hallo. :D
depois de uns dias volto aqui para mos dar mais um capítulo da minha fic. *-* espero que esteja do vosso agrado. :D
quero muitos comentários e pronto, espero que gostem.
beijinhos a todos.
AnnieFriday.
Capítulo XV
“E o que é
que tu sabes sobre a vida dela para estares ai a falar assim Lia?” Lia
riu-se como se fosse a dona do mundo e tivesse poder sobre tudo.
Os alunos foram chegando assim que o professor abria a porta todos
olhavam para nós três, era deprimente ser tão observada. Dar nas vistas nunca
na vida fora o meu forte. Amigas de Lia apontavam e riam como se soubessem de
cada palavra ali dita.
“Para mim
chega!” disse já farta daquela conversa.
Sai dali e entrei na sala sentando-me no meu lugar habitual, não
esperava a companhia de Georg mas infelizmente ele sentou-se bem ao meu lado.
Aquelas ameaças davam comigo em doida e eu odiava mais que tudo aquela Lia.
Iria por uma fim àquilo tudo, não sabia como mas iria!
“Emily
desculpa aquilo da Lia.” pediu-me assim que se sentou a meu lado.
Não respondi. Que haveria eu de dizer? Eu não entendia ainda a cem
por cento aquela embirração toda comigo mas já me tinha confortado. Dar parte
fraca não fazia propriamente parte da minha forma de ser e de estar eu nunca,
mas nunca me iria rebaixar em frente a Lia.
“Não me
vais responder?” insistiu Georg olhando-me fixamente, não correspondi.
Por um lado não entedia o porquê de eu estar assim, na verdade
Georg não me era mais nada além de um simples amigos mas por outro sentia-me
feita lixo nas mãos dele, falou, olhou e magoou como quis e bem lhe apeteceu e
achava que depois de um pedido de desculpas tudo ficaria bem.
“Tu das
tuas outras amigas podes fazer o que bem quiseres e te apetecer mas comigo tu não
brincas desta maneira! Tu não me fazes aquilo que fizeste na sexta-feira e
depois um pedido de desculpas serve para esquecer tudo, eu não sou lixo e muito
menos um animal para me olhares como olhaste, para me falares como falaste! Que
mal te fiz eu Georg, que mal te tinha feito eu?”
questionei exaltada.
Não, não ia deixar sair para fora as minhas emoções elas iam ficar
bem no meu interior. Não iria haver uma única lágrima naquela conversa, eu
tinha que ser forte e não a pessoa fraca que só Tom conhecia.
“Tens
razão Emily eu fui um estúpido.” afirmou convictamente Georg, olhando
a mesa onde apoiava os braços.
“Permite-me
que faça uma correcção: tu não foste um estúpido, tu ÉS um estúpido.” afirmei
friamente dando enfase à palavra “és” sem sequer pensar no que estava a dizer.
Georg esboçou um pequeno sorriso, um sorriso cheio de tristeza como
que a dar-me forma, como que dar-me razão. Depois voltou a concentrar-se no
tampo da mesa e assim ficámos os noventa minutos seguintes sem dizer uma única palavra
e sem trocar um único olhar.
***
“Não falamos
desde ai.” disse por fim depois de contar a Tom tudo o que se tinha passado
naquela manhã entre mim e Georg.
“Emily tu não
podes ser assim, o Georg queria resolver as coisas contigo, eu conheço-o.” falou seriamente
enquanto me olhava nos olhos.
“Então e
eu Tom? Eu não conto? Eu tenho que esquecer e pronto? Não posso, não consigo!
Tu estiveste comigo, tu viste o quanto sofri.”
“Mas ele não
esteve contigo. Ele não sabe o quanto sofreste como queres que adivinhe? Ele
sabia que te afectava mas nunca pensou que fosse tanto. Nem tu pensaste que te
afectaria tanto.”
Tom tinha de facto razão, pouca mas tinha a sua razão. Nenhum de
nós estava à espera de tudo o que se tinha passado. Ele sabia que me afectaria
por isso mesmo, tinha aceitado o convite da primeira rapariga que lhe tinha
aparecido à frente. Ele tinha sentido ciúmes a noite inteira e queria que eu
sentisse na pele o mesmo, queria vingar-se. Tínhamos agido mal, ambos tínhamos sido
apanhados de surpresa.
“E como é
que ele sabia que me afectaria assim indo com aquela outra galdéria?” a
resposta era no mínimo lógica.
“Emily, tu
não és cega miúda!” falou-me Tom sorrindo. “A tua amizade com ele desde os primeiros dias que é uma amizade
diferente. Queres mesmo que te explique como vocês olham um para o outro? Queres
que eu explique os vossos sorrisos sem motivo aparente?”
“Nota-se
assim tanto que ele é importante?” questionei envergonhada.
Tom soltou uma gargalhada dando-me depois um suave beijo na testa.
“Nota-se
Emily.”
***
Mais uma semana tinha voado, já estava novamente bem com Georg. A
nossa amizade tinha voltado como se nunca tivesse tido aquela interrupção como
se nunca tivesse existido aquela sexta-feira. Georg já se tinha habituado
finalmente à minha amizade com Tom, já tinha entendido que naquele dia tudo
podia ter sido diferente se ele não tivesse tirado conclusões precipitadas, mas
não importava, aquele assunto estava morto. Morto não, mas era quase como que
um tabu, nenhum de nós se atrevia a tocar no que se tinha passado naquela noite
e isso bastava para não trazer o passado de volta. Eu tinha decidido esquecer
toda aquela noite, até mesmo as minhas lágrimas e o meu sofrimento. Éramos amigos,
nada mais. Estava tudo esquecido.
“Georg! Eu
vou cair.” gritava enquanto este me balançava no ar.
“Pede
desculpa!” ameaçava enquanto ria.
“Desculpa,
desculpa, desculpa Georg, és lindo. Nunca mais te chamo feio, és perfeito. Melhor!
És ainda mais que perfeito!” implorava eu.
“Gott, o
meu ego ficou tão maior.” disse-me pousando-me no chão.
“Sim claro
Georg.” respondi-lhe revirando os olhos enquanto me consertava.
“Emily?” chamou-me
ficando sério de repente.
“Sim.”
“Lembrei-me
agora de uma coisa.” começou olhando-me fixamente.
“Fala
rapaz, mas que tédio!”
“Como
tu deves saber o Baile de Primavera lá da escola está a chegar e… Como… Oh…” conseguia
notar que ele não sabia como usar as palavras, estava nervoso com alguma coisa.
“Emily queres ser o meu par no Baile?”
acabou por perguntar.
Contínua...
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