desde sempre ter boas notas, conseguia captar bem as coisas nas aulas e por vezes isso era o suficiente. Eu não podia dizer o mesmo.

“Andas em arquitectura?” questionou Tom apontando para as folhas enormes e materiais que se encontravam em cima da mesa da sala.
“Sim, no primeiro ano.”

Como já previa o meu irmão fez questão de se levantar e mostrar aos rapazes os seus trabalhos, estes pareciam bastante interessados principalmente Bill, Tom e Andrew que na escola estavam também relacionados às artes. Sem dúvida que eu admirava aquelas pessoas estranhas que estudavam no curso de Artes Visuais, eu nem para fazer uma linha direita tinha jeito daí estar em Ciências e Tecnologias e querer seguir medicina dentária.

“Os vossos pais devem ser mesmo ricos.” soltou Andrew olhando o apartamento novo onde estava.

Adam olhou-me de imediato, o assunto “pais” nunca fora bem-vindo para mim e muito menos para ele que sempre tivera muitos problemas por causa deles. Tinha medo, sinceramente estava com muito medo. O meu irmão sempre fora bastante directo e a mínima coisa podia estragar tudo. Ele não sabia da minha mentira pela certa que ia começar a falar e tudo ia por água abaixo. Quando tinha convidado os rapazes para virem comigo a casa do meu irmão nunca pensara no que estava prestes a acontecer, era última coisa que me tinha lembrado pensava que ia ser tudo normal. Fui demasiado imprudente.

“No fundo nunca tivemos pais.” disse o meu irmão olhando fixamente Andrew nos olhos.
Como é que isso é possível?” questionou Andrew.
“O pouco contacto que tenho com eles é quando vêm cá entregar dinheiro, fingirem-se preocupados e a pensar que o dinheiro paga as suas ausências, que o dinheiro é tudo. Para eles o dinheiro sempre foi tudo, para a minha família o mais importante sempre foi estar acima de tudo e de todos.” fazia sinais a Adam para que se calasse, corria o risco dos rapazes quererem saber mais e depois descobrirem o que eu não queria.
“Faz-me lembrar uma família aqui da cidade.” soltou Georg para o ar. O meu irmão soltou uma gargalhada.

O meu coração estremeceu. O meu irmão ia falar, ele não tinha percebido que eu queria que ele ficasse calado ou então até tinha percebido mas ele não ia fazer-se cúmplice das minhas mentiras, nunca na vida ele alinhou comigo numa mentira do género. Ele dizia que eu tinha que aprender que a verdade era sempre o melhor caminho e que quem se afastasse quando soubesse a verdade apenas não gostava de mim, que os meus verdadeiros amigos iriam ficar sempre comigo. Nem sempre era assim, eu sabia-o e sabia que se a verdade viesse ao de cima podia esquecer a amizade do Georg para sempre.

“Vamos mudar de assunto.” sugeriu o meu irmão olhando-me de seguida. Respirei fundo, ele não ia falar mas sabia que teria muito para ouvir quando os rapazes fossem embora.

Os rapazes estavam parados, pareciam estar a pensar em tudo aquilo que Adam dissera o que não era bom sinal.

“Vamos comer um gelado ou alguma coisa do género?” perguntei. Só queria que eles parassem de pensar naquilo e que se esquecessem de tudo, era impossível mas tinha que tentar.
“Vamos, eu sei que há aqui perto uma gelataria que tem gelados daqueles mesmo bons.” falou Gustav.
“Estamos em Março, vamos comer um gelado nesta altura do ano?” inquiriu Georg.
“Que mal tem?” perguntei.
“Sim Georg, concordo com a Emily. Que mal tem? Hoje até está sol e um geladinho sabe bem a qualquer altura do ano.” disse sorrindo, via-se que era mesmo guloso.
“Há várias coisas que sabem bem a qualquer altura do ano.” soltou Tom com um sorriso perverso na cara.
“Boa Tom. Gostei.” quase gritou o meu irmão com enorme um ar perverso na cara dando uma palmada nas costas de Tom. Abanei a cabeça negativamente, Adam e Tom iriam-se dar bem.

Todos se riram menos Georg, ele estava estranho possivelmente já desconfiava de alguma coisa.
Saímos do prédio e caminhámos na direcção da tal gelataria. Na verdade não me apetecia muito comer um gelado mas pronto. Georg caminhava mais atrás, às vezes parecia estar num mundo totalmente à parte.

continua...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Imagine - Capítulo VIII

Publicada por AnnieFriday. à(s) 13:45 12 comentários

Capítulo VIII

Passara uma semana e tinha continuado a alimentar a minha mentira. Estava sempre acompanhada pelo Georg nas aulas e quando estas acabavam íamos sempre ter com os rapazes. Nas aulas rezava sempre para que os professores não dissessem o meu nome completo senão a minha mentira era descoberta rapidamente. 
A Lia nunca mais tinha dito mais nada, apenas me mandava uns olhares assassinos de vez em quanto. Às vezes pensava mesmo que ela sabia alguma coisa sobre mim.
Tinha vindo ao bar da escola comprar qualquer coisa para comer e o Georg disse que me esperava lá fora com o Bill e com o Tom. Estava a sair quando vi a Lia puxar o Georg para um canto. Sinceramente fiquei com medo, se ela soubesse realmente alguma coisa sobre mim estava tudo estragado. Saí pelo portão da escola e fui caminhando devagar até eles, o Tom e o Bill acenaram-me e sorriram e eu fiz o mesmo.

“Emily, estamos prontos para ir a casa do teu irmão.” afirmou Bill balançando a carteira no ar.
“Sim, os meus trocos estão aqui prontos para serem gastos.” disse Tom ironicamente.
“Oh não sejas assim. Eu disse que não era preciso vocês virem comigo.” desculpei-me.
“Eu estou a brincar Emily. Nós vamos porque queremos.” disse Tom rindo.
“Sim, vamos passear e conhecer o teu irmão e além disso pode ser que haja alguém interessante por aqueles lados.” falou Bill com um ar perverso. Às vezes até parecia que o Bill se transformava no Tom e ficava com aqueles pensamentos perversos que eram tão típicos do irmão.

Olhei para o lado, a Lia falava com o Georg e ele parecia querer afastar-se dela mas ela impedia-o de o fazer.

“O que é que se está a passar ali?” perguntei procurando ser discreta.
“Eish… Coisas antigas.” disse Tom revirando os olhos.

Ia-me engasgando com a minha própria saliva, confesso.

“Coisas antigas?’” perguntei tentando saber mais, sendo discreta.
“Sim, eles tiveram umas coisas há uns…” Bill interrompeu Tom dando-lhe um murro no braço.
“Tu não sabes nada do que estás para aí a dizer.” Bill fez um movimento como se fosse a concentração do artista. “Emily, isto é assim: o Georg e aquela rapariga da qual eu não sei o nome…” interrompi-o.
“Lia, Bill. Ela chama-se Lia.”
“Olha como seja, eles comeram-se. Não sei se as coisas foram mais além, burro foi ele se não foram porque ela é…” começou a fazer gestos olhando para o corpo da rapariga.
“Boa! Muito boa!” completou Tom sorrindo.
“Sim Tom. Continuando, ela é tipo obcecada por ele. Não o deixa em paz, é louca.”

As peças começaram a juntar-se na minha cabeça, a Lia devia sentir-se ameaçada pelo facto de eu me dar tão bem com o Georg. Olhei para o lado e vi a Lia puxar o rapaz para ela e beijá-lo, tive mesmo que revirar os olhos, aquilo tinha-me dado enjoos.

“Nojo.” não fui capaz de conter aquilo dentro de mim e tive que falar. Bill e Tom olharam para mim e soltaram uma gargalhada.
“Ciúme.” disseram os dois ao mesmo tempo.
“Calem-se. Não é nada disso!” ambos riram, lancei-lhes um olhar assassino.

Georg tinha empurrado Lia e tinha-se soltado dela.

“Tu tens problemas!” ouvi Georg dizer furioso.
“Tu é que não percebes as coisas Georg. Eu gosto de ti e tenho que ficar contigo.” Lia dizia.
“Poupa-me Lia. Eu não quero mais nada contigo, tens que entender.”
“Não podes deixar as coisas assim.” pedia Lia agarrando Georg.
“Deixa-me de uma vez por todas, adeus! Tenho mais que fazer.” disse soltando-se dela e caminhando na nossa direcção.

“Ui a coisa está preta.” comentou Bill rindo.
“Nem me digas nada!” falou Georg.
“E que tal irmos? É que daqui a bocado perdemos o comboio.” sugeri eu, não queria ouvir mais falar da Lia.
“Vamos, vamos.” disse Georg.

Caminhámos até à estação de comboios, durante o caminho Gustav ligou a perguntar onde estávamos, pois ele e Andrew já estavam na estação há seculos. Georg respondeu dizendo “tivemos uns imprevistos”. Tivemos? Tinha falado no plural quando na verdade quem tinha tido o imprevisto tinha sido ele, que lata. Apetecia-me esganar aquele rapaz, não sabia bem porquê mas apetecia-me mesmo! Supunha que aquela raiva toda se devia ao facto de chegarmos à estação mesmo em cima da hora por causa dele.
Entrámos no comboio e fomos até casa do meu irmão, a viagem foi bastante animada mas não se ouviu uma única palavra vinda de Georg.

“Bem, a casa do meu irmão é aqui.” disse apontando para um prédio novo.
“Andamos a ganhar bem…” concluiu Andrew.
“Os meus pais é que pagam.” disse.
“O teu irmão sabe que trazes esta gente toda?” perguntou Bill.
“Claro que sabe, eu avisei que trazia a escola toda.” disse rindo.

Tocámos à campainha e subimos até ao 4ºEsq. . A porta já estava aberta então entrámos, o meu irmão estava na sala a ver televisão.

“Olá maninha.” disse-me ele sorrindo.
“Olá!” respondi depois de me atirar para o sofá.
“Olá rapazes. Sentem-se.” disse aos rapazes.
continua...


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Imagine - Capítulo VII

Publicada por AnnieFriday. à(s) 13:04 7 comentários

Olá. 

Deixo-vos aqui um capítulo da minha fic. Ando sem imaginação por isso isto está um bocadinho cócó, peço desculpa. Prometo que o próximo vai ser melhor.

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CAPÍTULO VII

“Foi uma tarde em cheio.” disse Georg feliz.
“Podes crer. Diverti-me tanto.” confessei.
“Ainda te vais divertir mais, vais ver.” disse Tom sorrindo.
“Sim até porque agora tu podes estar connosco sempre que quiseres.” disse Georg sorrindo.
“Uma tarde destas tenho que ir a casa do meu irmão e se quiserem podem vir comigo.” eles sorriram.
“Claro que vamos.” afirmou Bill.

Eles eram, sem dúvida, as pessoas mais divertidas que eu tinha conhecido ao longo da minha vida. Faziam-me sentir bem e esquecer a porcaria de vida que tinha que ter depois de entrar porta dentro em casa.

“UHUH vamos passar ao pé da casa dos Lehmann.” falou Tom com um tom de voz típico dos filmes de terror.
“Tenham cuidado com o espírito da velha, dizem que anda por aí.” brincou Bill.
“Odeio tanto esta família.” disse com ódio Georg, o meu coração parou por escassos segundos.
“ Porquê?” perguntei a medo.
“O meu avô morreu por causa da malvada desta família. Aquela velha mandou matá-lo porque ele tinha visto coisas naquela casa que não interessava que toda a cidade soubesse.” como ele falava via-se o quanto odiava a minha família.

A minha tia e a minha mãe nunca conseguiram ter amigos a sério nesta região porque eram as meninas ricas e a minha avó era uma das pessoas mais poderosas de Halle, ninguém podia fazer mal às suas filhas pois corria o risco de sofrer as consequências então as pessoas nem se aproximavam delas para não causar problemas. Nem eu própria sei do porquê das pessoas terem tanto medo, nem sei o que se entendia por sofrer as consequências, também não quero saber. A minha avó era uma pessoa má, tinha poder sobre muitas terras, muitos terrenos e havia famílias que pagavam um balúrdio por um terreno medíocre onde só conseguiam ter uma casa pequenina com um quarto ou nem isso. Por ser tão má é que ela morreu cedo e ainda bem, a esta hora deve estar a apodrecer no inferno, odiava-a tanto. A minha mãe nunca se importara com o facto de não ter amigos mas a minha tia sofria imenso com isso tudo daí ter feito o mesmo que o meu irmão fez e o mesmo que eu irei fazer, saiu de casa e mudou a sua vida por completo. A única coisa que ainda hoje a liga a esta família é o apelido, nada mais.
Os tempos tinham mudado e a minha avó já morreu, quem ficou com a casa foram os meus pais que não faziam mal a ninguém mas as pessoas nunca mais viram a família Lehmann como uma família boa. O nome da minha família ficou manchado para sempre. Eu não podia contar que pertencia à família mais odiada em Halle, não podia senão iria ficar sem amigos.

“Bem a minha casa fica para ali.” disse apontando para a direcção oposta à minha casa, iria ter que mentir.
“A sério? Pensava que moravas mais à frente.” disse Bill.
“Não, moro para este lado.” disse sorrindo para disfarçar o nervosismo.

Despedi-me deles, tinham ficado convencidos de que eu morava ali. Caminhei um pouco na direcção que tinha apontado como local onde eu morava e coloquei-me de maneira que conseguisse ver os rapazes afastarem-se. Quando já não os via voltei para trás e caminhei para casa.  
Durante o caminho só pensava no que tinha acabado de fazer, tinha mentido. Quando a verdade viesse ao de cima iria ser pior ainda mas eu não podia ficar sem amigos. Ainda por cima, eles eram os amigos que eu sempre tinha desejado ter, tínhamos tudo a ver uns com os outros. Naquele momento odiava ainda mais a minha avó como era possível ela matar? Eu sempre soubera que ela era má pessoa mas nunca pensara que ela chegava àquele ponto.
Entrei em casa e subi até ao meu quarto, pouco depois a Glória veio ver como eu estava. Contei-lhe o que tinha feito e o que o Georg tinha dito, ela ficou esquisita, não devia estar à espera que eu descobrisse aquilo e disse que era verdade, que a minha avó tinha muitos segredos e que chegava mesmo a mandar matar quem se atravessavam no seu caminho. Mais uma vez os meus pais não dormiram em casa, jantei cedo e deitei-me depois de estudar um pouco para não deixar a matéria atrasar muito. Não dormi quase nada, tinha passado a noite toda a ter pesadelos com a minha avó e com o Georg. Levantei-me às seis da manhã, o que era uma coisa estranha. A Glória já estava na cozinha, era uma pessoa que acordava muito cedo.

“Bom dia Glória.” disse.
“Bom dia Emily. Já estás acordada?” disse surpreendida.
“Tive uma noite horrível. Só sonhei com a minha avó e com os rapazes, que eles descobriam a minha mentira e que eu ficava sozinha.” disse esfregando os olhos.
“Já pensaste que talvez fosse melhor contares a verdade?” sugeriu ela.
“Para quê? É verdade que só nos conhecemos há um dia mas no entanto tenho certezas que nos vamos dar muito bem todos. Parecia que nos conhecíamos desde sempre e tu sabes bem que eu sou uma pessoa que só está feliz se tiver amigos.”
“Emily, os tempos mudaram. Apenas tens que lhes mostrar que esta família já não é aquilo que foi.”
“Eu não consigo.”

continua...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Personagens

Publicada por AnnieFriday. à(s) 20:24 15 comentários
olá novamente. (:

deixo-vos as personagens em que me inspirei para escrever a fic. na minha opinião todas elas são bastante bonitas mas é possível que não vos agradem, enfim isto é só no que eu penso quando eu escrevo. no caso do Bill por exemplo tenho uma foto mais recente dele e ele na fic devia ter os seus 18 ou 19 anos mas pronto, eu gosto mais assim. deixo o nome da personagem por baixo de cada imagem. 

beijinhos.



Emily 


Georg




Lia



Bill


Tom



Andrew


Gustav


Adam (irmão da Emily)

 

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