olá, em relação ao capítulo vinte e três não tenho nada a dizer a não ser:
espero que gostem! :D
(caso tenha erros ortográficos peço desculpa mas foi escrito mesmo agora e já estou com sono. :b )
kusses *o*
Capítulo XXIII
Uma parte de mim estava completamente desolada mas outra estava
mais alegre. Sentia que aquela conversa tinha deixado as coisas mais claras e
agora sabia que afinal de contas Georg amava-me, se não me amasse não se teria
recusado dizer-mo. Fiquei especada no meio do passeio até o ver desaparecer ao
fundo da rua. Voltei depois até ao banco onde antes tinha estado sentada e
peguei no meu telemóvel para ligar a Tom. Combinamos encontrarmo-nos ali no
parque para conversarmos. Contei-lhe como tinha sido a conversa com o Georg sem
me esquecer de um único pormenor, queria que ele soubesse de tudo talvez ele
soubesse como remediar as coisas. Tom fora muito compreensivo comigo aliás,
como sempre fora.
“Já pensaste
falar com a Lia?” perguntou-me Tom.
Ao ouvir tal coisa supus imediatamente que era uma brincadeira mas
rapidamente entendi que não, Tom estava a falar a sério. Olhei-o admirada.
“Estás
maluco Tom?”
“O quê?
Tens medo dela?” sabia que ele apenas estava a dizer aquilo
para me provocar, para que eu ganhasse força, para que eu fosse mesmo falar com
ela.
“Isso é
uma má ideia! Tu sabes como o Georg a defende, só iria piorar as coisas.”
“Emily ela
estragou a tua felicidade! Ela faz-te isto tudo e tu não lhe dizes nada?
Ninguém lhe diz nada? Ela está-se a rir na tua cara! Na nossa cara!”
“No fundo
ela ganhou.” disse desanimada.
Sabia que era um erro ir falar com ela mas também sabia que ela
estava a morrer de felicidade ao ver-me assim. Ela tivera um objectivo desde o início:
estragar tudo o que tinha com Georg; e sim, na verdade ela tinha conseguido.
Mesmo assim não, não ia falar com ela. Não ia correr o risco de ela inventar
mais coisas a meu respeito, não isso estava fora de questão.
“Eu não te
estou a dizer estas coisas por causa do Georg, estou a dizer isto porque eu não
tolero o facto de ela pensar que ganhou Emily. Ela pensa que as coisas vão
ficar em nada para os lados dela e que ninguém a vai confrontar.”
“E ninguém
a vai confrontar Tom.” respondi-lhe calmamente tentando que ele
próprio entendesse que ninguém iria falar com Lia.
“Não?
Achas mesmo Emily? Se queres deixar as coisas passar em branco, se queres
perder o Georg para sempre estás à vontade, sabes? Estás a dar-lho de mão
beijada, estás a ser fraca!”
“Deixa-me
ser fraca então.” respondi-lhe baixo o suficiente para que só
eu e ele ouvíssemos deixando cair uma lágrima.
A minha vontade não era soltar aquela lágrima, a minha vontade era
chorar e gritar, gritar até ficar sem voz e chorar até sentir que não tinha
mais forças para o fazer. Mas sim eu sabia-o, Tom tinha razão. Eu estava a ser
fraca e estava a desistir. Mas também Georg tinha desistido de mim e tinha-me
trocado por Lia talvez ele não merecesse nem uma lágrima minha.
“O Georg
era um dos meus melhores amigos Emily! A princípio, no dia da nossa discussão
eu nem estava preocupado com a minha amizade com ele estava-me mesmo a cagar
para o Georg mas depois com o passar do tempo comecei a sentir falta dele e
sinto falta da nossa amizade. Eu culpava-o quando ele apareceu lá em casa
naquele estado e ouve aquela guerra enorme connosco mas sabes Emily? Eu tentei
colocar-me no lugar dele, tenho perfeita consciência que não faria tudo como
ele fez mas somos diferentes. Ele tem aquele feitio e reage assim, teve sempre
uma personalidade forte. Ela fez-lhe a cabeça e se te tivessem dito as coisas
que ela lhe disse a ele tu ias ficar magoada e furiosa, ias sentir-te como ele.
Sabes o que é que aconteceu ontem? O Bill ligou-lhe para saber se ele queria
sair connosco, com o nosso grupo e sabes o que é que ele perguntou logo? Se eu
ia e quando soube que sim inventou uma desculpa de que trabalhos da escola em
atraso só para não estar comigo. Isto magoa-me Emily e ainda me magoa mais
saber que tudo está assim graças àquela oferecida da Lia, ela que enquanto
andava metida com o Georg me mandava mensagem a mim também para que estivesse
com ela. Ela não presta! Desculpa Emily mas eu não vou ficar parado a arrecadar
com as consequências de coisas que eu nem sequer fiz.” sabia que ele
não ia ficar quieto e isso assustava-me de certa forma.
“Não Tom.
Tu vais esperar, tu vais arranjar ainda mais problemas assim.”
“O que é
que temos a perder?” na verdade nada, ele tinha razão.
“Deixa assentar
a poeira Tom. Por favor.” pedi-lhe segurando as suas mãos.
Apesar do tumulto que tinha dentro de si ele sorriu e beijou-me a
face com carinho mas nunca me prometeu que iria ficar quieto e que iria
desistir da ideia de confrontar Lia. Eu achava justo que alguém lhe dissesse
tudo na cara e queria que esse alguém fosse eu, iria-me dar um prazer enorme
despejar tudo o que tinha dentro de mim em cima dela mas não me sentia com
forças para isso. De certeza que ela iria arranjar forma de me ver fracassar à
sua frente e não, eu não queria dar parte fraca em frente ao “inimigo” apesar
de às vezes demostrar desistir eu não o iria fazer de todo, poderia vir a desistir
de Georg caso visse que as coisas não tinham mesmo remédio mas não iria
desistir de fazer a vida negra a Lia. Desde sempre que quem me fazia mal mais
tarde ou mais cedo pagava de alguma forma e neste caso eu tinha certezas que
Lia iria pagar um preço justo por tudo o que me tinha feito, só queria esperar
pelo momento certo. Só queria esperar pelo momento em que estivesse melhor, mais
segura e menos abalada. Ela um dia iria ver quem mandava de verdade!
***
Fazia uma semana desde aquela conversa com Tom e fazia também uma
semana desde que falara com Georg pela última vez. Sentia-me melhor apesar de
tudo mas não tinha desistido dele. Durante os dias que tinham passado Georg
tinha sempre acompanhado Lia para todo o lado se eu não soubesse do que se
tinha passado diria que eram namorados ou algo do género mas eu sabia que não o
eram, felizmente. Havia dias em que Georg parecia estar mais abalado e era
nesses dias que eu tinha sempre mais vontade de ir falar com ele novamente. Lia
tinha a lata de me sorrir sempre que passava por mim, não imaginam a vontade
que tinha de a esganar. Ela apenas pensava que tinha ganho alguma coisa, mal
ela sabia que o último a rir é o que ri melhor. Georg, apesar de me ter dito
que e era um erro e que já estava esquecida havia aulas em que passava quase o
tempo todo de olho em mim e isso deixava-me bastante irritada apesar de na
altura tentar ignorar. Se não gostava de mim porque me olhava tanto?
Tinha acabado de sair da minha última aula do dia, Tom e Bill tinham
ficado de me esperar para irmos juntos para uma festa em casa de Andrew a que
Georg tinha recusado ir, como sempre fazia quando Tom e eu estávamos presente. Vi
os rapazes do outro lado da estrada e fui ter com eles. Lia vinha um pouco mais
atrás de mim e os olhos de Tom não a soltavam.
“Vamos
embora?” perguntou Bill adivinhando o que iria acontecer caso ali ficássemos
mas era tarde de mais.
Lia passou ao nosso lado sem dar conta da nossa presença e Tom
deixou-nos sozinhos indo atrás dela em passo apressado para que a pudesse
apanhar. Bill e eu trocávamos olhares, ambos sabíamos que Tom ansiava por
aquela conversa há tempos.
“Ora viva!” cumprimentou-a
Tom sorrindo cinicamente.
Continua...
