peço desculpa pelo capítulo medíocre que acabei de postar mas ando completamente sem ideias. $: bem mesmo assim espero que gostem.
Capítulo XXI
“Filho da puta.” soltou Tom enraivecido mal Georg bateu a porta.
“Estás bem
Tom?”
Tom levou a mão até junto ao lábio e depois olhou os dedos
manchados do seu sangue.
“Estou,
isto passa.”
“Tens que
curar isso.” disse-lhe.
“Para quê Emily?
Isto é uma coisa mínima daqui a uma hora nem se nota.”
“Desculpa
Tom.” sentia um peso enorme dentro de mim, o peso da culpa era sem
dúvida doloroso.
Tom olhou-me por momentos fixamente, sorrindo meigamente depois.
“Emily tu
não tens a culpa de te teres metido com um perfeito idiota.”
“Mas vocês
são amigos.”
“Somos?
Notou-se o quanto amigo ele me considera. Amigos não fazem o que ele nos fez.”
“Em
relação a mim ele apenas fez o que era certo, não o posso condenar.” baixei o
olhar, no fundo eu merecia aquilo.
“Por favor
Emily, nem voltes a dizer isso. Ele exagerou e nem te ouviu, a Lia encheu-lhe a cabeça.
“Quem me
dera saber de metade das coisas que ela lhe disse.”
sentei-me.
“Ele só
foi na conversa dela porque é parvo. Ele é que optou por acreditar naquela
víbora.”
“Mas ela
disse-lhe aquilo que eu nunca disse ela não lhe mentiu, já eu só fiz asneira.” insisti,
fazia uma enorme força para conter as lágrimas que se formavam nos meus olhos.
“Não
Emily.” começou Tom ajoelhando-se à minha frente. “Nem a Lia nem ninguém tinha o direito de fazer aquilo, tratava-se da
tua vida e tu sabes que cada um tem a sua vida e não se deve meter na dos
outros. E o que é que ela fez? Ameaçou-te enquanto podia e quando viu que não
tinha hipóteses de te passar a perna, quando finalmente percebeu que tu eras
melhor que ela optou pelo golpe mais fundo, desceu a um nível inundo e foi
falar de coisas que não lhe dizem respeito. Ela não vale nada, nunca valeu! Não
consigo entender como é que o Georg é capaz de dizer que eu tenho dor de
cotovelo de não ter nada com ela, eu dou graças a Deus por não ter nenhuma
ligação com ela.”
“Ela fez o
que eu devia ter feito há muito tempo mesmo que esse não fosse o seu direito,
mesmo que tenha envenenado o Georg contra mim, contra nós.” deixei
cair o olhar até ao chão deixando escorregar uma lágrima.
“Pára
Emily!” ordenou-me agarrando a minha face com as duas mãos e olhando-me
nos olhos. “Chega de te culpares, tu não
tiveste culpa!”
“Tive Tom!
Eu menti-lhe!” respondi-lhe entre soluços.
“Pensa ao
contrário, mete-te no lugar dele. Imagina que era o Georg quem te tinha mentido
reagias como ele? Ele está cego! Ela fez-lhe a cabeça, ela queria-vos separar e
conseguiu. Eu conheço o Georg há anos, desde miúdos e eu sei que ele era
incapaz de dizer as coisas que disse, tenho certeza que ela disse-lhe as coisas
que tu nem consegues imaginar. Emily, tu sabes que o facto de ele descobrir
quem tu és já é doloroso para ele e agora imagina isso juntamente com outras
mentiras.”
“Eu sei
Tom, eu não duvido de uma única palavra que tu dizes mas que podemos nós fazer?
Eu estou completamente sem chances, ele não me quer ver, tu ouviste tudo o que
ele disse. Sinto cada vez mais que foi um erro vir para aqui só vim estragar a
felicidade dos outros.” senti o corpo de Tom junto do meu
abraçando-me com força logo que acabei de falar.
“Não digas
isso nunca! Tu és uma amiga como nunca tive.” disse-me sem me largar.
Sorri, só mesmo Tom para me fazer sorrir quando sentia o meu
coração espedaçado. Apertei-o com força, com toda a força que tinha e beijei a
sua bochecha.
“Tão
cabrão com umas e tão querido com outras.” brinquei, ouvi-o soltar uma
gargalhada.
“Tu és
diferente Emily, elas são apenas… Sei lá. Não tem comparação. És como uma
irmã.” falou numa tentativa falhada de me explicar.
“Quem me
dera Tom, se fosse tua irmã não tinha problemas agora.”
***
Tinha passado uma noite completamente em branco. Não podia negar
que me magoava olhar para o telemóvel sem uma única chamada ou mensagem de
Georg depois da quantidade de vezes que lhe tinha ligado depois de sair de casa
dos Kaulitz. Nunca me atendeu. A pouca vontade que antes tinha de ir para
escola tinha desaparecido por completo. Tomei banho e arranjei-me arrastando-me
depois para mais um dia de aulas. O que me custava mesmo era ter que olhar para
Georg. Com que cara iria olhar para ele? E a Lia? Sim, agora ela já estava
satisfeita, já tinha estragado tudo, só esperava que não me voltasse a dirigir
uma única palavra. Sentia vontade de lhe dar um soco a sério, sentia vontade de
a humilhar em frente a todos, sentia vontade de fazer-lhe o mesmo que ela me
tinha feito a mim: tirar-lhe a única coisa que ela tinha de bom. Às vezes dava
por mim a olhar para o nada apenas me passavam pela cabeça pedaços do meu
passado, de momentos passados a seu lado. Como era bom quando ele estava
comigo, como me confortavam os seus braços mas agora, agora aquilo não passavam
de memórias. Memórias.
Sentei-me no meu lugar habitual na aula de Matemática que antes
era a seu lado, tanto naquela aula como em todas mas que agora era sozinha.
Assim que vi Georg sentar-se ao lado de Lia sorrindo-lhe só tive tempo de
abandonar a sala em passo apressado tentado que ninguém me visse chorar daquela
maneira. Não, não ia ver aquilo, não aguentava.
continua...
