Olá finalmente. :D
eu sei, eu sei que não posto há muito tempo $: mas finalmente vim postar cá o capítulo vinte. (; espero que gostem. :D e já agora no final de tudo deixo o meu último desenho. ahaha uma tentativa falhada de desenhar o Bill *-* bem, apesar de ser falhada até considerei o desenho um obstáculo derrubado visto que nunca pensei fazer algo tão bonito mesmo estando ele imperfeito. ahaha
Capítulo XX
Eu não sabia o que dizer e muito menos o que fazer. Estava tudo
estragado e agora já começava a sentir um vazio enorme dentro de mim. Tom
mantinha-se atrás de Georg ainda perto da porta surpreendido com aquilo que se
estava a passar.
“Tu tens
que me ouvir Georg. Eu nunca fiz por mal.”
“Tu
usaste-me.” disse friamente.
“Eu tentei
contar-te tudo ontem antes… daquilo. Mas tu não deixaste, tu nem ouviste nada
do que estava a dizer, e que podia fazer eu? Tu ias odiar-me mal soubesses de
qualquer das maneiras.”
“Se me
tivesses contado logo as coisas não tinham sido assim Emily.”
“Pois não!
Nem te aproximarias mais de mim. E além disso eu no princípio nem sabia que
tinhas tão má relação com a minha família, como podia eu adivinhar?” sentia as
lágrimas formarem-se nos meus olhos. “Eu
apenas não quis estragar a nossa amizade.”
“Mas
estragaste! Não é com mentiras que se mantem o que quer que seja.”
“Tenta
compreender-me, por favor. Tenta colocar-te na minha posição. A Lia ameaçou-me
sempre que te contaria tudo e eu tentei sempre arranjar coragem mas eu não
conseguia, doía demasiado pensar que as coisas iam ficar como estão agora! Eu
tentei Georg mas tinha medo e eu não sou como a minha avó. Eu não tenho que
pagar por coisas que eu não tenho culpa, eu não sou como ela, eu nem sequer
estava cá quando tudo aquilo aconteceu! Eu era uma criança e tu também porquê
que me julgas? Porquê que tenho que pagar pelo passado?” vi Georg
ficar parado por segundos mas pouco depois virou-me as costas dirigindo-se à
porta.
“Acabou
Emily, eu não te quero ver à frente nunca mais.” falou
quando se preparava para abrir a porta.
“Georg
ouve-me.” pedi agarrando o seu braço sem conseguir já conter as lágrimas.
“Eu não
tenho mais nada para ouvir.”
“E ontem?
E o que me disseste? Já não o sentes só porque eu pertenço à família que tu
mais odeias? Isso muda tudo?”
“Tu não és
quem mostraste ser, eu não te conheço.” as suas palavras eram pontadas no meu
coração.
“Mas eu
amo-te Georg, eu amo-te a sério.”
“E tu para
mim foste um erro Emily, esquece tudo.” disse-me friamente soltando-se de
mim.
“Não me
podes pedir para te esquecer.”
“Tu não
lhe podes fazer isto Georg.” falou Tom calmamente.
“Aposto
que tu sabias de tudo desde o início!” Georg falava com ódio, apostava que
Lia lhe tinha enchido os ouvidos tanto com verdades como com mentiras.
“Não te
metas Tom.” pedi-lhe, sabia perfeitamente que se ele se metia naquela
discussão iria sobrar também para ele e eu não queria estragar a amizade deles
mas Tom ignorou-me.
“Sim
Georg, eu sabia. Mas eu apoiei a Emily, nunca pensei que reagisses assim tão
mal ainda por cima agora que a conheces. Tu sabes que ela não é como a avó
porquê que a estás a massacrar com estas histórias? É tudo passado! Apaga a
merda do passado Georg!”
“Trata da
tua vida Tom que eu sem bem como tratar da minha. E vai à merda! És um falso
tal e qual como a Emily!” o chão fugia-me de baixo dos pés sim, agora
era o fim.
“Georg
vamos conversar com calma, vamos a qualquer lado e conversamos. Aposto que a
Lia não te contou apenas a verdade.” pedi apesar de saber que ele ia negar
ao meu pedido.
“Não! Tens
o Tom aí para te ajudar em tudo. Se calhar a Lia tinha razão quando disse que
andavas com os dois.” soltou uma gargalhada sarcástica.
“Ei nunca
se passou nada entre mim e a Emily meu!” defendeu Tom.
“Sim claro
Tom, sabem que mais? Eu percebi agora, percebi agora que afinal não tenho
amigos e que talvez a Lia no meio disto tudo seja a minha única amiga.”
questionava-me como era ele capaz de dizer uma coisa daquelas.
“A Lia?
Por favor Georg poupa-me!” pediu Tom ficando exaltado.
“Não me
digas que isso é tudo dor de cotovelo por nunca teres conseguido nada com ela,
tens Emily fica com ela! Sabes que mais? Estão óptimos um para o outro.”
“Pensa
antes de falar, as pessoas normais fazem isso!”
“Quem és
tu para me dizer isso? Não tens moral nenhuma para falar, só queres comer a
Emily como fazes com todas!”
“Vai-te
foder Georg!” os ânimos estavam a ficar exaltados e se aquilo continuava assim
ia acabar ainda pior.
“Tu não
vales nada Tom.” soltou Georg.
“Quem não
vale nada és tu, nem sabes distinguir os teus amigos dos teus inimigos.” continuou
Tom.
“Enganaste!
Agora sim aprendi a distinguir os meus amigos dos meus inimigos. E tu seu, seu
atrasado mental, tu não pertences aos meus amigos!”
“Tu não me
falas assim caralho!” apenas vi Tom dar um soco na cara de Georg e
depressa envolveram-se os dois numa enorme confusão.
“Parem.” pedi
metendo-me no meio deles.
Sentia-me a sufocar com aquela situação toda, odiava ver
confusões. Depois de muito insistir com eles para que parassem e de quase
implorar que se soltassem ambos acalmaram-se mas era inevitável não tomar
atenção aos seus olhares de fúria, sentia-me tão culpada. Não achava necessária
aquela confusão toda, não por minha causa. Georg abandonou aquela casa onde
antes tínhamos passado bons momentos todos juntos batendo a porta com força.
Como era possível? Éramos como que uma família.
Continua...
