quarta-feira, 25 de julho de 2012

TAG # Tânia Listing

Publicada por AnnieFriday. à(s) 22:00 2 comentários
Bem, a Tânia passou-me isto e eu vou fazer o que me mandam. ahah


TAG#


#Tag passada pela Tânia Listing

Se receberem a #Tag, deverão respeitar estas regras:

- Escrever 11 coisas (aleatórias) sobre ti;

- Responder às 11 perguntas que a Pessoa mandou e criar 11 perguntas para as pessoas a quem vais mandar;

- Escolher 11 pessoas para repassar e colocar os links dos seus respectivos blogs; (como não tenho blogues para quem mandar vou ficar quieta e limitar-me a responder ahaha)
- Avisar no blog de quem o mandou;

- Não retornes para mim;

- Posta as regras.


Onze coisas (aleatórias) sobre mim:

1- Adoro o Verão;

2- O meu filme favorito é o Madagáscar;

3- Adoro filmes de terror mas não sou capaz de os ver sozinha à noite;

4- Quero e vou aprender a falar Alemão como uma pessoa normal;

5- Adoro joaninhas;

6- Estou no décimo primeiro ano do curso de Artes Visuais;

7- Há certas alturas em que quero matar o meu irmão;

8- Sorriu para o telemóvel quando leio algumas mensagens; 

9- Sou daquelas pessoas que quando estão na escola desejam férias e depois quando estão de férias desejam escola;

10- Quando me passo grito até me doer a garganta;

11- Acho graça às pessoas que falam mal dos Tokio Hotel quando na verdade só conhecem uma música deles ou nem isso.



As perguntas da Tânia:


-Destas três coisas escolhe uma (Moda/Beleza/Música)

Música apesar de me interessar bastante pelas restantes opções.

-Que gostas de fazer nos teus tempos livres?

Passear, estar no computador, desenhar, etc.

-Como seria a tua vida, se pudesses escolher?

Manteria a minha vida como está, sou feliz assim. Apenas gostava de ter mais liberdade e se possível conhecer os TH e ser a amiga fofa deles ahaha 


-O que é mais importante na tua vida?

Os meus amigos, a minha família, comida, etc.

-Acreditas no amor à primeira vista?

Não. Acredito no interesse agora no amor não.

-Amas alguém? És correspondida?

Sim e sim.

-Que música diz mais de ti, e da tua vida?

Nenhuma. ahaha Sei lá, acho que não existe nenhuma que eu ache que tem tudo a ver comigo mas existem músicas que eu simplesmente gosto imenso como é o caso da música Strange dos Tokio Hotel e da Kerli (não, não gosto só de Tokio Hotel mas esta música é uma das minhas favoritas ahahah )

-Tens algum ídolo?

Sim, tenho vários. :b  mas os que interessam agora são os gémeos Kaulitz.  


-Já te declaraste a alguém?

Sim. ihihih


-Quem é a pessoa mais importante na tua vida?

Vou meter a minha família de lado para responder a esta pergunta. A pessoa mais importante é sem dúvida alguma o Guilherme.

-Em relação à pergunta anterior, eras capaz de fazer qualquer coisa por essa pessoa?

Sim obviamente.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Imagine - Capítulo XV

Publicada por AnnieFriday. à(s) 01:35 15 comentários

hallo. :D

depois de uns dias volto aqui para mos dar mais um capítulo da minha fic. *-* espero que esteja do vosso agrado. :D

quero muitos comentários e pronto, espero que gostem.

beijinhos a todos.
AnnieFriday.

Capítulo XV

“E o que é que tu sabes sobre a vida dela para estares ai a falar assim Lia?” Lia riu-se como se fosse a dona do mundo e tivesse poder sobre tudo.

Os alunos foram chegando assim que o professor abria a porta todos olhavam para nós três, era deprimente ser tão observada. Dar nas vistas nunca na vida fora o meu forte. Amigas de Lia apontavam e riam como se soubessem de cada palavra ali dita.

“Para mim chega!” disse já farta daquela conversa.

Sai dali e entrei na sala sentando-me no meu lugar habitual, não esperava a companhia de Georg mas infelizmente ele sentou-se bem ao meu lado. Aquelas ameaças davam comigo em doida e eu odiava mais que tudo aquela Lia. Iria por uma fim àquilo tudo, não sabia como mas iria!

“Emily desculpa aquilo da Lia.” pediu-me assim que se sentou a meu lado.

Não respondi. Que haveria eu de dizer? Eu não entendia ainda a cem por cento aquela embirração toda comigo mas já me tinha confortado. Dar parte fraca não fazia propriamente parte da minha forma de ser e de estar eu nunca, mas nunca me iria rebaixar em frente a Lia.

“Não me vais responder?” insistiu Georg olhando-me fixamente, não correspondi.

Por um lado não entedia o porquê de eu estar assim, na verdade Georg não me era mais nada além de um simples amigos mas por outro sentia-me feita lixo nas mãos dele, falou, olhou e magoou como quis e bem lhe apeteceu e achava que depois de um pedido de desculpas tudo ficaria bem.

“Tu das tuas outras amigas podes fazer o que bem quiseres e te apetecer mas comigo tu não brincas desta maneira! Tu não me fazes aquilo que fizeste na sexta-feira e depois um pedido de desculpas serve para esquecer tudo, eu não sou lixo e muito menos um animal para me olhares como olhaste, para me falares como falaste! Que mal te fiz eu Georg, que mal te tinha feito eu?” questionei exaltada.

Não, não ia deixar sair para fora as minhas emoções elas iam ficar bem no meu interior. Não iria haver uma única lágrima naquela conversa, eu tinha que ser forte e não a pessoa fraca que só Tom conhecia.

“Tens razão Emily eu fui um estúpido.” afirmou convictamente Georg, olhando a mesa onde apoiava os braços.
“Permite-me que faça uma correcção: tu não foste um estúpido, tu ÉS um estúpido.” afirmei friamente dando enfase à palavra “és” sem sequer pensar no que estava a dizer.

Georg esboçou um pequeno sorriso, um sorriso cheio de tristeza como que a dar-me forma, como que dar-me razão. Depois voltou a concentrar-se no tampo da mesa e assim ficámos os noventa minutos seguintes sem dizer uma única palavra e sem trocar um único olhar.

***
“Não falamos desde ai.” disse por fim depois de contar a Tom tudo o que se tinha passado naquela manhã entre mim e Georg.
“Emily tu não podes ser assim, o Georg queria resolver as coisas contigo, eu conheço-o.” falou seriamente enquanto me olhava nos olhos.
“Então e eu Tom? Eu não conto? Eu tenho que esquecer e pronto? Não posso, não consigo! Tu estiveste comigo, tu viste o quanto sofri.”
“Mas ele não esteve contigo. Ele não sabe o quanto sofreste como queres que adivinhe? Ele sabia que te afectava mas nunca pensou que fosse tanto. Nem tu pensaste que te afectaria tanto.”

Tom tinha de facto razão, pouca mas tinha a sua razão. Nenhum de nós estava à espera de tudo o que se tinha passado. Ele sabia que me afectaria por isso mesmo, tinha aceitado o convite da primeira rapariga que lhe tinha aparecido à frente. Ele tinha sentido ciúmes a noite inteira e queria que eu sentisse na pele o mesmo, queria vingar-se. Tínhamos agido mal, ambos tínhamos sido apanhados de surpresa.   

“E como é que ele sabia que me afectaria assim indo com aquela outra galdéria?” a resposta era no mínimo lógica.
“Emily, tu não és cega miúda!” falou-me Tom sorrindo. “A tua amizade com ele desde os primeiros dias que é uma amizade diferente. Queres mesmo que te explique como vocês olham um para o outro? Queres que eu explique os vossos sorrisos sem motivo aparente?”
“Nota-se assim tanto que ele é importante?” questionei envergonhada.

Tom soltou uma gargalhada dando-me depois um suave beijo na testa.

“Nota-se Emily.”

***

Mais uma semana tinha voado, já estava novamente bem com Georg. A nossa amizade tinha voltado como se nunca tivesse tido aquela interrupção como se nunca tivesse existido aquela sexta-feira. Georg já se tinha habituado finalmente à minha amizade com Tom, já tinha entendido que naquele dia tudo podia ter sido diferente se ele não tivesse tirado conclusões precipitadas, mas não importava, aquele assunto estava morto. Morto não, mas era quase como que um tabu, nenhum de nós se atrevia a tocar no que se tinha passado naquela noite e isso bastava para não trazer o passado de volta. Eu tinha decidido esquecer toda aquela noite, até mesmo as minhas lágrimas e o meu sofrimento. Éramos amigos, nada mais. Estava tudo esquecido.

“Georg! Eu vou cair.” gritava enquanto este me balançava no ar.
“Pede desculpa!” ameaçava enquanto ria.
“Desculpa, desculpa, desculpa Georg, és lindo. Nunca mais te chamo feio, és perfeito. Melhor! És ainda mais que perfeito!” implorava eu.
“Gott, o meu ego ficou tão maior.” disse-me pousando-me no chão.
“Sim claro Georg.” respondi-lhe revirando os olhos enquanto me consertava.
“Emily?” chamou-me ficando sério de repente.
“Sim.”
“Lembrei-me agora de uma coisa.” começou olhando-me fixamente.
“Fala rapaz, mas que tédio!”
“Como tu deves saber o Baile de Primavera lá da escola está a chegar e… Como… Oh…” conseguia notar que ele não sabia como usar as palavras, estava nervoso com alguma coisa. “Emily queres ser o meu par no Baile?” acabou por perguntar.

Contínua...

sábado, 21 de julho de 2012

Imagine - Capítulo XIV

Publicada por AnnieFriday. à(s) 01:02 10 comentários

olá pessoas.

deixo-vos aqui mais um capítulo da fic. *-* mais uma vez tem uma hiperligação na roupa da Emily. ahaha não consigo resistir. espero que gostem muito e que comentem muito também!

beijinhos. *-*


Capítulo XIV

Acordei com o sol a entrar pela janela, aquela luz toda a bater-me nos olhos deixava-me cega. Olhei para o lado e Tom dormia profundamente tinha sido importante para mim ele apoiar-me, sem ele não tinha sido tão mais fácil passar por tudo aquilo. O seu braço envolvia a minha cintura e as rastas que antes estavam apanhadas pelo boné estavam agora soltas, tinha-as solto antes de adormecermos.
“Estás melhor?” escutei Tom perguntar-me com uma voz ensonada, ele permanecia de olhos fechados.
“Estou Tom, graças a ti estou melhor.” senti os seus lábios quentes beijarem a minha bochecha com suavidade.
“Gosto de te ouvir falar assim Emily.” disse-me sorrindo. “Que horas são?” perguntou sobressaltado levantando-se da cama pegando no seu telemóvel de imediato. “Tenho seis chamadas não atendidas do Bill.” levou a mão à testa. “Estou tão tramado.”
“Calma Tom.” pedi enquanto me levantava.

Tom dirigiu-se em frente ao espelho concertando o seu boné meticulosamente.

“Tenho que ir Emily.” estendeu-me os braços para que o abraçasse, assim o fiz. Ele apertou-me com força contra si. “Fica descansada, tudo o que aqui se passou ontem não sai daqui. Vais ter que ganhar força para encarar o Georg.” falou enquanto me afagava o cabelo com uma das mãos.

Sim, ele tinha razão iria ter que arranjar forças. Nem conseguia ainda crer no que me tinha acontecido na noite anterior nunca tinha chorado tanto por causa de um rapaz. Uma coisa era certa; eu iria esquecer tudo aquilo e não iria nunca confessar-lhe o que tinha sentido não me iria aproximar dele para lhe confessar nada, nunca! Era um segredo meu e de Tom.

O fim-de-semana passou, andava mais animada. Era segunda-feira, tinha teste de Alemão havia uma única coisa positiva naquilo tudo; Georg não tinha Alemão e não teria de o ver. Não o tinha visto mais desde sexta-feira estava muito agradecida por isso, não sabia como encará-lo. Abri o meu armário para tirar algo que vestir, acabei por tirar de lá um top rosa claro e umas calças de ganga justas. Calcei umas sandálias com bastantes fivelas, tipo romanas e meti um fio só para dar um ar diferente. Passei pela cozinha levando uma maçã para comer pelo caminho faltavam apenas dez minutos para as nove.
O teste correu dentro dos possíveis. Iria ter Físico-química a seguir, isso era deprimente.

“Emily?” ouvi chamar.

Não, tudo menos aquilo era mau de mais. Virei-me, não adiantava fugir, não me ia valer de absolutamente nada.

“Que queres?” falei friamente, não sentia a mínima vontade de ser simpática.
“Queria falar contigo. Precisamos de falar.” disse-me Georg olhando o chão.

Era preciso ter muita lata para depois de tudo que tinha feito vir ter comigo dizendo que precisávamos de falar. Lembrei-me de imediato da conversa que tínhamos tido na sexta-feira, tinha-lhe dito precisamente o mesmo e ele tinha-me virado costas. Merecia o mesmo.
Soltei uma gargalhada sarcástica.

“Não temos nada para falar.” respondi.
“Temos sim.” insistiu.
“Não, eu não quero falar contigo Georg. Já te disse e não insistas.” virei-lhe as costas.

Toda aquela conversa estava a trazer os meus sentimentos novamente ao cimo e a necessidade de chorar estava a voltar. Era melhor afastar-me, desta vez não tinha Tom para me amparar. Como podia ser tão fraca?

“Espera!” pediu-me agarrando o meu braço.
“Podes soltar-me?” pedi bruscamente tentando soltar-me dele, só queria sair dali antes que a bomba rebentasse.
“Não, não posso. Só quando me ouvires!” disse exaltado agarrando o meu braço ainda com mais força.
“Estás-me a magoar! Solta-me Georg!” pedi enquanto continuava a investir na tentativa falhada de me soltar dele.

Na verdade ele não me estava a magoar mas eu só queria sair dali o mais depressa possível eu tinha prometido a mim mesma não fracassar à sua frente. Ele puxou-me contra si ficando praticamente colado a mim e olhava-me nos olhos fixamente.

“Afasta-te.” sussurrei, a minha voz fracassava.
“Muito bem!” ouvi dizer atrás de mim, começando logo a seguir a ouvir aplausos vindos de uma só pessoa. Sarcasmo era a única palavra que descrevia aquilo na perfeição.

Afastei-me de imediato de Georg pelo menos tinha conseguido finalmente, depois de tanto insistir era estranho ter sido tão fácil. A vinha vontade era virar as costas àquilo tudo como queria ter feito há momentos anteriores mas se o fizesse as coisas iriam piorar e eu ia ficar em maus lençóis.

“Lia pára com essas merdas. Não achas que já chega?” ordenou-lhe Georg friamente.
“Calma Georg.” respondeu-lhe com um sorriso cínico na cara, tão típico dela. “Estraguei o momento aos pombinhos?”
“Poupa-me. Não há nada para estragar! Queres o Georg, aqui o tens! É todo teu, agora deixa-me em paz de uma vez por todas.” disse exaltada.

Estava farta daquilo. Como podia haver alguém tão cínico, tão falso, tão podre neste mundo? Georg olhou-me como se as minhas palavras lhe tivessem tocado pela negativa, como se o magoassem mas não se descompôs. Tinha-mos isso em comum, não gostávamos de mostrar as nossas fraquezas aos outros talvez por sermos tão casmurros nunca nos iriamos dar muito bem.

“Se tens assuntos a tratar, trata-los comigo não tens nada que te meter com a Emily.” Lia continuava com um pequeno sorriso estampado nos lábios.
“Talvez devesses informar-te sobre ela.” disse-lhe sempre com os olhos postos em mim. “Imagina que ela esconde um grande segredo?”

continua...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Imagine - Capítulo XIII

Publicada por AnnieFriday. à(s) 22:52 14 comentários
Hello friends. :D

deixo-vos aqui mais um capítulo, espero que gostem. (; e sim quero muitos comentários, conto com vocês amores.

Capítulo XIII

Fiquei parada a olhar para aquilo, ele sorria para a rapariga nem parecia o Georg de há momentos atrás.

“O que entendes por vermos umas coisas?” perguntou com um ar perverso à rapariga.
“Oh tu tens ar de quem sabe.” respondeu-lhe ela rindo.

Ele sorriu para ela, um sorriso enorme e agarrou a sua mão levantando-se e desaparecendo com a rapariga por de entre a multidão mandando-me antes um ar de desprezo misturado com superioridade como se quisesse dizer: i’m the winner! Sem perceber porquê senti um enorme vazio, senti-me desolada.

“Digam-me que ele não fez isto!” soltou Gustav incrédulo.
“Fez.” respondeu Andrew olhando-me disfarçadamente.
 “Vou-lhe partir aquela tromba.” exclamou Tom exaltado.

Eu olhava o chão, sim definitivamente a noite para mim tinha acabado. Levantei-me, não queria estar mais ali.

“Vou para casa, até amanhã rapazes.”
“Vais sozinha?” Gustav perguntou-me preocupado.
“Já Emily?” estranhou Andrew.
“Eu levo-te.” falou calmamente Tom.

Parecia que todos eles sabiam que aquilo me tinha afectado. Era assim tão visível? Nem eu própria sabia o porquê de ter ficado assim, quer dizer, acho que sabia. Ele naquelas semanas tinha-se tornado um amigo importante para mim, no fundo foi sempre ele que me apoiara desde que chegara a Halle de certeza que tinha ficado assim porque não esperava que ele me olhasse daquela maneira, que me tratasse tão mal.

“Não é preciso Tom.”
“Eu não te vou deixar sair daqui sozinha.” insistiu.
“Ainda nem meia-noite é e além disso moro perto.”
“Emily eu levo-te e pronto!” era teimoso aquele rapaz.

Acabei por não insistir mais, não valeria a pena. Antes de sairmos Tom procurou Bill e Beatrice por de entre as pessoas que dançavam avisando-o que iria comigo, depois voltava. Despedi-me dos rapazes e saímos.

“Desculpa ter-te estragado a noite.” desculpei-me.
“Oh Emily sabes bem que não me estragaste nada.”
“Oh. Desculpa na mesma.”
“Quem devia pedir desculpas era o Georg e não era a mim mas sim a ti.” falou Tom chateado.
“Ele não tem nada que me pedir desculpa, não lhe sou nada.”
“Mesmo assim não quer dizer nada. És amiga dele, nunca lhe fizeste mal nenhum e ele agora paga-te assim? Porquê que te olhou daquela maneira ao sair com aquela rapariga? Não faz sentido, ele está a ser tão criança.”
“Esquece Tom. Prefiro esquecer.” sim, só queria esquecer.

Chegámos a minha casa rapidamente, na verdade ainda bem que Tom tinha vindo comigo ele era o único que poderia fazê-lo, era o único que sabia da minha verdadeira morada e era o único que neste momento me conhecia a cem por cento. Estava a revelar-se um verdadeiro amigo.

“Pronto, estás entregue.” disse-me ao chegarmos em frente ao portão de minha casa.
“Não queres entrar?” perguntei-lhe, ele sorriu-me.
“É tentador, os teus pais não estão?”
“Não Tom, os meus pais raramente estão. Está cá a Glória que é a empregada mas ela está no anexo de certeza a ver as telenovelas.” soltei uma gargalhada, embora tivesse pouca alegria.
“Então vamos.”

Procurei as chaves dentro da mala e abri a porta com cuidado prevenindo sempre.

“Vem vindo à casa dos Lehmann.” disse, Tom riu. Era irónico dizer aquilo na verdade. “Queres comer alguma coisa?” perguntei-lhe quando passávamos perto da cozinha.
“Não obrigado, eu estou bem.”
“Bem então vamos lá para cima, assim não corremos o risco de a Glória nos ver e começar a fazer filmes.”
“Se forem porno aceito!” falou Tom muito calmamente.
“Tom!” resmunguei dando-lhe uma cotovelada.

Acabámos por começar a rir só ele para me fazer rir daquela forma depois de tudo o que estava a sentir. Subimos as escadas e entrámos no meu quarto. Ele ficou parado à entrada a admirar o espaço sorri ao olhar para ele.

“Entra.” ele entrou sentando-se ao meu lado ao fundo da cama.
“Agora vamos falar de coisas sérias.” começou, sabia que vinha ai o assunto: Georg. “Gostas dele?”
“Não Tom, não dessa forma.”
“Jura.” pediu-me.
“Juro, Tom.”
 “Ele a esta hora está com a outra.” o meu coração ficou apertado e olhei o chão. “Vês como te dói ouvir isto?”
“Pára Tom. Chega do assunto Georg.” deixei-me cair para trás ficando deitada na cama.

Eu imaginava tudo, cada palavra, cada gesto e cada acto que poderia estar a acontecer entre Georg e aquela rapariga. E depois aquele olhar desaprovador dele ao longo da noite, sempre frio e sempre tão diferente, tudo me fazia confusão, não sabia em que pensar mais, não conseguia tirar aquilo da minha mente. Sem que desse conta as lágrimas começavam a formar-se nos meus olhos e uma vontade descomunal de chorar tomou conta de mim.

“Emily estás a chorar?” perguntou-me muito preocupado Tom, conseguia ver a preocupação toda no seu olhar. Eu não conseguia responder, se respondesse tinha consciência que iria chorar mais e que não ia aguentar não soluçar alto. “Emily fala comigo.” Tom deitou-se a meu lado virado para mim e agarrando a minha face limpou cada lágrima que teimava em cair. “Desculpa Emily eu não te queria magoar, juro!”
“Tu não tens culpa Tom eu é que sou fraca.” disse entre soluços abraçando-me a ele com toda a força que tinha, chorando no seu peito. Fraca era o que eu sentia ser naquele momento.
“Tu não és fraca Emily, eu estou aqui.” disse beijando-me a face com carinho.

Continua...

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Imagine - Capítulo XII

Publicada por AnnieFriday. à(s) 23:49 14 comentários

hey people. :D

gott ando inspirada! *-* só espero receber muiitos comentários. na minha opinião a história está a melhorar agora, andei um bocadinho sem saber o que escrever mas agora tenho bastantes ideias.
enjoy. ;D




Capítulo XII

“Gostei, os dois sozinhos… Ainda gostava de ver o que estavam a fazer.” brincou Andrew batendo nas costas de Tom.
“Nada.” neguei de imediato. Vi Georg olhar-me de lado, se o olhar matasse eu estaria morta.
“Mas é para irmos ou não?” perguntou Georg mal humorado.
“Ui, estou a ver que estamos de mau humor. Quem é que chateou o menino?” troçou Andrew.
“Vai-te foder Andrew.” foi esta a resposta de Georg. Andrew riu-se.
“Mas vamos ou não? A noite espera por nós.” falou Beatrice com entusiasmo.

Bill pegou na sua mão, depositando-lhe um beijo nos lábios logo de seguida. Beatrice dirigiu-se à porta saindo em primeiro lugar puxando Bill logo se seguida, depois o resto foi saindo. Primeiro Georg, depois Gustav, Andrew, Tom e por fim eu. Íamos a pé pois o bar para onde nos dirigíamos era pertíssimo da casa dos gémeos.

“Emily vais adorar aquele bar.” falava animada Beatrice.
“Eu já não saía à seculos!” confessei-lhe.
“Então prepara-te porque esta noite vais-te divertir a sério.” dava para perceber que Beatrice adorava sair, adorava diversão.
“Hey amor.” disse Bill antes de pegá-la e correr com ela ao colo, ambos riam pareciam ser o casal mais feliz do mundo.
“E as crianças divertem-se.” brincou Gustav.
“Eu também me divertia, também…” barafustava Andrew ao lado de Tom.
“Eu cá divirto-me várias vezes.” brincou Tom.
“Toda a gente sabe disso…” ouvi Georg provocar.
“Acalma-te lá. Qual é o teu problema agora? Ninguém te faz mal nenhum, tens mesmo que ficar assim?” reagiu Tom calmamente.
“Eu estou normal, não vejo porque estás a dizer isso.”
“Despachem-se!” gritava Beatrice já mesmo à frente do bar e ainda bem que ela chamava por nós não queria nada que os ânimos se exaltassem entre aqueles dois.

Apressámos o passo e entrámos todos juntos no bar. Havia pouca gente, cerca de quinze pessoas que eram todas lá da escola. Procurei de imediato Lia com o olhar mas não, ela não estava por perto.

“Vamos pedir qualquer coisa para beber?” perguntou Gustav.
“Já? Eu não vou beber já.” negou Beatrice.
“Qual é o problema, nem pareces tu a falar…” disso Tom olhando-a pelo canto do olho desconfiado com tal atitude.
“Estava a brincar!” disse animada Beatrice.

Dirigiram-se todos a bar para fazer os pedidos mas como por impulso peguei no braço de Georg impedindo-o de continuar. Ele olhou-me de uma forma fria senti-me estremecer por dentro mas não ia voltar atrás.

“Precisamos de falar.”
“Precisamos?” falava de uma forma seca.
“Sabes bem que sim.”
“Eu não tenho nada para falar contigo Emily.”
“Que mal é que te fiz, Georg?” de facto não entendia porque estava tão estranho.
“Tu? Não me fizeste nada.” o desprezo estava tão presente em cada coisa que dizia.
“Pára!” pedi olhando-o nos olhos.

Georg soltou uma gargalhada sarcástica e foi ter com os rapazes ao bar. Tinha ficado ali sozinha a olhar para ele, não o reconhecia. Era certo que não nos conhecíamos há muito tempo mas eu sabia que ele não era assim o Georg que eu tinha conhecido era diferente. Acabei por ir sentar-me nos sofás à espera deles, apetecia-me tudo menos beber alguma coisa. A minha noite estava definitivamente estragada. Por mais que quisesse ignorar o que tinha vivido há momentos não conseguia, na verdade ele tinha-me magoado.

“Não vais beber nada?” perguntou-me Bill dando um gole na sua bebida logo de seguida.
“Não, eu estou bem assim.” sorri-lhe, não iria dar parte fraca nem iria ficar sozinha a um canto por causa de Georg.
“Tens a certeza? Eu peço ao Tom que te traga ou então ao Georg, eles ainda não pediram.”
“Se eu quiser alguma coisa depois vou lá, tenho tempo.” Bill baixou-se colocando as mãos nos meus joelhos para ter equilíbrio.
“O que é que ele tem?” perguntou referindo-se a Georg.
“Eu não sei, ele não me disse nada.”
“Bill estás-te a fazer à febra?” perguntou Gustav descaradamente.
“Olha ele saídinho da casca.” constatou Bill piscando-me o olho.
“Que foi?” perguntou Gustav com o ar mais santo que conseguiu meter.

Bill e eu rimos. Que haveria eu de fazer senão rir? Rir era a única solução perante as dificuldades que estava a ter. Beatrice aproximou-se com Georg e Tom apareceu logo atrás com Andrew.

“Emily vamos dançar.” disse-me Tom puxando-me pela mão para o meio das pessoas que dançavam também.
“Dançar não é o meu forte, aviso-te já Tom.” disse enquanto andava quase arrastada por o rapaz de rastas.

A música que tocava há momentos atrás tinha terminado e seguiu-se uma música bastante mais calma. Tom puxou o meu corpo contra o seu e rodeou a minha cintura com os braços. Era estranho dançar com alguém como Tom não sabia bem porquê talvez pelo facto de ele ter cara de quem nem sabia dançar aquele tipo de música ou então mais possivelmente pelo facto de ele estar tão junto a mim. Rodeei o seu pescoço com os meus braços e deixei-me guiar por ele.

“Vi-te à pouco falar com o Georg.” comentou Tom bastante próximo do meu ouvido fazendo-me arrepiar. “Contaste-lhe?”
“Achas Tom? Não vês o estado em que ele está? Contar-lhe só iria piorar as coisas.”
“Então de que estavas a falar com ele?”
“Eu tentei falar com ele para ser mais precisa.”
“Não conseguiste?”
“Não, ele não tem nada para falar comigo.” aproveitei para dar uma olhadela nos sofás e vi Georg olhar-me com aquele olhar frio que lhe era tão característico ultimamente. “Olha para mim como se me quisesse matar com o olhar.”
“Não podes dar importância a isso, Emily. A única explicação para isto tudo é ele estar com ciúmes.” achei aquela possibilidade a coisa mais estapafúrdia do mundo.
“Por favor Tom.”
“Que tem? Parece mesmo, que mais pode ser?”
“Vamos esquecer este assunto sim? As coisas adem-se resolver.” queria esquecer aquela hipótese posta por Tom, não queria mais pensar naquilo.

A música chegou ao fim pouco tempo depois daquela nossa conversa, estava com sede então pedi a Tom que viesse comigo buscar algo para beber. Ele como era óbvio acompanhou-me, Georg seguia-nos sempre com o olhar. Aquilo estava a dar comigo em louca.
Voltámos para os sofás para nos sentarmos.

“Já dançaram tudo?” perguntou Gustav animado.
“Sim por agora sim.” disse Tom sorrindo.
“Então Andrew, hoje está fraco não está?” perguntou-lhe Tom olhando à sua volta, pelo que tinha percebido referia-se a raparigas.
“Levaste a que eu tinha de olho.” brincou o loiro rindo-se, referia-se a mim.
“Muito engraçadinho Andrew.” dei-lhe uma cotovelada na brincadeira.

Olhei para o lado espantando-me com uma rapariga que se aproximava já bastante embriagada, como era possível? Eram dez horas mais coisa menos coisa e já estava naquele estado.

“Hey ó rapazinho.” falou dirigindo-se a Georg com um sorriso. “Não queres vir comigo ali ver umas coisas?” disse-lhe atirando-se quase para cima dele.

Continua...

terça-feira, 17 de julho de 2012

Imagine - Capítulo XI

Publicada por AnnieFriday. à(s) 03:08 14 comentários

hey. :D

deixo-vos aqui o capítulo onze da minha fanfic. *-* este traz uma surpresa ahaha a certa altura no texto descrevo a forma como a Emily está vestida então onde está “LOVE IS EVERYWHERE, LIVE TO LOVE” existe uma hiperligação que se clicarem em cima abre-vos uma página da minha conta do Weheartit onde está uma foto da Emily tal como a descrevi, torna a coisa mais realista. (;


dankeschön :D

Capítulo XI

O Georg tinha-se tornado um bom amigo sem dúvida alguma e eu não estava disposta a perder a sua amizade. Sim, era só amizade a verdade é que era um rapaz bonito, tinha um sorriso maravilhoso e um físico tentador mas eu não estava interessada disso tinha certeza.
O relógio que tinha na mesa-de-cabeceira marcava vinte e uma horas e eu já estava na cama. Estava a estudar, a dar uma olhadela na matéria de filosofia para ser mais precisa. Ouvi o meu telemóvel vibrar, peguei nele. Tinha recebido uma mensagem.

Hey Emily é o Tom. Nós vamos sair todos, queres vir?”

Não pude evitar rir. Tinha o número dele gravado, ele próprio o tinha gravado no meu telemóvel e mesmo assim tinha-se identificado. Já estava de pijama e estava com uma vontade estranha de estudar mas mesmo assim não ia recusar aquela proposta. Há muito tempo que não saía com amigos, ultimamente a minha vida era só casa, casa e casa. Vivia num tédio perturbador.

“Olá Tom. Sim eu sei que és tu, tinha o teu número sabes? ahah Claro que quero sair com vocês.”

Levantei-me da cama e despi o pijama, fui até ao armário da roupa. Tirei de lá umas calças de ganga pretas e uma t-shirt não muito justa cinzenta com umas letras vermelhas: “LOVE IS EVERYWHERE, LIVE TO LOVE”. Não sabia bem porquê mas gostava mesmo daquela camisola. Ouvi o meu telemóvel vibrar outra vez em cima da cama.

“Então nós passamos por tua casa para te ir buscar, diz-me onde fica.”

O meu coração começou a bater rápido devido ao nervosismo que sentia correr-me nas veias.

“Não, eu não estou em minha casa. Diz-me antes onde é a tua que eu vou ai ter.”

Foi a única coisa que me senti capaz de dizer, ao menos não tinha metido os pés pelas mãos o que não era mau. Vesti-me, calcei os meus all stars pretos que persistiam em durar e penteei o meu cabelo, estava bastante comprido adorava vê-lo assim. Fiz um risco preto nos olhos e meti um pouco de rímel, era esta a maquilhagem de sempre, a coisa mais simples à fase da Terra. Sai de casa depois de depositar um beijo na cara de Glória que era a única pessoa que se encontrava naquela casa, ela sempre fora muito mais que uma empregada. Fui até à morada que Tom me tinha indicado, uma casa não muito grande mas muito acolhedora, toquei à campainha.

“Emily, entra.” saudou Bill sorrindo depois de abrir a porta.
“Olá Bill.” disse sorrindo também.

Entrei na sala de estar onde estava Tom acompanhado por uma rapariga loira, ambos pareciam bastante divertidos a jogar playstation. Tom meteu pausa no jogo quando me viu entrar.

“Emily!” disse depositando depois um beijo na minha face. “Ainda estamos à espera dos outros.”
“Emily esta é a Beatrice, a minha namorada.” apresentou Bill.
“Prazer Beatrice.” cumprimentei a rapariga, era bastante bonita ficava bem com Bill.
“Emily já tinha ouvido falar muito de ti.” disse-me sorrindo.

Bill juntou-se a Beatrice e ficaram a jogar playstation enquanto não chegavam os restantes rapazes, Tom ficou comigo sentando no sofá, ao meu lado.

“Queres beber alguma coisa?” perguntou-me.
“Sim pode ser, bebo o que tu beberes.” respondi-lhe sorrindo.
“Então já volto.”
“Não, eu vou contigo.”

Fomos até à cozinha e sentei-me numa cadeira enquanto ele preparava as bebidas. Desde sempre que me tinha dado muito bem com Tom, sempre fora muito simpático comigo. Era um rapaz muito perverso e muito tarado digamos de passagem mas quando queria era muito querido e conseguia ser uma pessoa séria, gostava nisso nele.

“Ainda bem que vieste aqui, aproveito e falo contigo sobre uma coisa…” falou Tom enquanto procurava alguma coisa dentro do frigorífico.
“Força, fala Tom.”
“Emily eu sei que existem coisas sobre ti que nós não sabemos….” começou Tom, parecia estar com receio de falar e eu também já não sabia se queria ter aquela conversa.
“Sabes?”
“Sim. Eu já te tinha visto antes por aqui, devias passar férias cá penso eu e eu lembro-me de te ver.”

Não conseguia perceber onde queria ele chegar com aquela conversa, tinha-me visto antes e daí?

“Sim Tom, eu vinha cá nas férias.”
“Emily, eu sei que tu não vives onde nos disseste que vivias.” foi como que se uma bomba rebentasse em cima de mim.
“Como é que sabes isso?”
“Eu nas férias tinha uma espécie de amiga, tu sabes, que morava naquele prédio em frente à casa dos Lehmann e eu de lá vi-te várias vezes.” sentia-me tão envergonhada se eu tivesse um buraco por perto juro que me escondia lá para sempre. “Eu sei que tu fazes parte daquela família, Emily.”
“Tom, eu não queria que as coisas tivessem sido assim. Eu queria que…” ele interrompeu-me.
“Eu compreendo que seja difícil para ti. Quando eu vi que mentiste, fiquei uma bocado desiludo mas depois tentei meter-me na tua situação e eu compreendo-te…”
“Eu sinto vergonha Tom. A minha família é conhecida nesta cidade inteira pela negativa, a minha família não presta, nunca prestou! Eu preferia nunca ter nascido a nascer onde nasci.”

Sentia que ia explodir, sentia que ia dizer tudo o que tinha para dizer. Ele sabia e compreendia-me mas nem todos iam ser assim. Tom parou de fazer o que estava a fazer e sentou-se numa cadeira ao meu lado.

“Emily ninguém te pode julgar por uma coisa que tu não escolheste ser.”
“Sabes bem que nem todos vão pensar da mesma forma que tu Tom.”
“Eu vou deixar que sejas tu a contar aos rapazes, ao Georg principalmente sabes que…”
“Eu sei Tom, vai ser uma coisa complicada. Ele nunca mais me vai querer ver à frente mas eu não tenho culpa, eu não tenho que pagar por algo que não fiz.”
“Eu sei. Mas ele vai entender Emily não podes é mentir por muito mais tempo é pior se ele descobrir por ele.”
“Ou por outros…” disse, referindo-me a Lia.
“Eu já te disse que não conto a ninguém.” disse-me sendo sincero pensando que me referia a ele.
“Não me refiro a ti, Tom.”
“Então?”
“A Lia.” vi-o engolir em seco.
“Emily se ela sabe não podes deixar as coisas passar muito mais tempo. Eu nem sabia que vocês se conheciam.”
“Ela faz questão de embirrar comigo desde o primeiro dia de aulas.” disse um pouco exaltada, falar da Lia deixava-me fora de mim. “Sempre com bocas, sempre com sarcasmos e só hoje percebi o porquê de tudo aquilo.”
“Ciúmes?”
“Ela morre de ciúmes mesmo sem razão, eu não quero o Georg dessa maneira mas ela não entende sente-se mesmo ameaçada mas quando a confronto nega tudo isso diz-me para olhar para mim mesma, que eu sou horrível e que o Georg nunca iria olhar para mim.”
“Tu és linda Emily.” disse-me Tom com um sorriso nos lábios tirando uma mecha de cabelo de frente dos meus olhos.

Confesso ter ficado surpreendida com aquela acção vinda de Tom, sentia-me a derreter. Ele era mesmo querido e sabia como me animar.

“Oh Tom, assim fico coisa…” senti a minha cara ficar quente e vermelha.
“´Não precisas, é apenas verdade.” ele continuava com um sorriso nos lábios enquanto falava. “Não me estou a fazer a ti está descansada.” disse fazendo um ar inocente.
“Tom estragaste o momento, eu nem sequer tinha pensado nisso!” barafustei.

Não podemos evitar rir com aquilo tudo, era tão mais fácil para mim lidar com as coisas quando tinha alguém como Tom para me ajudar...

“Obrigado por tudo isto Tom. És uma óptima ajuda e um excelente amigo.” foi a única coisa que consegui dizer.
“Os amigos servem para estas coisas.” disse abraçando-me com força.
“O Bill disse que estavam…” ouvi Georg dizer parando em frente à porta da cozinha ao ver Tom abraçar-me. “Esqueçam!” disse friamente virando as costas.

Tom soltou-me de imediato ficando a olhar para a porta sem perceber.

“O que é que foi aquilo?” questionou Tom referindo-se à atitude pouco normal de Georg.
“Não faço ideia…”

Decidimos ir para a sala nos juntar aos outros. Georg olhava-nos de lado como se tivéssemos feito algo de mal, algo que ele não tivesse gostado.

Continua...

domingo, 15 de julho de 2012

Imagine - Capítulo X

Publicada por AnnieFriday. à(s) 02:21 10 comentários

hello.
deixo-vos aqui mais um capítulo da fic. *-* espero que gostem como é óbvio e que comentem muito. :b

Küss ^^


(e meto este gif aqui porque me apeteceu, yeey.)


Capítulo X

Tom e Adam caminhavam mesmo à frente olhando todo o rabo de saia que passeava pelas ruas, Gustav e Bill conversavam atrás e eu vinha ao lado deles um pouco à parte a pensar nos meus problemas que a cada dia que passava se tornavam maiores. Decidi andar um pouco mais devagar para dar tempo que Georg ficasse ao meu lado assim poderia falar com ele.

“Hey.” chamei eu olhando-o, ele nem me ouviu. Olhei para ele e pude ver que continuava num mundo à parte ia mesmo jurar que ele nem sequer tinha notado a minha presença a seu lado. “Georg?” chamei novamente tocando no seu braço.
“Emily.” disse surpreso. “Não te tinha visto, desculpa.”
“Eu reparei.” respondi-lhe sorrindo. “O que é que se passa contigo?”
“Nada, porquê?”
“Eu não sou burra. Estás esquisito, estás distante.”
“Como é que ficavas se não te saísse da cabeça a pessoa que mais te apoiou em toda a vida e se estivesses sempre a lembrar-te que essa pessoa estaria contigo se os Lehmann nunca tivessem existido?” disse-me Georg olhando para o vazio.
“Estás a falar do teu avô?” sentia-me culpada sem na verdade o ser.
“Sim estou. Eu cresci com ele, ele ensinou-me a fazer quase tudo o que sei fazer hoje. Ele era uma daquelas pessoas que valia a pena conhecer, apesar da nossa diferença de idades ele compreendia-me sempre, ajudava-me sempre… Foi e sempre vai ser sem dúvida a pessoa mais importante da minha vida.” ele falava com um leve sorriso nos lábios, via-se todo o amor que ele tinha por aquele avô na forma como falava.
“Eu compreendo-te Georg. Deves ter sofrido muito e tudo por causa de uma mulher caprichosa, uma mulher fria e vingativa. Ela era uma pessoa sem coração e só queria estar sempre em primeiro, não importava que todos fossem a baixo, não importava quem morria, não importava quem perdia nem quem sofria, só ela tinha que estar acima de tudo. Sempre foi uma mulher egoísta mereceu o fim que teve.”

Georg olhou-me surpreendido e eu sentia que tinha falado demais, mas sentia-me bem por dizer aquilo tudo.

“Como é que sabes disso tudo?” questionou-me ele. Eu não sabia o que dizer nem o que fazer.
“Amh… Tu já tinhas dito essas coisas a respeito dessa mulher.” tinha sido a desculpa mais esfarrapada que tinha arranjado.
“Não Emily. Eu nem sequer te falei de como ela morreu, eu nem sei qual foi o fim dela como é que podes dizer que fui eu que te disse?” ele queria uma resposta e não ia desistir.
“Quando tu falaste dessa família eu decidi informar-me e perguntei à minha avó se ela sabia alguma coisa para além do que tu me contaste.” avó? Eu nem tinha avó, mais uma mentira para somar às outras.
“Hum…” foi a única coisa que ouvi da boca de Georg depois da minha mentira.

Chegámos à gelataria, comemos um gelado e depois de ficarmos um pouco à conversa voltámos para casa. Tinha sido uma tarde divertida se não tivesse tantas preocupações. Para não ter que mentir mais em relação à minha morada decidi dizer aos rapazes que a minha mãe me vinha buscar à frente da escola e que ia esperar ali. Fiquei ali sozinha durante um pouco só para fazer tempo e depois seguir caminho para casa. Era sexta-feira, haviam autocarros ainda a passar e por estranho que parecesse ainda haviam alunos dentro e fora da escola mesmo sendo sete horas da tarde. Preparava-me para começar a caminhar em direcção a casa mas alguém me impediu de o fazer.

“Emily, que prazer ver-te.” Troçou alguém atrás de mim.

Virei-me encarando a rapariga, tinha que ser ela estava a achar estranho não me dizer nada durante tanto tempo.

“O prazer é todo meu, Lia.” gozei também.
“Como foi a tarde?” perguntou-me. Eu sabia que ela queria saber se tinha passado a tarde com os rapazes ou se não.
“Sim, foi um máximo passar a tarde com os rapazes, incluindo o Georg claro.” provoquei piscando-lhe o olho.
“ Tu não me afectas rigorosamente nada Emily. Eu sei que tu não és uma ameaça, já olhaste bem para ti? Ele nunca olharia para alguém como tu.” os ciúmes que ela estava a sentir eram evidentes, via-se ao longe que ela se sentia ameaçada.
“Eu gosto de ti e tenho que ficar contigo.” citei a frase que a tinha ouvido dizer a Georg no inicio da tarde antes de ir para casa do meu irmão, sempre com um sorriso na cara.
“Tu não sabes com quem te estás a meter Emily Lehmann.” ameaçou-me dando enfase ao meu apelido.
“O que tem o Lehmann, querida?” apesar de sentir o meu coração apertado não me desmanchei e continuei com a ironia.
 “Oh Emily eu vou descobrir o que tu escondes.”
“Ai sim?”
“Sim. E quando eu souber alguma coisa sobre ti podes crer que o Georg vai saber logo e sabes o que depois vai acontecer?” aquela maneira sarcástica de falar dava comigo em doida.
“Odeio que me ameacem.”
“ Oh querida eu não estou aqui para te fazer sentir bem, como deves imaginar isso não me interessa para nada. Agora adeusinho porque eu tenho mais que fazer do que falar contigo e cuidado porque ao mínimo deslize: bye bye Georg.”

Apostava que ela já desconfiava do meu apelido, só estava à espera de algo que lhe desse a confirmação de tudo. Iria ter que contar ao Georg o mais depressa possível antes que fosse ela. O fim-de-semana aproximava-se e eu tinha que arranjar uma maneira de lhe dizer tudo sem o fazer afastar-se de mim. 
  
Continua... 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Erinner dich na dich und mich. - One Shot

Publicada por AnnieFriday. à(s) 13:38 8 comentários

Olá pessoas.

Muito boa tarde. Deixo-vos aqui uma one-shot, andava por aqui nas minhas coisas e lembrei-me de escrever esta. Para quem não está acostumado a estas andanças de fic's e mais fic's isto não tem nada a ver com a fanfiction Imagine que andava a postar. Isto é apenas uma história pequenina. Espero que gostem. 

Küsses *-* 

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One-Shot

Erinner dich na dich und mich.

Tinham passado seis anos desde aquele dia, desde o dia da minha partida. Na altura eu tinha apenas doze anos, era uma criança, mas tinha-me doído tanto abandonar a Alemanha. Os meus pais tinham-se divorciado e eu tive que regressar a Espanha com a minha mãe. Nos primeiros dias depois de saber da notícia da minha mudança até nem fiquei muito triste porque sabia que pelo menos uma vez por mês teria que visitar o meu pai e ai poderia visitar os meus amigos. Só depois descobri que nem o meu pai iria permanecer na Alemanha aí o meu mundo desabou, estava condenada a ir com a minha mãe para Espanha e não voltar mais a Alemanha.

Memories

“Não voltas nem nas férias?” perguntou-me abraçando-me com força.
“A minha mãe não quer voltar cá nunca mais, diz que lhe trás más recordações.” ele apertava-me.
“ Tu sabes que eu nunca te vou esquecer.” ouvi ele dizer-me a medo.
 “Eu tenho doze anos e tu tens treze, achas mesmo que te vais lembrar de mim?” questionei-o, tentando o chamar à razão.
“O que tem? As pessoas especiais nunca se esquecem, é o que a minha mãe diz.” respondeu-me confiante enquanto me olhava fixamente, por momentos senti que devia acreditar nele.
“Quando tiveres dezoito anos já vais ter outra amiga como eu e já nem do meu nome tu te vais lembrar.”
“Ok.” disse-me ele em tom de desafio. “Quando tiveres liberdade para fazeres uma visita aqui à Alemanha, procuras-me e depois logo vemos se as coisas vão ser como tu disseste.” sorri.
“Combinado.” aceitei depois de lhe dar um beijo na bochecha, ele sorriu.

End Memories

Lembrava-me desta passagem vezes e vezes sem conta. Tinha procurado por tudo quanto era sitio lá em casa, um número para onde pudesse ligar, um endereço de e-mail… Sei lá, só agora é que pensava o quanto era inconsciente quando tinha doze anos, fui embora e pronto. Sabia que ele tinha uma banda e sabia que estavam no seu auge, ficava feliz por eles mas no entanto achava que ele nem se lembrava de mim e que eu era a coisa mais estúpida à face da terra por querer concretizar o que tínhamos combinado há seis anos atrás.
            Estava agora num avião e sim, ia para a Alemanha. Às vezes sentia-me ridícula mas outras vezes sentia que estava a fazer o que tinha que ser feito. Não fazia ideia de como os ia encontrar, o que eu pensava fazer era ir até ao sítio onde morava antigamente e informar-me sobre a família Kaulitz.  

            “Bom dia, eu morei aqui há seis anos atrás e moravam aqui mesmo ao lado dois gémeos com a mãe. Eles têm agora dezanove anos e a mãe chama-se Simone. Por acaso não sabe como posso encontra-los?” perguntei eu assim que me abriram a porta da minha antiga casa.
            “Eles mudaram-se para Berlim há coisa de seis meses.” informou-me simpaticamente a senhora.
            “Por acaso não tem a morada?”
            “A morada? Sim, devo ter. Deixe-me só ir procurar.” a senhora voltou a entrar em casa e voltou depois de poucos minutos com um papel na mão que me entregou.
“Muito obrigado.” agradeci sorrindo.

Apanhei um táxi e fui até àquela morada. Preparava-me para tocar à campainha quando ouvi um barulho vindo de uma janela do primeiro andar, era um barulho de uma guitarra. Era ele, dei por mim a sorrir sozinha olhando para aquela janela. Reparei numa macieira que se encontrava no jardim, apanhei uma fruta do chão, a mais pequena de todas e atirei-a à janela de onde vinha o som. Isto fazia-me lembrar de quando eramos umas crianças e ele me vinha chamar a casa para irmos brincar, atirava sempre alguma coisa à minha janela para me chamar à atenção, ele podia entrar pela porta e chamar-me na mesma mas não, usava sempre a janela. Ouvi a janela abrir, o meu coração estremecia, queria sair pela boca de tanto nervosismo.
“Tom?” foi a única coisa que consegui dizer naquela altura.
Via o quanto ele estava surpreendido, não sabia se ele me tinha reconhecido mas via que estava como eu, pareciam faltar-lhe as palavras. Ficámos por momentos apenas a olharmo-nos sem dizer uma única palavra eu não sabia o que dizer, ele sorriu finalmente.
“Carol?” perguntou ele com um sorriso enorme. “Eu não acredito que tu vieste.”
Vi-o entrar novamente no quarto e pouco tempo depois ouvi a porta da entrada abrir e ele saiu disparado a correr na minha direcção. Abraçámo-nos com força, senti-me a voltar ao passado mas com uma única diferença: eu não iria partir, eu tinha chegado. 
“Tu vieste, eu não posso acreditar.” disse-me sem me largar.
“Estou aqui. Eu não me esqueci do que combinámos.”
“E eu nunca me esqueci de ti.” confessou-me ele, afastando-se um pouco de mim mas nunca deixando de me abraçar.
            Não sabia o que dizer, só conseguia sorrir. Sentia a sua respiração próxima da minha e os seus lábios a escassos centímetros dos meus. Não o parei nem o afastei, era aquilo que tinha de ser feito. Aproximei-me dele e colei os nossos lábios num beijo cheio de saudade. As nossas línguas dançavam explorando cada canto da boca um do outro, senti-me totalmente viva. Agora sim, eu estava completamente viva.
            “Agora não foges mais. Lembra-te de tu e eu, agora somos só tu e eu.” pediu-me Tom, abraçando-me novamente.

The end.
 

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