olá pessoas
peço desculpa pelo capítulo secante que vão ler mas mesmo assim espero que gostem. $:
Capítulo XIX
Acabei por adormecer agarrada a Georg enquanto brincava com uma
mecha do seu cabelo.
***
“Bom dia
Emily.” ouvi-o dizer mal acordei.
“Bom dia
Georg.” sorri. Ele não perdeu tempo e beijou-me.
Ficámos naquilo durante algum tempo e só depois é que me apercebi
que já era tarde e que já devia estar em casa. Vesti-me sempre sobre o olhar
atento dele que permanecia na cama sentado.
“Bem,
tenho que ir.” avisei assim que já estava vestida.
Aproximei-me dele para sentir os seus lábios mais uma vez antes de
o deixar. Ele beijou-me e abraçou-me de seguida apertando-me com força.
“Vai lá e
não te esqueças de mim ó tótó, eu amo-te.” brincou.
“Sabes bem
que eu também.” disse-lhe beijando-o na pontinha do nariz.
Acabei por sair de casa de Georg, por vezes sentia-me sorrir
sozinha. A verdade era apenas uma: eu estava feliz, estava muito feliz afinal
de contas amava-o e estar assim com ele era o que mais queria mas os problemas
persistiam e eu já não sabia o que fazer. Quando cheguei casa vi o carro do meu
pai estacionado em frente ao portão.
“Emily ainda
bem que chegaste. Deixei à Glória uma coisas para ti filha. Vou agora a casa do
Adam. Gostava de poder ficar contigo mais tempo mas estou mesmo ocupado e tenho
que estar às quatro em Berlim.” falou o meu pai encontrando-se comigo
no jardim. Nem sequer me tinha cumprimentado como normalmente os pais fazem com
os filhos, bem mas na verdade já estava habituada.
“Ok pai.” foi a única
coisa que lhe respondi mas tinha quase certeza que ele nem isso tinha ouvido pois
já se encontrava em andamento até ao carro quando falei.
Encolhi os ombros amava o pai presente que eu tinha. Mal entrei em
casa, a Glória fez questão de me avisar da presença do meu pai.
“Eu sei,
eu cruzei-me com ele.” respondi-lhe.
“E onde é
que a menina passou a noite? Deixou-me preocupada.”
“Eu fiquei
em casa de uma amiga lá da escola, não te preocupes.”
“Ao menos
isso ainda me passou pela cabeça que lhe tinham feito algum mal. Não tem fome?
Eu faço-lhe umas torradas, é um instante.”
“Não
Glória, não é preciso. Eu comi pelo caminho.”
“Pronto,
está bem. As coisas que o seu pai deixou estão ai em cima da mesa da sala de
estar.” avisou-me.
Ainda queria ver as coisas que o meu pai me tinha trazido, é certo
que preferia não ter uns pais ausentes em vez de ter aqueles presentes todos
mas visto a situação em que estava, já que praticamente não tinha pais ao menos
que tivesse alguns bens materiais. Existia um envelope em cima da mesa, levei-o
até ao meu quatro. Dinheiro, mais precisamente dois mil e trezentos euros e
depois tinha ainda mais um bilhete escrito pela minha mãe.
Emily,
Espero que
estejas a adaptar-te bem ai a Halle. O teu pai e eu depositámos mais uma
quantia na tua conta. Quando poder faço-te uma visita, a mãe anda muito ocupada
tu sabes disso.
Beijinhos.
“Que coisa
mais medíocre.” soltei para mim mesma.
Para dizer o que tinha dito a minha mãe evitava de se ter dado ao
trabalho de gastar uma folha de papel, era a coisa mais estúpida à face da
Terra e só o tinha feito para não dizer que não se preocupou comigo. Dinheiro
era coisa que não me faltava eu sempre fora bastante poupada, comprava roupa,
sapatos e todas essas coisas que são indispensáveis a uma adolescente mas nunca
tinha sido do tipo de rapariga que cometia loucuras quando tinha dinheiro na
mão. Arrumei tudo aquilo numa gaveta e depois ouvi o meu telemóvel vibrar.
“Ouvi
dizer que passaste a noite fora Emily, quero saber tudo. ahaha às quatro e meia
cá em casa e já agora o Georg também vem. Küss” era Tom.
***
“Emily!” saudou-me
Tom ao abrir a porta.
“Isso é
tudo saudades?” brinquei.
“Não, é
mesmo vontade de saber novidades.” respondeu-me de imediato.
Que rapaz mais directo. Soltei uma gargalhada e acabei por o puxar
até ao sofá onde nos sentámos e eu contei-lhe muito por alto o que se tinha
passado na noite anterior.
“WOW! Mas isso
é óptimo Emily.” disse-me boquiaberto.
“Eu sei
Tom, estou bastante feliz.”
“E
acabaste por não lhe contar, isso é que é mau.”
“Eu estou
a tentar arranjar uma boa oportunidade para lhe contar.” falei confiante.
A campainha tocou e Tom correu a abrir a porta. Georg entrou
disparado parecia furioso.
“Ainda bem
que te encontro Emily! A Lia disse-me umas coisas.” disse-me
friamente.
“A Lia? O
quê que ela te disse Georg?”
“Quem é
que tu és afinal? Conta-me de uma vez por todas Emily e eu desta vez quero a
verdade! Chega de mentiras!”
Continua...