olá pessoas.
deixo-vos mais um capítulo da fanfic. *-* espero que esteja do vossos agrado. :b
Capítulo XXVI
“Georg?” exclamou
com admiração Lia depois de se virar e dar de caras com Georg.
“Eu vou-vos deixar
sozinhos.” falei mas Georg agarrou o meu braço assim que me preparava para
me afastar.
“Espera Emily.” pediu-me
olhando-me nos olhos.
O seu toque deixava-me arrepiada, fazia tanto tempo que não
o sentia perto de mim. O meu coração palpitava aceleradamente. Na verdade
preferia ir embora dali, não sabia o que fazer. Tinha esperado tanto tempo por
aquele momento mas agora que tudo estava a acontecer mesmo à minha frente
sentia que tinha que ir, sentia que não sabia como lidar com aquilo. E se ele
me pedisse desculpa? Eu nem sabia se iria aceitar, tudo o que se passara até
ali tinha-me magoado demais e não sabia se iria ser capaz de perdoar. Acabei
por permanecer ali, não me adiantava fugir e além disso nem sabia se conseguia
fugir.
“Estavas ai há muito
tempo?” questionou Lia.
Os olhos de Georg deixaram os meus e vi a ternura que tinha
quando me olhara desaparecer assim que encarou Lia.
“Como é que eu pude
ser tão burro? Perdi um melhor amigo e a minha namorada por tua causa Lia!”
Eu não concordava por completo, Lia não era a única culpada
de tudo aquilo ter acontecido connosco, Georg tinha tido alguma culpa no
cartório também. Ele tinha sido burro sim, tinha sido um objecto nas mãos dela
mas se o tinha sido era porque queria, tanto eu como os outros sempre o tentámos
chamar à realidade mas ele estava cego.
Namorada? Afinal tinha sido sua namorada. Não podia deixar
de me sentir feliz com aquilo, apesar de tudo ser passado a verdade é que eu o
amava e não havia nada que me deixasse mais feliz do que o ter do meu lado. Mas
era passado, talvez ele não se tivesse apercebido do quanto errara a tempo.
“Tu não entendeste
Georg, eu não estava a falar de ti como é óbvio!” Lia iria arranjar mil e
uma maneiras de desculpar-se, não era necessário conhecê-la muito bem para
saber disso.
“Pára Lia, eu não entro
mais nos teus jogos. Tu não prestas mesmo. Toda a gente me dizia isso como é
que é possível eu ser tão estúpido?”
Georg dava passos à toa, não ficava quieto cinco minutos. Eu
tentava-me colocar no lugar dele tanto para o entender como para tentar
perceber se haveria desculpa possível para tudo o que ele fizera comigo e com
Tom. Ele estava confuso, nervoso e era visível a raiva que estava a sentir
naquele momento.
“Eu era incapaz de te
fazer mal Georg, tu sabes bem disso meu amor.” argumentava Lia agarrando-o.
“Cala-te Lia!”
gritou-lhe Georg afastando-a.
“Mas tu tens que me
ouvir.” ele olhou-a de alto a baixo com frieza.
“Cresce! Sabes que
mais? Eu não vou ouvir nem mais uma única palavra vinda dessa boca Lia! Tu não vales
nada. Qual era o teu interesse porra?” via a sua revolta crescer cada vez
mais.
“Eu amo-te.” soltou
Lia num tom desesperado.
Georg levantou a mão, baixando-a logo de seguida cerrando os
pulsos tentando controlar a enorme vontade que sentia de bater em Lia. Eu
compreendia o nojo que ele estava a sentir dela, nunca é fácil tomar consciência
de que fomos enganados.
“Desaparece da minha
vida, faz-me esse favor.” ordenou-lhe Georg virando-lhe as costas.
Nunca o tinha visto tão triste, tão desiludido. Os seus
olhos enchiam-se de lágrimas que ele teimava não deixar cair. A minha vontade
era abraça-lo, dizer-lhe que estava ali para o ajudar mas algo me impedia.
Quantas vezes não tinha eu chorado por sua causa? Ele nunca lá tinha estado
para me apoiar vez nenhuma muito pelo contrário, ele divertia-se com Lia
enquanto o mundo desabava mesmo em cima das minhas costas.
“Não Georg, nunca vou
fazer isso. Eu gosto tanto de ti, eu nunca te enganei!” não consegui evitar
revirar os olhos. Aquela rapariga dava-me enjoos.
“Eu ouvi tudo! Pára de
ser hipócrita Lia. Eu não vou desperdiçar nem mais um dia ao teu lado, já perdi
tanto tempo graças a ti. Tu não passas de uma oferecida, de uma menina mimada
que pensa que tem o mundo nas mãos. E eu não tenho tempo para te ouvir, para
mim chega! Já ouvi tudo, já sei a merda que és agora só quero que me deixes em
paz de uma vez por todas. Eu não faço mais parte dos teus joguinhos e tu não voltas
a falar comigo nunca mais!”
“Tu vais-me trocar por
ela?” questionou apontando-me o dedo.
“Nem se trata de
trocar nada Lia! Tu és a pessoa que eu mais odeio e a Emily é a pessoa que eu mais
amo, nem tentes comparar. Ainda bem que abri os olhos antes de ter alguma coisa
com uma pessoa como tu.”
“Estás disposto a
partilhar a namorada com o Tom?” continuou, provocando.
“Tu não entendes? Eu ouvi
tu confessares tudo o que fizeste, tu és burra Lia. Tu confessaste tudo, não foi
preciso ninguém me dizer nada porque tu confessaste-me tudo! E o que é que tu
tens a ver com o facto de eu partilhar o que quer que seja? Que moral tens tu
para falar? Tu que és a oferecida número um de Halle!” Lia estava
escandalizada.
“Quem é que tu pensas
que és para dizeres essas coisas Georg?”
“Tinha que vir a merda
do mesmo discurso! Tu não te enxergas mesmo.”
“A família dela matou
o teu avô!” atirou Lia para o ar, nunca pensara vê-la descer tão baixo.
Georg olhou-me, respirando fundo logo de seguida.
“Mas as pessoas não têm
que ser julgadas por aquilo de que não têm culpa.” fiquei completamente boquiaberta
com a sua resposta.
continua...
