quinta-feira, 26 de julho de 2012

Imagine - Capítulo XVI

Publicada por AnnieFriday. à(s) 23:13 14 comentários

olá. :D

eu sei que já não posto há muito tempo mas prometo que vou começar a vir postar mais vezes. :$ deixo-vos aqui mais um capítulo, o capítulo dezasseis. eu espero que gostem. :D é verdade este capítulo tem hiperligações na roupa da Emily (again), o vestido é só para dar uma ideia o resto imaginam vocês. É normal que vocês não gostem do vestido mas eu gostei. :b

beijinhos para todas. :D


Capítulo XVI

Fiquei parada um pouco pensando nos prós e nos contras de ir ao Baile de Primavera. A minha ideia desde início era fica em casa, nada me puxava muito para aqueles ambientes, eram coisas que não tinham muito a ver comigo.

“Apanhaste-me de surpresa, eu nem sabia que tu ias a essas coisas.” disse por fim sorrindo.
“Vou porque é divertido Emily. Todos os anos vamos todos juntos ao baile e eu ainda não tenho par.” falou um bocadinho embaraçado.
“Então agora já tens.” disse com um enorme sorriso na cara.
“Obrigado Emily!” respondeu-me sorrindo também.

Vi os seus olhos encherem-se de brilho, ele tinha ficado feliz por eu ter aceite o seu convite e eu confesso que também estava feliz por ele me ter convidado. Só pensava em roupa nos minutos seguintes a dar a resposta, no vestido que teria que levar. Nunca fora rapariga de ter coisas muito formais no armário da roupa, era bastante prática e simples no que vestia e agora via-me obrigada a usar uma coisa muito mais elaborada.
O Baile de Primavera era dentro de dias, tinha mais ou menos uma semana para tratar de tudo e já sabia a quem pedir ajuda para escolher o meu magnifico vestido, Bill claro.

***
Passaram dois dias desde o pedido de Georg. Tinha combinado encontrar-me com Bill no Centro Comercial para escolher o que vestir no baile.

“Desculpa fazer-te esperar tanto.” ouvi Bill atrás de mim.
“Estou aqui há pouco tempo, descansa.” ele sorriu-me.
“Preparada?” ele sabia que aquilo ia ser uma tarefa complicada para mim.

Começámos a passear olhando uma e outra loja que nos parecia mais interessante, eu já tinha estipulado que não queria nada muito formal, queria um vestido normal sem muitas cerimónias, afinal de contas tinha que me sentir bem dentro dele a noite toda. Vimos de tudo, desde o mais simples vestido ao mais complexo e berrante. Haviam alguns que me deixavam completamente boquiaberta quando Bill lhes pegava e perguntava “Que tal este Emily?” muitas das vezes sentia-me tentada a dizer que sim mas tinha perfeita noção que não ia ficar confortável e que ia dar demasiado nas vistas com ele vestido. Saímos e entrámos em várias lojas sem nada nas mãos mas não perdia a esperança de encontrar alguma coisa que servisse na perfeição.  Bill tinha andado todo o tempo a falar de uma loja que dizia ter a certeza que tinha alguma coisa que me agradasse pois segundo ele tudo dentro dela era “a minha cara”.

“Pronto Bill vamos lá ver essa tal loja.” ele sorriu-me, sorriu-me com aquele seu sorriso de criança feliz e puxou-me até lá.

Ele tinha razão, aquela loja fazia-me sentir no meu mundo. Sentia vontade de levar tudo comigo, parei por momentos olhando tudo à minha volta.

“Emily olha!” disse-me aproximando-se com um vestido preto.
“É perfeito Bill.” disse-lhe quase correndo para ver o vestido mais de perto.

Acabei por levar aquele vestido e muito mais coisas, queria levar tudo. Bill acabou por comprar algumas coisas na secção masculina e saímos os dois daquela loja com o sorriso mais feliz do mundo estampado na cara. Sentia-me bem sempre que fazia compras.

***
Era sábado à noite, dia do Baile de Primavera. Georg já me tinha ligado pelo menos seis vezes com medo que eu não aparecesse. Os Kaulitz não iam porque tinham um jantar de família então só ia o restante grupo com o seu par. Tom tinha passado a tarde comigo e tinha desejado boa sorte para o baile acho que com ele lá ia ser tudo mais simples como sempre era quando ele estava por perto.
Respirei fundo e comecei a meter as roupas que ia vestir em cima da cama indo depois até à casa de banho. Tirei a roupa e entrei na banheira, a água quente a bater-me nas costas fazia-me relaxar precisava daquilo porque afinal de contas o meus problemas persistiam. Nos últimos tempos nem tinha dado muita importância àquilo que ainda escondia de quase todos, andava mais entretida mas não me podia esquecer que ainda estava tudo por resolver e que por muito bem que estivesse com Georg naquele momento quando ele descobrisse o pesadelo voltaria. Acabei por tomar banho em pouco tempo, enrolei uma toalha à volta do corpo e fui até ao quarto onde o meu telemóvel tocava.

“Belo timing” pensei, se Georg tivesse ligado minutos antes não me apanharia. “Sim?” falei assim que atendi.
“Emily já estás pronta?” não pude evitar rir.
“Outra vez Georg? Ainda não, ainda só me vou vestir agora.” ele estava sem dúvida impaciente.
“Precisas de ajuda?” brincou do outro lado com um tom perverso.
“É uma proposta bastante tentadora mas não Georg, não preciso.” ambos rimos.
“Precisas que te vá buscar a casa?” engoli em seco.
“Ahm… Não Georg deixa estar. Eu encontro-me contigo no jardim ao lado da escola pode ser?”
“Está bem. Vai lá, despacha-te, estou ansioso para te ver porque….” ele calou-se se imediato como se tivesse dito algo que não queria dizer. Instalou-se um silêncio estranho na nossa conversa. “Porque o Bill disse que ficas bem com o vestido.” acabou por dizer, desculpando-se.
“Está bem. Até já. Beijinhos.”
“Beijinhos.” disse-me desligando.

Mandei o telemóvel para cima da cama. Limpei-me à toalha e comecei depois a vestir-me. O vestido assentava-me na perfeição, ficava-me a cima do joelho e mostrava as minhas pernas que estavam bronzeadas, sentia-me bem ao ver a minha imagem reflectida no espelho não pude evitar sorrir sozinha. Calcei os sapatos de salto alto que tinha comprado, muito simples e também eles negros. Fui até à casa de banho maquilhar-me, uma coisa simples como sempre, um pouco de lápis preto, rímel e nos lábios um batom suave que pouco se notava. Decidi deixar o meu cabelo ao natural ficando ondulado nas pontas. Sentia-me uma princesa digamos de passagem, era estranho ver-me assim mas nem ficava mal de todo. Peguei na mala e guardei o telemóvel dentro dela descendo depois as escadas, saí de casa seguindo caminho para o jardim onde tinha combinado com Georg.
Uma coisa era certa: a noite ainda agora estava a começar.

continua...

quarta-feira, 25 de julho de 2012

TAG # Tânia Listing

Publicada por AnnieFriday. à(s) 22:00 2 comentários
Bem, a Tânia passou-me isto e eu vou fazer o que me mandam. ahah


TAG#


#Tag passada pela Tânia Listing

Se receberem a #Tag, deverão respeitar estas regras:

- Escrever 11 coisas (aleatórias) sobre ti;

- Responder às 11 perguntas que a Pessoa mandou e criar 11 perguntas para as pessoas a quem vais mandar;

- Escolher 11 pessoas para repassar e colocar os links dos seus respectivos blogs; (como não tenho blogues para quem mandar vou ficar quieta e limitar-me a responder ahaha)
- Avisar no blog de quem o mandou;

- Não retornes para mim;

- Posta as regras.


Onze coisas (aleatórias) sobre mim:

1- Adoro o Verão;

2- O meu filme favorito é o Madagáscar;

3- Adoro filmes de terror mas não sou capaz de os ver sozinha à noite;

4- Quero e vou aprender a falar Alemão como uma pessoa normal;

5- Adoro joaninhas;

6- Estou no décimo primeiro ano do curso de Artes Visuais;

7- Há certas alturas em que quero matar o meu irmão;

8- Sorriu para o telemóvel quando leio algumas mensagens; 

9- Sou daquelas pessoas que quando estão na escola desejam férias e depois quando estão de férias desejam escola;

10- Quando me passo grito até me doer a garganta;

11- Acho graça às pessoas que falam mal dos Tokio Hotel quando na verdade só conhecem uma música deles ou nem isso.



As perguntas da Tânia:


-Destas três coisas escolhe uma (Moda/Beleza/Música)

Música apesar de me interessar bastante pelas restantes opções.

-Que gostas de fazer nos teus tempos livres?

Passear, estar no computador, desenhar, etc.

-Como seria a tua vida, se pudesses escolher?

Manteria a minha vida como está, sou feliz assim. Apenas gostava de ter mais liberdade e se possível conhecer os TH e ser a amiga fofa deles ahaha 


-O que é mais importante na tua vida?

Os meus amigos, a minha família, comida, etc.

-Acreditas no amor à primeira vista?

Não. Acredito no interesse agora no amor não.

-Amas alguém? És correspondida?

Sim e sim.

-Que música diz mais de ti, e da tua vida?

Nenhuma. ahaha Sei lá, acho que não existe nenhuma que eu ache que tem tudo a ver comigo mas existem músicas que eu simplesmente gosto imenso como é o caso da música Strange dos Tokio Hotel e da Kerli (não, não gosto só de Tokio Hotel mas esta música é uma das minhas favoritas ahahah )

-Tens algum ídolo?

Sim, tenho vários. :b  mas os que interessam agora são os gémeos Kaulitz.  


-Já te declaraste a alguém?

Sim. ihihih


-Quem é a pessoa mais importante na tua vida?

Vou meter a minha família de lado para responder a esta pergunta. A pessoa mais importante é sem dúvida alguma o Guilherme.

-Em relação à pergunta anterior, eras capaz de fazer qualquer coisa por essa pessoa?

Sim obviamente.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Imagine - Capítulo XV

Publicada por AnnieFriday. à(s) 01:35 15 comentários

hallo. :D

depois de uns dias volto aqui para mos dar mais um capítulo da minha fic. *-* espero que esteja do vosso agrado. :D

quero muitos comentários e pronto, espero que gostem.

beijinhos a todos.
AnnieFriday.

Capítulo XV

“E o que é que tu sabes sobre a vida dela para estares ai a falar assim Lia?” Lia riu-se como se fosse a dona do mundo e tivesse poder sobre tudo.

Os alunos foram chegando assim que o professor abria a porta todos olhavam para nós três, era deprimente ser tão observada. Dar nas vistas nunca na vida fora o meu forte. Amigas de Lia apontavam e riam como se soubessem de cada palavra ali dita.

“Para mim chega!” disse já farta daquela conversa.

Sai dali e entrei na sala sentando-me no meu lugar habitual, não esperava a companhia de Georg mas infelizmente ele sentou-se bem ao meu lado. Aquelas ameaças davam comigo em doida e eu odiava mais que tudo aquela Lia. Iria por uma fim àquilo tudo, não sabia como mas iria!

“Emily desculpa aquilo da Lia.” pediu-me assim que se sentou a meu lado.

Não respondi. Que haveria eu de dizer? Eu não entendia ainda a cem por cento aquela embirração toda comigo mas já me tinha confortado. Dar parte fraca não fazia propriamente parte da minha forma de ser e de estar eu nunca, mas nunca me iria rebaixar em frente a Lia.

“Não me vais responder?” insistiu Georg olhando-me fixamente, não correspondi.

Por um lado não entedia o porquê de eu estar assim, na verdade Georg não me era mais nada além de um simples amigos mas por outro sentia-me feita lixo nas mãos dele, falou, olhou e magoou como quis e bem lhe apeteceu e achava que depois de um pedido de desculpas tudo ficaria bem.

“Tu das tuas outras amigas podes fazer o que bem quiseres e te apetecer mas comigo tu não brincas desta maneira! Tu não me fazes aquilo que fizeste na sexta-feira e depois um pedido de desculpas serve para esquecer tudo, eu não sou lixo e muito menos um animal para me olhares como olhaste, para me falares como falaste! Que mal te fiz eu Georg, que mal te tinha feito eu?” questionei exaltada.

Não, não ia deixar sair para fora as minhas emoções elas iam ficar bem no meu interior. Não iria haver uma única lágrima naquela conversa, eu tinha que ser forte e não a pessoa fraca que só Tom conhecia.

“Tens razão Emily eu fui um estúpido.” afirmou convictamente Georg, olhando a mesa onde apoiava os braços.
“Permite-me que faça uma correcção: tu não foste um estúpido, tu ÉS um estúpido.” afirmei friamente dando enfase à palavra “és” sem sequer pensar no que estava a dizer.

Georg esboçou um pequeno sorriso, um sorriso cheio de tristeza como que a dar-me forma, como que dar-me razão. Depois voltou a concentrar-se no tampo da mesa e assim ficámos os noventa minutos seguintes sem dizer uma única palavra e sem trocar um único olhar.

***
“Não falamos desde ai.” disse por fim depois de contar a Tom tudo o que se tinha passado naquela manhã entre mim e Georg.
“Emily tu não podes ser assim, o Georg queria resolver as coisas contigo, eu conheço-o.” falou seriamente enquanto me olhava nos olhos.
“Então e eu Tom? Eu não conto? Eu tenho que esquecer e pronto? Não posso, não consigo! Tu estiveste comigo, tu viste o quanto sofri.”
“Mas ele não esteve contigo. Ele não sabe o quanto sofreste como queres que adivinhe? Ele sabia que te afectava mas nunca pensou que fosse tanto. Nem tu pensaste que te afectaria tanto.”

Tom tinha de facto razão, pouca mas tinha a sua razão. Nenhum de nós estava à espera de tudo o que se tinha passado. Ele sabia que me afectaria por isso mesmo, tinha aceitado o convite da primeira rapariga que lhe tinha aparecido à frente. Ele tinha sentido ciúmes a noite inteira e queria que eu sentisse na pele o mesmo, queria vingar-se. Tínhamos agido mal, ambos tínhamos sido apanhados de surpresa.   

“E como é que ele sabia que me afectaria assim indo com aquela outra galdéria?” a resposta era no mínimo lógica.
“Emily, tu não és cega miúda!” falou-me Tom sorrindo. “A tua amizade com ele desde os primeiros dias que é uma amizade diferente. Queres mesmo que te explique como vocês olham um para o outro? Queres que eu explique os vossos sorrisos sem motivo aparente?”
“Nota-se assim tanto que ele é importante?” questionei envergonhada.

Tom soltou uma gargalhada dando-me depois um suave beijo na testa.

“Nota-se Emily.”

***

Mais uma semana tinha voado, já estava novamente bem com Georg. A nossa amizade tinha voltado como se nunca tivesse tido aquela interrupção como se nunca tivesse existido aquela sexta-feira. Georg já se tinha habituado finalmente à minha amizade com Tom, já tinha entendido que naquele dia tudo podia ter sido diferente se ele não tivesse tirado conclusões precipitadas, mas não importava, aquele assunto estava morto. Morto não, mas era quase como que um tabu, nenhum de nós se atrevia a tocar no que se tinha passado naquela noite e isso bastava para não trazer o passado de volta. Eu tinha decidido esquecer toda aquela noite, até mesmo as minhas lágrimas e o meu sofrimento. Éramos amigos, nada mais. Estava tudo esquecido.

“Georg! Eu vou cair.” gritava enquanto este me balançava no ar.
“Pede desculpa!” ameaçava enquanto ria.
“Desculpa, desculpa, desculpa Georg, és lindo. Nunca mais te chamo feio, és perfeito. Melhor! És ainda mais que perfeito!” implorava eu.
“Gott, o meu ego ficou tão maior.” disse-me pousando-me no chão.
“Sim claro Georg.” respondi-lhe revirando os olhos enquanto me consertava.
“Emily?” chamou-me ficando sério de repente.
“Sim.”
“Lembrei-me agora de uma coisa.” começou olhando-me fixamente.
“Fala rapaz, mas que tédio!”
“Como tu deves saber o Baile de Primavera lá da escola está a chegar e… Como… Oh…” conseguia notar que ele não sabia como usar as palavras, estava nervoso com alguma coisa. “Emily queres ser o meu par no Baile?” acabou por perguntar.

Contínua...

sábado, 21 de julho de 2012

Imagine - Capítulo XIV

Publicada por AnnieFriday. à(s) 01:02 10 comentários

olá pessoas.

deixo-vos aqui mais um capítulo da fic. *-* mais uma vez tem uma hiperligação na roupa da Emily. ahaha não consigo resistir. espero que gostem muito e que comentem muito também!

beijinhos. *-*


Capítulo XIV

Acordei com o sol a entrar pela janela, aquela luz toda a bater-me nos olhos deixava-me cega. Olhei para o lado e Tom dormia profundamente tinha sido importante para mim ele apoiar-me, sem ele não tinha sido tão mais fácil passar por tudo aquilo. O seu braço envolvia a minha cintura e as rastas que antes estavam apanhadas pelo boné estavam agora soltas, tinha-as solto antes de adormecermos.
“Estás melhor?” escutei Tom perguntar-me com uma voz ensonada, ele permanecia de olhos fechados.
“Estou Tom, graças a ti estou melhor.” senti os seus lábios quentes beijarem a minha bochecha com suavidade.
“Gosto de te ouvir falar assim Emily.” disse-me sorrindo. “Que horas são?” perguntou sobressaltado levantando-se da cama pegando no seu telemóvel de imediato. “Tenho seis chamadas não atendidas do Bill.” levou a mão à testa. “Estou tão tramado.”
“Calma Tom.” pedi enquanto me levantava.

Tom dirigiu-se em frente ao espelho concertando o seu boné meticulosamente.

“Tenho que ir Emily.” estendeu-me os braços para que o abraçasse, assim o fiz. Ele apertou-me com força contra si. “Fica descansada, tudo o que aqui se passou ontem não sai daqui. Vais ter que ganhar força para encarar o Georg.” falou enquanto me afagava o cabelo com uma das mãos.

Sim, ele tinha razão iria ter que arranjar forças. Nem conseguia ainda crer no que me tinha acontecido na noite anterior nunca tinha chorado tanto por causa de um rapaz. Uma coisa era certa; eu iria esquecer tudo aquilo e não iria nunca confessar-lhe o que tinha sentido não me iria aproximar dele para lhe confessar nada, nunca! Era um segredo meu e de Tom.

O fim-de-semana passou, andava mais animada. Era segunda-feira, tinha teste de Alemão havia uma única coisa positiva naquilo tudo; Georg não tinha Alemão e não teria de o ver. Não o tinha visto mais desde sexta-feira estava muito agradecida por isso, não sabia como encará-lo. Abri o meu armário para tirar algo que vestir, acabei por tirar de lá um top rosa claro e umas calças de ganga justas. Calcei umas sandálias com bastantes fivelas, tipo romanas e meti um fio só para dar um ar diferente. Passei pela cozinha levando uma maçã para comer pelo caminho faltavam apenas dez minutos para as nove.
O teste correu dentro dos possíveis. Iria ter Físico-química a seguir, isso era deprimente.

“Emily?” ouvi chamar.

Não, tudo menos aquilo era mau de mais. Virei-me, não adiantava fugir, não me ia valer de absolutamente nada.

“Que queres?” falei friamente, não sentia a mínima vontade de ser simpática.
“Queria falar contigo. Precisamos de falar.” disse-me Georg olhando o chão.

Era preciso ter muita lata para depois de tudo que tinha feito vir ter comigo dizendo que precisávamos de falar. Lembrei-me de imediato da conversa que tínhamos tido na sexta-feira, tinha-lhe dito precisamente o mesmo e ele tinha-me virado costas. Merecia o mesmo.
Soltei uma gargalhada sarcástica.

“Não temos nada para falar.” respondi.
“Temos sim.” insistiu.
“Não, eu não quero falar contigo Georg. Já te disse e não insistas.” virei-lhe as costas.

Toda aquela conversa estava a trazer os meus sentimentos novamente ao cimo e a necessidade de chorar estava a voltar. Era melhor afastar-me, desta vez não tinha Tom para me amparar. Como podia ser tão fraca?

“Espera!” pediu-me agarrando o meu braço.
“Podes soltar-me?” pedi bruscamente tentando soltar-me dele, só queria sair dali antes que a bomba rebentasse.
“Não, não posso. Só quando me ouvires!” disse exaltado agarrando o meu braço ainda com mais força.
“Estás-me a magoar! Solta-me Georg!” pedi enquanto continuava a investir na tentativa falhada de me soltar dele.

Na verdade ele não me estava a magoar mas eu só queria sair dali o mais depressa possível eu tinha prometido a mim mesma não fracassar à sua frente. Ele puxou-me contra si ficando praticamente colado a mim e olhava-me nos olhos fixamente.

“Afasta-te.” sussurrei, a minha voz fracassava.
“Muito bem!” ouvi dizer atrás de mim, começando logo a seguir a ouvir aplausos vindos de uma só pessoa. Sarcasmo era a única palavra que descrevia aquilo na perfeição.

Afastei-me de imediato de Georg pelo menos tinha conseguido finalmente, depois de tanto insistir era estranho ter sido tão fácil. A vinha vontade era virar as costas àquilo tudo como queria ter feito há momentos anteriores mas se o fizesse as coisas iriam piorar e eu ia ficar em maus lençóis.

“Lia pára com essas merdas. Não achas que já chega?” ordenou-lhe Georg friamente.
“Calma Georg.” respondeu-lhe com um sorriso cínico na cara, tão típico dela. “Estraguei o momento aos pombinhos?”
“Poupa-me. Não há nada para estragar! Queres o Georg, aqui o tens! É todo teu, agora deixa-me em paz de uma vez por todas.” disse exaltada.

Estava farta daquilo. Como podia haver alguém tão cínico, tão falso, tão podre neste mundo? Georg olhou-me como se as minhas palavras lhe tivessem tocado pela negativa, como se o magoassem mas não se descompôs. Tinha-mos isso em comum, não gostávamos de mostrar as nossas fraquezas aos outros talvez por sermos tão casmurros nunca nos iriamos dar muito bem.

“Se tens assuntos a tratar, trata-los comigo não tens nada que te meter com a Emily.” Lia continuava com um pequeno sorriso estampado nos lábios.
“Talvez devesses informar-te sobre ela.” disse-lhe sempre com os olhos postos em mim. “Imagina que ela esconde um grande segredo?”

continua...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Imagine - Capítulo XIII

Publicada por AnnieFriday. à(s) 22:52 14 comentários
Hello friends. :D

deixo-vos aqui mais um capítulo, espero que gostem. (; e sim quero muitos comentários, conto com vocês amores.

Capítulo XIII

Fiquei parada a olhar para aquilo, ele sorria para a rapariga nem parecia o Georg de há momentos atrás.

“O que entendes por vermos umas coisas?” perguntou com um ar perverso à rapariga.
“Oh tu tens ar de quem sabe.” respondeu-lhe ela rindo.

Ele sorriu para ela, um sorriso enorme e agarrou a sua mão levantando-se e desaparecendo com a rapariga por de entre a multidão mandando-me antes um ar de desprezo misturado com superioridade como se quisesse dizer: i’m the winner! Sem perceber porquê senti um enorme vazio, senti-me desolada.

“Digam-me que ele não fez isto!” soltou Gustav incrédulo.
“Fez.” respondeu Andrew olhando-me disfarçadamente.
 “Vou-lhe partir aquela tromba.” exclamou Tom exaltado.

Eu olhava o chão, sim definitivamente a noite para mim tinha acabado. Levantei-me, não queria estar mais ali.

“Vou para casa, até amanhã rapazes.”
“Vais sozinha?” Gustav perguntou-me preocupado.
“Já Emily?” estranhou Andrew.
“Eu levo-te.” falou calmamente Tom.

Parecia que todos eles sabiam que aquilo me tinha afectado. Era assim tão visível? Nem eu própria sabia o porquê de ter ficado assim, quer dizer, acho que sabia. Ele naquelas semanas tinha-se tornado um amigo importante para mim, no fundo foi sempre ele que me apoiara desde que chegara a Halle de certeza que tinha ficado assim porque não esperava que ele me olhasse daquela maneira, que me tratasse tão mal.

“Não é preciso Tom.”
“Eu não te vou deixar sair daqui sozinha.” insistiu.
“Ainda nem meia-noite é e além disso moro perto.”
“Emily eu levo-te e pronto!” era teimoso aquele rapaz.

Acabei por não insistir mais, não valeria a pena. Antes de sairmos Tom procurou Bill e Beatrice por de entre as pessoas que dançavam avisando-o que iria comigo, depois voltava. Despedi-me dos rapazes e saímos.

“Desculpa ter-te estragado a noite.” desculpei-me.
“Oh Emily sabes bem que não me estragaste nada.”
“Oh. Desculpa na mesma.”
“Quem devia pedir desculpas era o Georg e não era a mim mas sim a ti.” falou Tom chateado.
“Ele não tem nada que me pedir desculpa, não lhe sou nada.”
“Mesmo assim não quer dizer nada. És amiga dele, nunca lhe fizeste mal nenhum e ele agora paga-te assim? Porquê que te olhou daquela maneira ao sair com aquela rapariga? Não faz sentido, ele está a ser tão criança.”
“Esquece Tom. Prefiro esquecer.” sim, só queria esquecer.

Chegámos a minha casa rapidamente, na verdade ainda bem que Tom tinha vindo comigo ele era o único que poderia fazê-lo, era o único que sabia da minha verdadeira morada e era o único que neste momento me conhecia a cem por cento. Estava a revelar-se um verdadeiro amigo.

“Pronto, estás entregue.” disse-me ao chegarmos em frente ao portão de minha casa.
“Não queres entrar?” perguntei-lhe, ele sorriu-me.
“É tentador, os teus pais não estão?”
“Não Tom, os meus pais raramente estão. Está cá a Glória que é a empregada mas ela está no anexo de certeza a ver as telenovelas.” soltei uma gargalhada, embora tivesse pouca alegria.
“Então vamos.”

Procurei as chaves dentro da mala e abri a porta com cuidado prevenindo sempre.

“Vem vindo à casa dos Lehmann.” disse, Tom riu. Era irónico dizer aquilo na verdade. “Queres comer alguma coisa?” perguntei-lhe quando passávamos perto da cozinha.
“Não obrigado, eu estou bem.”
“Bem então vamos lá para cima, assim não corremos o risco de a Glória nos ver e começar a fazer filmes.”
“Se forem porno aceito!” falou Tom muito calmamente.
“Tom!” resmunguei dando-lhe uma cotovelada.

Acabámos por começar a rir só ele para me fazer rir daquela forma depois de tudo o que estava a sentir. Subimos as escadas e entrámos no meu quarto. Ele ficou parado à entrada a admirar o espaço sorri ao olhar para ele.

“Entra.” ele entrou sentando-se ao meu lado ao fundo da cama.
“Agora vamos falar de coisas sérias.” começou, sabia que vinha ai o assunto: Georg. “Gostas dele?”
“Não Tom, não dessa forma.”
“Jura.” pediu-me.
“Juro, Tom.”
 “Ele a esta hora está com a outra.” o meu coração ficou apertado e olhei o chão. “Vês como te dói ouvir isto?”
“Pára Tom. Chega do assunto Georg.” deixei-me cair para trás ficando deitada na cama.

Eu imaginava tudo, cada palavra, cada gesto e cada acto que poderia estar a acontecer entre Georg e aquela rapariga. E depois aquele olhar desaprovador dele ao longo da noite, sempre frio e sempre tão diferente, tudo me fazia confusão, não sabia em que pensar mais, não conseguia tirar aquilo da minha mente. Sem que desse conta as lágrimas começavam a formar-se nos meus olhos e uma vontade descomunal de chorar tomou conta de mim.

“Emily estás a chorar?” perguntou-me muito preocupado Tom, conseguia ver a preocupação toda no seu olhar. Eu não conseguia responder, se respondesse tinha consciência que iria chorar mais e que não ia aguentar não soluçar alto. “Emily fala comigo.” Tom deitou-se a meu lado virado para mim e agarrando a minha face limpou cada lágrima que teimava em cair. “Desculpa Emily eu não te queria magoar, juro!”
“Tu não tens culpa Tom eu é que sou fraca.” disse entre soluços abraçando-me a ele com toda a força que tinha, chorando no seu peito. Fraca era o que eu sentia ser naquele momento.
“Tu não és fraca Emily, eu estou aqui.” disse beijando-me a face com carinho.

Continua...

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Imagine - Capítulo XII

Publicada por AnnieFriday. à(s) 23:49 14 comentários

hey people. :D

gott ando inspirada! *-* só espero receber muiitos comentários. na minha opinião a história está a melhorar agora, andei um bocadinho sem saber o que escrever mas agora tenho bastantes ideias.
enjoy. ;D




Capítulo XII

“Gostei, os dois sozinhos… Ainda gostava de ver o que estavam a fazer.” brincou Andrew batendo nas costas de Tom.
“Nada.” neguei de imediato. Vi Georg olhar-me de lado, se o olhar matasse eu estaria morta.
“Mas é para irmos ou não?” perguntou Georg mal humorado.
“Ui, estou a ver que estamos de mau humor. Quem é que chateou o menino?” troçou Andrew.
“Vai-te foder Andrew.” foi esta a resposta de Georg. Andrew riu-se.
“Mas vamos ou não? A noite espera por nós.” falou Beatrice com entusiasmo.

Bill pegou na sua mão, depositando-lhe um beijo nos lábios logo de seguida. Beatrice dirigiu-se à porta saindo em primeiro lugar puxando Bill logo se seguida, depois o resto foi saindo. Primeiro Georg, depois Gustav, Andrew, Tom e por fim eu. Íamos a pé pois o bar para onde nos dirigíamos era pertíssimo da casa dos gémeos.

“Emily vais adorar aquele bar.” falava animada Beatrice.
“Eu já não saía à seculos!” confessei-lhe.
“Então prepara-te porque esta noite vais-te divertir a sério.” dava para perceber que Beatrice adorava sair, adorava diversão.
“Hey amor.” disse Bill antes de pegá-la e correr com ela ao colo, ambos riam pareciam ser o casal mais feliz do mundo.
“E as crianças divertem-se.” brincou Gustav.
“Eu também me divertia, também…” barafustava Andrew ao lado de Tom.
“Eu cá divirto-me várias vezes.” brincou Tom.
“Toda a gente sabe disso…” ouvi Georg provocar.
“Acalma-te lá. Qual é o teu problema agora? Ninguém te faz mal nenhum, tens mesmo que ficar assim?” reagiu Tom calmamente.
“Eu estou normal, não vejo porque estás a dizer isso.”
“Despachem-se!” gritava Beatrice já mesmo à frente do bar e ainda bem que ela chamava por nós não queria nada que os ânimos se exaltassem entre aqueles dois.

Apressámos o passo e entrámos todos juntos no bar. Havia pouca gente, cerca de quinze pessoas que eram todas lá da escola. Procurei de imediato Lia com o olhar mas não, ela não estava por perto.

“Vamos pedir qualquer coisa para beber?” perguntou Gustav.
“Já? Eu não vou beber já.” negou Beatrice.
“Qual é o problema, nem pareces tu a falar…” disso Tom olhando-a pelo canto do olho desconfiado com tal atitude.
“Estava a brincar!” disse animada Beatrice.

Dirigiram-se todos a bar para fazer os pedidos mas como por impulso peguei no braço de Georg impedindo-o de continuar. Ele olhou-me de uma forma fria senti-me estremecer por dentro mas não ia voltar atrás.

“Precisamos de falar.”
“Precisamos?” falava de uma forma seca.
“Sabes bem que sim.”
“Eu não tenho nada para falar contigo Emily.”
“Que mal é que te fiz, Georg?” de facto não entendia porque estava tão estranho.
“Tu? Não me fizeste nada.” o desprezo estava tão presente em cada coisa que dizia.
“Pára!” pedi olhando-o nos olhos.

Georg soltou uma gargalhada sarcástica e foi ter com os rapazes ao bar. Tinha ficado ali sozinha a olhar para ele, não o reconhecia. Era certo que não nos conhecíamos há muito tempo mas eu sabia que ele não era assim o Georg que eu tinha conhecido era diferente. Acabei por ir sentar-me nos sofás à espera deles, apetecia-me tudo menos beber alguma coisa. A minha noite estava definitivamente estragada. Por mais que quisesse ignorar o que tinha vivido há momentos não conseguia, na verdade ele tinha-me magoado.

“Não vais beber nada?” perguntou-me Bill dando um gole na sua bebida logo de seguida.
“Não, eu estou bem assim.” sorri-lhe, não iria dar parte fraca nem iria ficar sozinha a um canto por causa de Georg.
“Tens a certeza? Eu peço ao Tom que te traga ou então ao Georg, eles ainda não pediram.”
“Se eu quiser alguma coisa depois vou lá, tenho tempo.” Bill baixou-se colocando as mãos nos meus joelhos para ter equilíbrio.
“O que é que ele tem?” perguntou referindo-se a Georg.
“Eu não sei, ele não me disse nada.”
“Bill estás-te a fazer à febra?” perguntou Gustav descaradamente.
“Olha ele saídinho da casca.” constatou Bill piscando-me o olho.
“Que foi?” perguntou Gustav com o ar mais santo que conseguiu meter.

Bill e eu rimos. Que haveria eu de fazer senão rir? Rir era a única solução perante as dificuldades que estava a ter. Beatrice aproximou-se com Georg e Tom apareceu logo atrás com Andrew.

“Emily vamos dançar.” disse-me Tom puxando-me pela mão para o meio das pessoas que dançavam também.
“Dançar não é o meu forte, aviso-te já Tom.” disse enquanto andava quase arrastada por o rapaz de rastas.

A música que tocava há momentos atrás tinha terminado e seguiu-se uma música bastante mais calma. Tom puxou o meu corpo contra o seu e rodeou a minha cintura com os braços. Era estranho dançar com alguém como Tom não sabia bem porquê talvez pelo facto de ele ter cara de quem nem sabia dançar aquele tipo de música ou então mais possivelmente pelo facto de ele estar tão junto a mim. Rodeei o seu pescoço com os meus braços e deixei-me guiar por ele.

“Vi-te à pouco falar com o Georg.” comentou Tom bastante próximo do meu ouvido fazendo-me arrepiar. “Contaste-lhe?”
“Achas Tom? Não vês o estado em que ele está? Contar-lhe só iria piorar as coisas.”
“Então de que estavas a falar com ele?”
“Eu tentei falar com ele para ser mais precisa.”
“Não conseguiste?”
“Não, ele não tem nada para falar comigo.” aproveitei para dar uma olhadela nos sofás e vi Georg olhar-me com aquele olhar frio que lhe era tão característico ultimamente. “Olha para mim como se me quisesse matar com o olhar.”
“Não podes dar importância a isso, Emily. A única explicação para isto tudo é ele estar com ciúmes.” achei aquela possibilidade a coisa mais estapafúrdia do mundo.
“Por favor Tom.”
“Que tem? Parece mesmo, que mais pode ser?”
“Vamos esquecer este assunto sim? As coisas adem-se resolver.” queria esquecer aquela hipótese posta por Tom, não queria mais pensar naquilo.

A música chegou ao fim pouco tempo depois daquela nossa conversa, estava com sede então pedi a Tom que viesse comigo buscar algo para beber. Ele como era óbvio acompanhou-me, Georg seguia-nos sempre com o olhar. Aquilo estava a dar comigo em louca.
Voltámos para os sofás para nos sentarmos.

“Já dançaram tudo?” perguntou Gustav animado.
“Sim por agora sim.” disse Tom sorrindo.
“Então Andrew, hoje está fraco não está?” perguntou-lhe Tom olhando à sua volta, pelo que tinha percebido referia-se a raparigas.
“Levaste a que eu tinha de olho.” brincou o loiro rindo-se, referia-se a mim.
“Muito engraçadinho Andrew.” dei-lhe uma cotovelada na brincadeira.

Olhei para o lado espantando-me com uma rapariga que se aproximava já bastante embriagada, como era possível? Eram dez horas mais coisa menos coisa e já estava naquele estado.

“Hey ó rapazinho.” falou dirigindo-se a Georg com um sorriso. “Não queres vir comigo ali ver umas coisas?” disse-lhe atirando-se quase para cima dele.

Continua...

terça-feira, 17 de julho de 2012

Imagine - Capítulo XI

Publicada por AnnieFriday. à(s) 03:08 14 comentários

hey. :D

deixo-vos aqui o capítulo onze da minha fanfic. *-* este traz uma surpresa ahaha a certa altura no texto descrevo a forma como a Emily está vestida então onde está “LOVE IS EVERYWHERE, LIVE TO LOVE” existe uma hiperligação que se clicarem em cima abre-vos uma página da minha conta do Weheartit onde está uma foto da Emily tal como a descrevi, torna a coisa mais realista. (;


dankeschön :D

Capítulo XI

O Georg tinha-se tornado um bom amigo sem dúvida alguma e eu não estava disposta a perder a sua amizade. Sim, era só amizade a verdade é que era um rapaz bonito, tinha um sorriso maravilhoso e um físico tentador mas eu não estava interessada disso tinha certeza.
O relógio que tinha na mesa-de-cabeceira marcava vinte e uma horas e eu já estava na cama. Estava a estudar, a dar uma olhadela na matéria de filosofia para ser mais precisa. Ouvi o meu telemóvel vibrar, peguei nele. Tinha recebido uma mensagem.

Hey Emily é o Tom. Nós vamos sair todos, queres vir?”

Não pude evitar rir. Tinha o número dele gravado, ele próprio o tinha gravado no meu telemóvel e mesmo assim tinha-se identificado. Já estava de pijama e estava com uma vontade estranha de estudar mas mesmo assim não ia recusar aquela proposta. Há muito tempo que não saía com amigos, ultimamente a minha vida era só casa, casa e casa. Vivia num tédio perturbador.

“Olá Tom. Sim eu sei que és tu, tinha o teu número sabes? ahah Claro que quero sair com vocês.”

Levantei-me da cama e despi o pijama, fui até ao armário da roupa. Tirei de lá umas calças de ganga pretas e uma t-shirt não muito justa cinzenta com umas letras vermelhas: “LOVE IS EVERYWHERE, LIVE TO LOVE”. Não sabia bem porquê mas gostava mesmo daquela camisola. Ouvi o meu telemóvel vibrar outra vez em cima da cama.

“Então nós passamos por tua casa para te ir buscar, diz-me onde fica.”

O meu coração começou a bater rápido devido ao nervosismo que sentia correr-me nas veias.

“Não, eu não estou em minha casa. Diz-me antes onde é a tua que eu vou ai ter.”

Foi a única coisa que me senti capaz de dizer, ao menos não tinha metido os pés pelas mãos o que não era mau. Vesti-me, calcei os meus all stars pretos que persistiam em durar e penteei o meu cabelo, estava bastante comprido adorava vê-lo assim. Fiz um risco preto nos olhos e meti um pouco de rímel, era esta a maquilhagem de sempre, a coisa mais simples à fase da Terra. Sai de casa depois de depositar um beijo na cara de Glória que era a única pessoa que se encontrava naquela casa, ela sempre fora muito mais que uma empregada. Fui até à morada que Tom me tinha indicado, uma casa não muito grande mas muito acolhedora, toquei à campainha.

“Emily, entra.” saudou Bill sorrindo depois de abrir a porta.
“Olá Bill.” disse sorrindo também.

Entrei na sala de estar onde estava Tom acompanhado por uma rapariga loira, ambos pareciam bastante divertidos a jogar playstation. Tom meteu pausa no jogo quando me viu entrar.

“Emily!” disse depositando depois um beijo na minha face. “Ainda estamos à espera dos outros.”
“Emily esta é a Beatrice, a minha namorada.” apresentou Bill.
“Prazer Beatrice.” cumprimentei a rapariga, era bastante bonita ficava bem com Bill.
“Emily já tinha ouvido falar muito de ti.” disse-me sorrindo.

Bill juntou-se a Beatrice e ficaram a jogar playstation enquanto não chegavam os restantes rapazes, Tom ficou comigo sentando no sofá, ao meu lado.

“Queres beber alguma coisa?” perguntou-me.
“Sim pode ser, bebo o que tu beberes.” respondi-lhe sorrindo.
“Então já volto.”
“Não, eu vou contigo.”

Fomos até à cozinha e sentei-me numa cadeira enquanto ele preparava as bebidas. Desde sempre que me tinha dado muito bem com Tom, sempre fora muito simpático comigo. Era um rapaz muito perverso e muito tarado digamos de passagem mas quando queria era muito querido e conseguia ser uma pessoa séria, gostava nisso nele.

“Ainda bem que vieste aqui, aproveito e falo contigo sobre uma coisa…” falou Tom enquanto procurava alguma coisa dentro do frigorífico.
“Força, fala Tom.”
“Emily eu sei que existem coisas sobre ti que nós não sabemos….” começou Tom, parecia estar com receio de falar e eu também já não sabia se queria ter aquela conversa.
“Sabes?”
“Sim. Eu já te tinha visto antes por aqui, devias passar férias cá penso eu e eu lembro-me de te ver.”

Não conseguia perceber onde queria ele chegar com aquela conversa, tinha-me visto antes e daí?

“Sim Tom, eu vinha cá nas férias.”
“Emily, eu sei que tu não vives onde nos disseste que vivias.” foi como que se uma bomba rebentasse em cima de mim.
“Como é que sabes isso?”
“Eu nas férias tinha uma espécie de amiga, tu sabes, que morava naquele prédio em frente à casa dos Lehmann e eu de lá vi-te várias vezes.” sentia-me tão envergonhada se eu tivesse um buraco por perto juro que me escondia lá para sempre. “Eu sei que tu fazes parte daquela família, Emily.”
“Tom, eu não queria que as coisas tivessem sido assim. Eu queria que…” ele interrompeu-me.
“Eu compreendo que seja difícil para ti. Quando eu vi que mentiste, fiquei uma bocado desiludo mas depois tentei meter-me na tua situação e eu compreendo-te…”
“Eu sinto vergonha Tom. A minha família é conhecida nesta cidade inteira pela negativa, a minha família não presta, nunca prestou! Eu preferia nunca ter nascido a nascer onde nasci.”

Sentia que ia explodir, sentia que ia dizer tudo o que tinha para dizer. Ele sabia e compreendia-me mas nem todos iam ser assim. Tom parou de fazer o que estava a fazer e sentou-se numa cadeira ao meu lado.

“Emily ninguém te pode julgar por uma coisa que tu não escolheste ser.”
“Sabes bem que nem todos vão pensar da mesma forma que tu Tom.”
“Eu vou deixar que sejas tu a contar aos rapazes, ao Georg principalmente sabes que…”
“Eu sei Tom, vai ser uma coisa complicada. Ele nunca mais me vai querer ver à frente mas eu não tenho culpa, eu não tenho que pagar por algo que não fiz.”
“Eu sei. Mas ele vai entender Emily não podes é mentir por muito mais tempo é pior se ele descobrir por ele.”
“Ou por outros…” disse, referindo-me a Lia.
“Eu já te disse que não conto a ninguém.” disse-me sendo sincero pensando que me referia a ele.
“Não me refiro a ti, Tom.”
“Então?”
“A Lia.” vi-o engolir em seco.
“Emily se ela sabe não podes deixar as coisas passar muito mais tempo. Eu nem sabia que vocês se conheciam.”
“Ela faz questão de embirrar comigo desde o primeiro dia de aulas.” disse um pouco exaltada, falar da Lia deixava-me fora de mim. “Sempre com bocas, sempre com sarcasmos e só hoje percebi o porquê de tudo aquilo.”
“Ciúmes?”
“Ela morre de ciúmes mesmo sem razão, eu não quero o Georg dessa maneira mas ela não entende sente-se mesmo ameaçada mas quando a confronto nega tudo isso diz-me para olhar para mim mesma, que eu sou horrível e que o Georg nunca iria olhar para mim.”
“Tu és linda Emily.” disse-me Tom com um sorriso nos lábios tirando uma mecha de cabelo de frente dos meus olhos.

Confesso ter ficado surpreendida com aquela acção vinda de Tom, sentia-me a derreter. Ele era mesmo querido e sabia como me animar.

“Oh Tom, assim fico coisa…” senti a minha cara ficar quente e vermelha.
“´Não precisas, é apenas verdade.” ele continuava com um sorriso nos lábios enquanto falava. “Não me estou a fazer a ti está descansada.” disse fazendo um ar inocente.
“Tom estragaste o momento, eu nem sequer tinha pensado nisso!” barafustei.

Não podemos evitar rir com aquilo tudo, era tão mais fácil para mim lidar com as coisas quando tinha alguém como Tom para me ajudar...

“Obrigado por tudo isto Tom. És uma óptima ajuda e um excelente amigo.” foi a única coisa que consegui dizer.
“Os amigos servem para estas coisas.” disse abraçando-me com força.
“O Bill disse que estavam…” ouvi Georg dizer parando em frente à porta da cozinha ao ver Tom abraçar-me. “Esqueçam!” disse friamente virando as costas.

Tom soltou-me de imediato ficando a olhar para a porta sem perceber.

“O que é que foi aquilo?” questionou Tom referindo-se à atitude pouco normal de Georg.
“Não faço ideia…”

Decidimos ir para a sala nos juntar aos outros. Georg olhava-nos de lado como se tivéssemos feito algo de mal, algo que ele não tivesse gostado.

Continua...
 

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