domingo, 16 de setembro de 2012

Imagine - Capítulo XXVII

Publicada por AnnieFriday. à(s) 20:25 8 comentários

olá novamente.
lá venho eu postar o capítulo vinte e sete da minha querida fic *-* 
e amanhã começam as aulas. puff --' 


Capítulo XXVII

“Desculpa?” questionou Lia surpreendida com Georg.

“Lia, acabou. O teu jogo terminou e nunca mais vais conseguir enrolar-me desta maneira.” disse-lhe Georg.

“Eu vou embora Georg e tu ainda vais correr atrás de mim, pode não ser hoje nem amanhã mas tu ainda me vais querer e sabes o que é que eu vou fazer? Vou deixar-te pendurado feito cãozinho abandonado.” ele apenas soltou uma gargalhada.

“Podes continuar a sonhar com esse dia até ao final da tua vida.”

Lia voltou-lhe as costas, ela estava super furiosa eu acho mesmo que o maior desejo dela naquele momento era matar-me a mim e a Georg. Eu fiquei no mesmo sítio onde tinha estado durante todo aquele tempo e para ser sincera não sabia mesmo o que fazer. A minha vontade no fundo era fugir, resultava sempre fugir dos nossos problemas nem que resultasse só por alguns tempos mas o que interessava era que resultava. Enquanto discutia mentalmente o que devia ou não fazer naquele momento Georg olhava-me. Não, eu não queria encará-lo. Lá estava eu a ir pelo caminho mais fácil.

“Nós temos que falar.” começou ele.

“Agora já acreditas em mim?” não pude evitar ser sarcástica.

Por muito que quisesse que ficasse tudo bem de novo, porque haveria eu de o fazer? Ele nunca tinha acreditado numa única palavra minha, nunca tinha parado para me ouvir ou para tentar analisar a minha situação. Ele nunca tinha lá estado, muito pelo contrário ele apenas me tinha julgado e muitas das vezes por coisas que eu nunca fizera.

“Eu compreendo que estejas magoada comigo Emily.”

“Tu não compreendes nada.”

“Tenta pelo menos ouvir-me, tenta pelo menos entender a minha situação.”

Não pude evitar rir com aquele pedido.

“Só podes estar a gozar com a minha cara Georg!”

“Não estou a gozar com a cara de ninguém, Emily. Ouve-me!”

“Tu só podes ser muito estúpido para me estares a dizer estas coisas. Estás-me a pedir o que eu te pedi durantes este tempo todo! Durante este mês que passou. Eu pedi-te tantas vezes que me ouvisses a mim e ao Tom, que tentasses ouvir uma vez que fosse. Que tentasses compreender o que te queríamos dizer Georg! Tu nunca ouviste, tu nunca tentaste. Tu apenas quiseste ouvir a Lia, apenas ela existia aos teus olhos e o Tom –eu já nem te falo em mim porque eu apareci na tua vida há pouco tempo mas o Tom era teu amigo e o Tom nunca te mentiria nem trairia como a Lia te disse! Tu nunca acreditaste porra e agora queres que eu te oiça? Por favor Georg, poupa-me a estas cenas tristes. Usa um pouco mais a cabeça.” nos momentos seguintes a falar pensei que talvez tivesse sido demasiado austera mas depois cheguei a uma conclusão bastante simples: eu tinha sido justa.

“Eu estava cego Emily! Ela fez-me completamente a cabeça com as coisas que disse!”

“Não Georg. Se pensavas que eu ia ceder assim que me viesses com um pedido de desculpas estás extremamente enganado! Sabes que mais? Houve uma altura que sim, se tu pedisses desculpas eu caía logo nos teus braços mas agora não! Agora eu não vou fazer mais papel de otária. Chega!”

“Estás a exagerar.”

“Eu? Exagerar? Tu se estivesses no meu lugar farias exactamente o mesmo ou até pior talvez!”

“Já não me amas?” o ambiente tornou-se pesado de repente.

“Às vezes amar não chega Georg!” respondi-lhe.

“Mas eu amo-te!”

“Neste momento isso não chega.” afastei-me.

***

“E ficaram assim? Ele não te disse mais nada?” questionava Tom curioso.

“Eu fui-me embora, tu não sabes o quão doloroso é ter uma conversa com ele.”

“Eu compreendo-te Emily ele magoou-me muito também.”

“Vamos deixar toda esta poeira assentar pode ser que daqui a uns dias tudo melhore Tom.” ele abraçou-me com força, ultimamente era ele quem me tinha valido.

“Gosto muito de ti Emily.”

O suave beijo que ele me ia dar na bochecha assentou nos meus lábios ao virar-me acidentalmente. Senti-me ficar vermelha e embaraçada aquilo não estava previsto nos meus planos, não mesmo.

continua...

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Imagine - Capítulo XXVI

Publicada por AnnieFriday. à(s) 23:58 8 comentários

olá pessoas. 
deixo-vos mais um capítulo da fanfic. *-* espero que esteja do vossos agrado. :b 


Capítulo XXVI


“Georg?” exclamou com admiração Lia depois de se virar e dar de caras com Georg.
“Eu vou-vos deixar sozinhos.” falei mas Georg agarrou o meu braço assim que me preparava para me afastar.
“Espera Emily.” pediu-me olhando-me nos olhos.

O seu toque deixava-me arrepiada, fazia tanto tempo que não o sentia perto de mim. O meu coração palpitava aceleradamente. Na verdade preferia ir embora dali, não sabia o que fazer. Tinha esperado tanto tempo por aquele momento mas agora que tudo estava a acontecer mesmo à minha frente sentia que tinha que ir, sentia que não sabia como lidar com aquilo. E se ele me pedisse desculpa? Eu nem sabia se iria aceitar, tudo o que se passara até ali tinha-me magoado demais e não sabia se iria ser capaz de perdoar. Acabei por permanecer ali, não me adiantava fugir e além disso nem sabia se conseguia fugir.
“Estavas ai há muito tempo?” questionou Lia.

Os olhos de Georg deixaram os meus e vi a ternura que tinha quando me olhara desaparecer assim que encarou Lia.

“Como é que eu pude ser tão burro? Perdi um melhor amigo e a minha namorada por tua causa Lia!”

Eu não concordava por completo, Lia não era a única culpada de tudo aquilo ter acontecido connosco, Georg tinha tido alguma culpa no cartório também. Ele tinha sido burro sim, tinha sido um objecto nas mãos dela mas se o tinha sido era porque queria, tanto eu como os outros sempre o tentámos chamar à realidade mas ele estava cego.
Namorada? Afinal tinha sido sua namorada. Não podia deixar de me sentir feliz com aquilo, apesar de tudo ser passado a verdade é que eu o amava e não havia nada que me deixasse mais feliz do que o ter do meu lado. Mas era passado, talvez ele não se tivesse apercebido do quanto errara a tempo.

“Tu não entendeste Georg, eu não estava a falar de ti como é óbvio!” Lia iria arranjar mil e uma maneiras de desculpar-se, não era necessário conhecê-la muito bem para saber disso.

“Pára Lia, eu não entro mais nos teus jogos. Tu não prestas mesmo. Toda a gente me dizia isso como é que é possível eu ser tão estúpido?”

Georg dava passos à toa, não ficava quieto cinco minutos. Eu tentava-me colocar no lugar dele tanto para o entender como para tentar perceber se haveria desculpa possível para tudo o que ele fizera comigo e com Tom. Ele estava confuso, nervoso e era visível a raiva que estava a sentir naquele momento.

“Eu era incapaz de te fazer mal Georg, tu sabes bem disso meu amor.” argumentava Lia agarrando-o.

“Cala-te Lia!” gritou-lhe Georg afastando-a.

“Mas tu tens que me ouvir.” ele olhou-a de alto a baixo com frieza.

“Cresce! Sabes que mais? Eu não vou ouvir nem mais uma única palavra vinda dessa boca Lia! Tu não vales nada. Qual era o teu interesse porra?” via a sua revolta crescer cada vez mais.

“Eu amo-te.” soltou Lia num tom desesperado.

Georg levantou a mão, baixando-a logo de seguida cerrando os pulsos tentando controlar a enorme vontade que sentia de bater em Lia. Eu compreendia o nojo que ele estava a sentir dela, nunca é fácil tomar consciência de que fomos enganados.

“Desaparece da minha vida, faz-me esse favor.” ordenou-lhe Georg virando-lhe as costas.

Nunca o tinha visto tão triste, tão desiludido. Os seus olhos enchiam-se de lágrimas que ele teimava não deixar cair. A minha vontade era abraça-lo, dizer-lhe que estava ali para o ajudar mas algo me impedia. Quantas vezes não tinha eu chorado por sua causa? Ele nunca lá tinha estado para me apoiar vez nenhuma muito pelo contrário, ele divertia-se com Lia enquanto o mundo desabava mesmo em cima das minhas costas.
  

“Não Georg, nunca vou fazer isso. Eu gosto tanto de ti, eu nunca te enganei!” não consegui evitar revirar os olhos. Aquela rapariga dava-me enjoos.

“Eu ouvi tudo! Pára de ser hipócrita Lia. Eu não vou desperdiçar nem mais um dia ao teu lado, já perdi tanto tempo graças a ti. Tu não passas de uma oferecida, de uma menina mimada que pensa que tem o mundo nas mãos. E eu não tenho tempo para te ouvir, para mim chega! Já ouvi tudo, já sei a merda que és agora só quero que me deixes em paz de uma vez por todas. Eu não faço mais parte dos teus joguinhos e tu não voltas a falar comigo nunca mais!”

“Tu vais-me trocar por ela?” questionou apontando-me o dedo.

“Nem se trata de trocar nada Lia! Tu és a pessoa que eu mais odeio e a Emily é a pessoa que eu mais amo, nem tentes comparar. Ainda bem que abri os olhos antes de ter alguma coisa com uma pessoa como tu.”

“Estás disposto a partilhar a namorada com o Tom?” continuou, provocando.

“Tu não entendes? Eu ouvi tu confessares tudo o que fizeste, tu és burra Lia. Tu confessaste tudo, não foi preciso ninguém me dizer nada porque tu confessaste-me tudo! E o que é que tu tens a ver com o facto de eu partilhar o que quer que seja? Que moral tens tu para falar? Tu que és a oferecida número um de Halle!” Lia estava escandalizada.

“Quem é que tu pensas que és para dizeres essas coisas Georg?”

“Tinha que vir a merda do mesmo discurso! Tu não te enxergas mesmo.”

“A família dela matou o teu avô!” atirou Lia para o ar, nunca pensara vê-la descer tão baixo.

Georg olhou-me, respirando fundo logo de seguida.

“Mas as pessoas não têm que ser julgadas por aquilo de que não têm culpa.” fiquei completamente boquiaberta com a sua resposta.

continua...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Imagine - Capítulo XXV

Publicada por AnnieFriday. à(s) 03:16 12 comentários

olá pessoas lindas.
finalmente vi aqui postar mais uma coisinha, eu sei que disse que ia ser mais rápida mas a minha internet falhou e só consegui cá voltar ontem. cenas da vida, acontece.
deixo-vos aqui o vigésimo quinto capitulo que eu considero um capítulo decisivo na fic. e digo-vos também que estamos a entrar na reta final da Imagine.  não sei ao certo quantos capítulos faltam para o fim mas  ele avizinha-se. hahah

deixo aqui também um pequenino apelo às pessoas que seguem a minha fanfic mas que não comentam - eu agradeço imenso tanto aos que  deixam uma opinião como aos que passam por aqui e não dizem nada, mas  queria dizer que gostava de receber mais comentários  e que todas as opiniões para mim são importantes. $: não tenham medo. ahaha 

beijinhos.

Capítulo XXV

Os dias continuaram a passar e as coisas continuaram iguais depois daquela conversa de Tom com Lia, ou praticamente iguais. Apenas uma coisa estava diferente: Lia fazia sempre os possíveis para não se cruzar com Tom e às vezes parecia-me que ela fazia o mesmo comigo, eu achava aquilo tudo muito estranho visto de quem se tratava mas confesso que preferia que tivesse sido assim desde o início. Se Lia nunca se tivesse metido entre mim e Georg as coisas seriam muito mais fáceis mas eu aceitava as coisas tal e qual como elas eram. Sempre acreditara no destino e acho que todos nós temos um caminho marcado desde que nascemos – ou até antes, e numa coisa eu acreditava totalmente: nesta vida não existem coincidências e se tudo aquilo tinha acontecido era óbvio que tinha uma razão para assim ser. Quem sabe se não foi melhor assim? No início, quando tudo desmoronou em cima de mim sentia-me revoltada culpava-me a mim mas ao mesmo tempo culpava outros, sentia-me confusa e perdida mas à medida que o tempo foi passando tive mais tempo para pensar e as minhas ideias aclararam. A vida não é um mar de rosas e quem acredita nisso vive uma grande mentira porque a vida não é fácil, quem disse que seria?

“Bom dia.” ouvi a sua voz atrás de mim, acabara de chegar para a primeira aula daquele dia.
“Olá meu amor.” respondeu-lhe Lia sorrindo.
Toda aquela conversa provocava-me enjoos. Virei-me discretamente sem saber bem o porquê arrependendo-me logo que vi ele olhar-me. Ficámos assim por momentos até que Lia o puxou pelo braço chamando-o à razão, ela devia estar furiosa mas era inevitável. Sempre que nos víamos aquilo acontecia e talvez fosse essa a razão pelo qual eu não desistia de tudo. Tinha perfeita noção que parecia as miúdas que entram na adolescência e o seu dia ilumina-se só porque o tal rapaz as olha, eu sabia disso. Estava a dar demasiada importância a um simples olhar que possivelmente nada significava mas algo dentro de mim me dizia que eu devia continuar a tentar, algo me dizia que ainda iria ser feliz com Georg. Ou talvez não.
Fazia já muito tempo que não trocávamos uma única palavra por um lado isso confortava-me mas por outro deixava-me um enorme vazio dentro de mim. Bill dizia-me para eu tentar uma vez, dizia-me que me preparasse e que tentasse uma vez, uma última vez por muito que me custasse. O facto de pensar em tentar uma última vez assustava-me. Se corresse mal desistiria e seguiria a minha vida tal como ele tinha feito. Na verdade eu nem sabia se ele na realidade tinha seguido com a sua vida por vezes tudo me levava a crer que não, que ele tinha algo que o impedia de continuar em frente, algo que o prendia. E às vezes acreditava que esse algo era eu, e talvez por isso o meu coração enchia-se de força sempre que os nossos olhares se cruzavam, era nessas alturas que sentia vontade de seguir o conselho de Bill e tentar uma última vez. O não eu já tinha garantido há muito tempo e talvez, quem sabe pudesse ouvir um sim. Sai da minha última aula do dia optimista e com um leve sorriso na cara, iria arriscar pela última vez tal como Bill me sugeria fazia tempo.

“Uma última vez e se for o fim… Que se lixe, eu tentei.” pensava enquanto procurava Georg no meio da multidão que se juntava em frente ao portão de saída.

Era impossível que ele estivesse ainda dentro do recinto escolar então saí. Não encontrava nem um sinal dele até que avistei Lia e se ela estava ali Georg não tardava em chegar, iria esperar até que ele aparecesse. Ou talvez não...

“Viste o Georg?” perguntei-lhe, sempre calma como que se Lia fosse uma pessoa dita normal - normal era coisa que ela não era.

Olhou-me de alto-a-baixo colocando logo a sua máscara de defesa e com ela o seu humor cínico.

“Porquê que eu te haveria de responder a isso?” não pude evitar revirar os olhos, eu tentava ser calma e minimamente simpática – mesmo que esta não o merecesse mas com Lia era uma tarefa totalmente falhada.

“Olha talvez porque não descolas dele cinco segundos!”

“ Emily a inveja é um sentimento muito feio.” começou, provocando-me.

“A hipocrisia também, e não é por causa disso que tu a deixas de parte.”
“Ui estamos fortes hoje. Não trouxeste o Tom para te defender mas estou a ver que te preparaste.” a vontade de lhe colar a mão na cara era cada vez mais.

“Eu não queria entrar por estes caminhos mas tu estás sempre a provocar-me! O que é que ganhas com isso? Não ganhas nada Lia, só ganhas inimigos.”

“Enganaste minha querida. Eu ganhei o Georg e tu é que saíste a perder. Sabes o que é que eu faria no teu lugar? Eu desistia, ele não te quer! Tu não és suficientemente boa para ele, a tua família só lhe estragou a vida, tanto a ele como a todas as pessoas desta cidade. Porquê que não desapareces? Ninguém iria sentir a tua falta.” cerrei os pulsos tentando conter a minha vontade de a desfazer.

“Quem és tu para me dizer o que está ou não certo, Lia? Porquê que não contas ao Georg tudo o que inventaste? Porquê que não mostras a merda de pessoa que és? Porquê que não lhe contas como o Tom te disse para fazeres?” Lia soltou uma gargalhada.

“Tu achas que eu sou alguma burra? É óbvio que nunca lhe vou contar nada, nunca! O Georg está do meu lado e mesmo que vocês teimem em contar-lhe ele não vai acreditar. Pensa comigo Emily eu posso fazer tudo o que quero dele.” o meu coração quase parou assim que viu Georg atrás de Lia ouvindo tudo e ela continuava com o seu discurso. “Vê lá Emily assim vingue-me tanto de ti como do Tom. Ele nunca mais vos vai querer ver, nunca. Tu não sonhas o que lhe disse sobre ti, o que inventei a teu respeito. Pobre Georg iria jurar que na altura quase chorou de desilusão. Agora ele está comigo e nada do que possas dizer vai mudar isso. E só para que fiques mais feliz eu admito Emily! Sim eu menti-lhe. Eu inventei coisas que nunca te passariam pela tua cabeça e muito menos pela do Tom. Meti-te tão baixo, sabes como é que ele te vê? Como uma puta mas eu não me importo porque foi sempre isso que eu quis. Separar-vos! E tens que admitir Emily, eu sou muito boa.”

“Como é que foste capaz?” perguntou-lhe Georg mesmo atrás das suas costas.  

continua...

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Imagine - Capítulo XXIV

Publicada por AnnieFriday. à(s) 20:32 10 comentários

peço desculpa por este capítulo ser tão pequenino mas achei por bem que ele ficasse deste tamanho.  peço desculpa também por só conseguir postar hoje, ando um bocadinho ocupada. :b bem vou ver se ainda hoje consigo postar mais um para compensar o tempo que isto esteve parado e para compensar também o facto deste capítulo ser pequenininho. (;
beijinhos a todas. (:


Capítulo XXIV

“Oh, Tom Kaulitz?” disse Lia espantada com a presença de Tom.
“Não Lia é o coelho da Páscoa!” respondeu-lhe Tom sendo cínico.
“Que gracinha. Não me digas que repensaste na minha proposta.” ela babava-se de uma forma lastimável para cima de Tom, metia dó.
“Deixa de ser estúpida Lia já devias saber que nunca vou querer nada contigo!”
“Respeita-me sim? Tu não me falas assim.” Tom soltou uma gargalhada.
“Really? Como é que se respeita alguém como tu?”
“Ouve Kaulitz o que é que queres?” era incrível como ela tinha passado à defesa de repente.
“Quero que deixes de te meter na vida dos outros!”
“Aposto que foi a cabra da Emily que te foi encher os ouvidos, fez-te muitas queixinhas?” exclamou sorrindo.
“Tu não vais voltar a chamar isso à Emily estás a entender?” exclamou Tom já perdendo o controlo segurando-a pelo braço.
“E és tu que me vais impedir queres ver?” continuou Lia sem tirar o sorriso da cara apesar de se notar que Tom começava a magoa-la.
“Sim sou eu! Tu não sabes o que é que eu sou capaz de fazer às pessoas que se metem na minha vida para a estragar Lia e tu? Tu és um obstáculo fácil de ultrapassar!”
“Andam-te a fazer mal as escapadinhas com a Emily.” continuou.
“Tu vais-te calar estás a ouvir?” falou-lhe Tom em tom de ordem.
“Senão vais fazer o quê? Vais-me bater?” perguntou-lhe Lia troçando.
“Estou a perder a minha paciência contigo!”
“Espero que a tua amiguinha tenha entendido onde é o lugar dela. Agora o Georg está do meu lado, sabes Tom? Eu faço dele o que eu quiser. Viste a facilidade com que estraguei a vossa amizade? Viste a facilidade com que meti ao chão a CABRA da Emily?” disse dando bastante entoação à palavra “cabra”.

Apenas vi Tom agarrar no seu braço ainda com mais força fazendo-a encostar-se à parede e depois colocar os seus dois braços um de cada lado dela impedindo-a de fugir. Ele estava fora de si a raiva que sentia era notória e por momentos chegara mesmo a pensar que ele ia cometer a loucura de lhe bater mas não, Tom não era assim, não era desse tipo de rapazes.

“Queres mesmo saber o que é que tu vais fazer?” falou-lhe Tom  junto ao ouvido olhando-a com ódio.

Lia estava quieta e tinha de certa forma acalmado, achava mesmo que ela estava com medo e isso dava-me uma satisfação enorme.

“Sabes Lia? Tu vais falar com o Georg e vais dizer-lhe que mentiste e que metade do que lhe contaste é falso! Vais dizer-lhe ainda que nunca me viste com a Emily, vais dizer-lhe que a Emily nunca te ameaçou e que ela nunca se meteu contigo sem tu a provocares, entendido?” Tom elevara o Tom de voz olhando-a nos olhos.
“E és tu que me vais obrigar a fazer isso?” berrou Lia empurrando-o.
“Eu próprio. ”
“Tu não…” começou Lia.
“Cala-te Lia!” gritou-lhe Tom.
“Não tenho medo das tuas ameaças Tom Kaulitz!”
“Isto foi só um aviso espero que não seja necessário ameaçar ninguém!” disse-lhe Tom acabando com a barreira que tinha formado sobre Lia com os braços.

Lia olhou Tom enraivecida e depois olhou-nos, a mim e a Bill. Bill sorriu-lhe cinicamente ao que ela respondeu revirando os olhos e voltando-nos costas continuou o seu caminho.

“Não te esqueças desta conversinha Lia.” aconselhou Tom. 

continua....

domingo, 19 de agosto de 2012

Imagine - Capítulo XXIII

Publicada por AnnieFriday. à(s) 02:16 12 comentários

olá, em relação ao capítulo vinte e três não tenho nada a dizer a não ser: 

espero que gostem! :D

(caso tenha erros ortográficos peço desculpa mas foi escrito mesmo agora e já estou com sono. :b )

kusses *o*


Capítulo XXIII

Uma parte de mim estava completamente desolada mas outra estava mais alegre. Sentia que aquela conversa tinha deixado as coisas mais claras e agora sabia que afinal de contas Georg amava-me, se não me amasse não se teria recusado dizer-mo. Fiquei especada no meio do passeio até o ver desaparecer ao fundo da rua. Voltei depois até ao banco onde antes tinha estado sentada e peguei no meu telemóvel para ligar a Tom. Combinamos encontrarmo-nos ali no parque para conversarmos. Contei-lhe como tinha sido a conversa com o Georg sem me esquecer de um único pormenor, queria que ele soubesse de tudo talvez ele soubesse como remediar as coisas. Tom fora muito compreensivo comigo aliás, como sempre fora.

“Já pensaste falar com a Lia?” perguntou-me Tom.

Ao ouvir tal coisa supus imediatamente que era uma brincadeira mas rapidamente entendi que não, Tom estava a falar a sério. Olhei-o admirada.

“Estás maluco Tom?”
“O quê? Tens medo dela?” sabia que ele apenas estava a dizer aquilo para me provocar, para que eu ganhasse força, para que eu fosse mesmo falar com ela.
“Isso é uma má ideia! Tu sabes como o Georg a defende, só iria piorar as coisas.”
“Emily ela estragou a tua felicidade! Ela faz-te isto tudo e tu não lhe dizes nada? Ninguém lhe diz nada? Ela está-se a rir na tua cara! Na nossa cara!”
“No fundo ela ganhou.” disse desanimada.

Sabia que era um erro ir falar com ela mas também sabia que ela estava a morrer de felicidade ao ver-me assim. Ela tivera um objectivo desde o início: estragar tudo o que tinha com Georg; e sim, na verdade ela tinha conseguido. Mesmo assim não, não ia falar com ela. Não ia correr o risco de ela inventar mais coisas a meu respeito, não isso estava fora de questão.

“Eu não te estou a dizer estas coisas por causa do Georg, estou a dizer isto porque eu não tolero o facto de ela pensar que ganhou Emily. Ela pensa que as coisas vão ficar em nada para os lados dela e que ninguém a vai confrontar.”
“E ninguém a vai confrontar Tom.” respondi-lhe calmamente tentando que ele próprio entendesse que ninguém iria falar com Lia.
“Não? Achas mesmo Emily? Se queres deixar as coisas passar em branco, se queres perder o Georg para sempre estás à vontade, sabes? Estás a dar-lho de mão beijada, estás a ser fraca!”
“Deixa-me ser fraca então.” respondi-lhe baixo o suficiente para que só eu e ele ouvíssemos deixando cair uma lágrima.

A minha vontade não era soltar aquela lágrima, a minha vontade era chorar e gritar, gritar até ficar sem voz e chorar até sentir que não tinha mais forças para o fazer. Mas sim eu sabia-o, Tom tinha razão. Eu estava a ser fraca e estava a desistir. Mas também Georg tinha desistido de mim e tinha-me trocado por Lia talvez ele não merecesse nem uma lágrima minha.

“O Georg era um dos meus melhores amigos Emily! A princípio, no dia da nossa discussão eu nem estava preocupado com a minha amizade com ele estava-me mesmo a cagar para o Georg mas depois com o passar do tempo comecei a sentir falta dele e sinto falta da nossa amizade. Eu culpava-o quando ele apareceu lá em casa naquele estado e ouve aquela guerra enorme connosco mas sabes Emily? Eu tentei colocar-me no lugar dele, tenho perfeita consciência que não faria tudo como ele fez mas somos diferentes. Ele tem aquele feitio e reage assim, teve sempre uma personalidade forte. Ela fez-lhe a cabeça e se te tivessem dito as coisas que ela lhe disse a ele tu ias ficar magoada e furiosa, ias sentir-te como ele. Sabes o que é que aconteceu ontem? O Bill ligou-lhe para saber se ele queria sair connosco, com o nosso grupo e sabes o que é que ele perguntou logo? Se eu ia e quando soube que sim inventou uma desculpa de que trabalhos da escola em atraso só para não estar comigo. Isto magoa-me Emily e ainda me magoa mais saber que tudo está assim graças àquela oferecida da Lia, ela que enquanto andava metida com o Georg me mandava mensagem a mim também para que estivesse com ela. Ela não presta! Desculpa Emily mas eu não vou ficar parado a arrecadar com as consequências de coisas que eu nem sequer fiz.” sabia que ele não ia ficar quieto e isso assustava-me de certa forma.
“Não Tom. Tu vais esperar, tu vais arranjar ainda mais problemas assim.”
“O que é que temos a perder?” na verdade nada, ele tinha razão.
“Deixa assentar a poeira Tom. Por favor.” pedi-lhe segurando as suas mãos.

Apesar do tumulto que tinha dentro de si ele sorriu e beijou-me a face com carinho mas nunca me prometeu que iria ficar quieto e que iria desistir da ideia de confrontar Lia. Eu achava justo que alguém lhe dissesse tudo na cara e queria que esse alguém fosse eu, iria-me dar um prazer enorme despejar tudo o que tinha dentro de mim em cima dela mas não me sentia com forças para isso. De certeza que ela iria arranjar forma de me ver fracassar à sua frente e não, eu não queria dar parte fraca em frente ao “inimigo” apesar de às vezes demostrar desistir eu não o iria fazer de todo, poderia vir a desistir de Georg caso visse que as coisas não tinham mesmo remédio mas não iria desistir de fazer a vida negra a Lia. Desde sempre que quem me fazia mal mais tarde ou mais cedo pagava de alguma forma e neste caso eu tinha certezas que Lia iria pagar um preço justo por tudo o que me tinha feito, só queria esperar pelo momento certo. Só queria esperar pelo momento em que estivesse melhor, mais segura e menos abalada. Ela um dia iria ver quem mandava de verdade!

***

Fazia uma semana desde aquela conversa com Tom e fazia também uma semana desde que falara com Georg pela última vez. Sentia-me melhor apesar de tudo mas não tinha desistido dele. Durante os dias que tinham passado Georg tinha sempre acompanhado Lia para todo o lado se eu não soubesse do que se tinha passado diria que eram namorados ou algo do género mas eu sabia que não o eram, felizmente. Havia dias em que Georg parecia estar mais abalado e era nesses dias que eu tinha sempre mais vontade de ir falar com ele novamente. Lia tinha a lata de me sorrir sempre que passava por mim, não imaginam a vontade que tinha de a esganar. Ela apenas pensava que tinha ganho alguma coisa, mal ela sabia que o último a rir é o que ri melhor. Georg, apesar de me ter dito que e era um erro e que já estava esquecida havia aulas em que passava quase o tempo todo de olho em mim e isso deixava-me bastante irritada apesar de na altura tentar ignorar. Se não gostava de mim porque me olhava tanto?

Tinha acabado de sair da minha última aula do dia, Tom e Bill tinham ficado de me esperar para irmos juntos para uma festa em casa de Andrew a que Georg tinha recusado ir, como sempre fazia quando Tom e eu estávamos presente. Vi os rapazes do outro lado da estrada e fui ter com eles. Lia vinha um pouco mais atrás de mim e os olhos de Tom não a soltavam.

“Vamos embora?” perguntou Bill adivinhando o que iria acontecer caso ali ficássemos mas era tarde de mais.

Lia passou ao nosso lado sem dar conta da nossa presença e Tom deixou-nos sozinhos indo atrás dela em passo apressado para que a pudesse apanhar. Bill e eu trocávamos olhares, ambos sabíamos que Tom ansiava por aquela conversa há tempos.

“Ora viva!” cumprimentou-a Tom sorrindo cinicamente.

Continua...



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Imagine - Capítulo XXII

Publicada por AnnieFriday. à(s) 17:10 13 comentários

olá pessoas *-*

bem desta vez tenho duas coisas para vos dizer :b primeiro, que criei um blogue mais pessoal que está na barra lateral nos links onde está o facebook e o tumblr. criei-o porque queria que este blogue fosse uni e exclusivamente para as minha fanfic's e às vezes encontro coisas que gostava de partilhar mas neste blogue fica mal porque queria que fossem só fanfic's. enfim coisas de gente parva como eu. (; e segundo, eu gostei de escrever este capítulo, escrevi-o ao som de uma música que por acaso soube da sua existência há pouco tempo, vocês devem conhecer até porque eu sou sempre a ultima a saber das coisas, ahaha gostei bastante dela e queria-vos pedir um favor. $:



queria-vos pedir que lessem este capítulo ao som desta música:

I Won't Give Up - Jason Mraz


espero que achem que este capítulo fica bonito com a música tanto como eu acho até porque a letra da música enquadra-se. E agora finalmente o capítulo

Espero que gostem, carreguem play!


Capítulo XXII

Sai da escola sempre em passo apressado. Sentia-me a minha cabeça rebentar, fui até ao jardim do costume e procurei o meu maço de tabaco dentro da mala depois de me sentar num banco. Puxei do isqueiro e acendi o cigarro, fazia-me bem fumar quando estava naquele estado. Só gostava de ser mais forte que aqueles sentimentos todos que tomavam conta de mim naquele momento. Fiquei sozinha naquele jardim enorme, toda a gente estava nas aulas e normalmente aquele jardim era sítio apenas para os estudantes. Deixei-me ficar sentada, assim sempre podia pensar, podia tentar arranjar forma de remediar a minha vida que estava um caus. Havia porém uma pergunta à qual eu não tinha uma resposta certa: Como poderia ele ter passado por cima daquilo tudo tão rápido? Tinha duas respostas como opção. A primeira era que ele nunca me tinha amado, fui apenas como que um objecto nas mãos dele e que ele soube manipular muito bem. E a segunda opção era que o Georg talvez fosse uma daquelas pessoas que não demostra o que sente e que tenta sempre mostrar-se bem. Não sabia mesmo qual delas se enquadrava naquela situação. De uma coisa eu tinha certeza: iria falar com ele, iria confrontá-lo mais uma vez. Não era tarde nem cedo, vi Georg passar em frente ao parque, possivelmente iria para casa visto que a nossa próxima aula era Alemão, a disciplina que ele não tinha. Corri até ele.

“Georg precisamos de falar.” ele parou de andar e manteve-se de costas para mim durante segundos, virando-se depois.
“Mas eu já te tinha dito que não queria falar mais contigo!” falou-me, sempre com desprezo.
“E eu já te disse que sei que errei mas aposto que nem tudo o que a Lia te disse está certo.”
“Quem és tu para falar da Lia?” aquele seu olhar de desconsideração magoava-me tanto.
“Estás-me a comparar com ela?” apesar de ter feito asneira com ele sentia que mesmo assim não era tão má pessoa como a Lia.
“Não, de maneira nenhuma. Sabes Emily não existe comparação possível entre vocês duas, tu és a coisa mais falsa que eu já conheci. A Lia é alguém que me abriu os olhos e me mostrou que vocês não valem nada, tu e o Tom não prestam.” fiz uma força enorme para conter as lágrimas, era doloroso demais ouvir aquilo.
“Tu não sabes de metade das coisas, a história que ela te contou é diferente daquela que eu te queria contar.”
“Eu não quero ouvir nada daquilo que tens para dizer Emily.”
“Eu não passei de um objecto nas tuas mãos pois não Georg? Tu alguma vez me amaste?”

Sim, agora tinha noventa e nove por cento de certezas de que estava certa ao pensar aquilo. Com as minhas perguntas o seu olhar mudou, deixou de ser aquele olhar frio.

“Não digas isso Emily! Eu nunca te usei e tu sabias o quanto te amava mas tu estragaste tudo.” respondeu-me, os seus olhos brilhavam.
“Estraguei tudo? Estraguei tudo por pertencer àquela família? Achas que podia mudar quem sou, onde pertenço?” uma lágrima deslizou pela minha face morrendo ao chegar aos meus lábios, desfazendo-se.
“Não é só isso Emily. Quantas vezes ameaçaste a Lia para que ela não me contar nada sobre ti? E no baile, porquê que lhe despejaste aquilo em cima sem ela te dizer nada? Como é que podes-me amar se tu andaste com o Tom e nunca me contaste? A Lia viu, ela viu-vos ir para tua casa, os dois. Ela contou-me tudo. E agora Emily? Quem foi esse objecto de que falaste à pouco? Talvez esse objecto tivesse sido eu. Tu usaste-me, de todas as formas.” o seu olhar brilhava e os seus olhos estavam cheios de água.
“Isso é tudo mentira!” não conseguia aguentar mais, as lágrimas deslizavam umas atrás de outras pela minha cara.
“Achas que vou acreditar numa pessoa que me mentiu durante este tempo todo?”
“Então vais acreditar na Lia? Tu próprio dizias que ela não valia nada, que ela não prestava. Tu mesmo me disseste isso Georg! Tu disseste-me que ela me ia fazer a vida negra, lembras-te? Como é agora podes acreditar nela e meter para o lixo tudo o que nós dois passámos?” gritava-lhe, estava completamente fora de mim sentia uma revolta enorme.
“As tuas mentiras estragaram tudo, desculpa Emily.” falou-me calmamente e depois virou-me as costas para continuar a caminhar.
“Não Georg!” segurei o seu braço, não podia deixá-lo ir assim. “Dá-me apenas uma oportunidade de te contar tudo como aconteceu. Ela mentiu-te! Eu nunca andei com o Tom, ele foi levar-me a casa naquele dia em que saímos todos e tu foste com a outra rapariga eu fiquei magoada, eu amava-te e ele levou-me a casa e ficou a conversar comigo e a apoiar-me! Não aconteceu nada. E no baile ela é que se meteu comigo, começou a provocar-me! E eu nunca a ameacei para que não contasse nada, nunca a ameacei Georg! Mas não te vou esconder o quanto a odeio! Odeio-a.”
“Sabes porquê que a odeias Emily? Porque ele acabou com todos os teus planos, ela fez Game Over no teu joguinho sujo de me usares.”
“Eu nunca tive plano nenhum! O meu plano no meio disto tudo foi sempre ficar contigo porque te amo.”
“Pára Emily. Isto não é amor. Como é que achas que podíamos resultar depois de todas as tuas mentiras?”
“Mas quais mentiras? Era uma mentira, não existem mentiras. Era uma! Eu sou neta daquela mulher, eu sou uma Lehmann! Mas eu não sou igual à minha avó, não me faças pagar por ela!”
“Todos os Lehmann são iguais.” disse-me friamente.
“Eu já te mostrei que sou diferente.”
“Onde é que és diferente? És uma mentirosa.”
“Tenta colocar-te no meu lugar. Tenta apenas uma vez.” ficámos calados durante longos segundos.
“Eu não quero saber mais de ti. És passado. Nós nunca deveríamos ter tido esta conversa, acabou, não há mais nós!”
“Diz-me isso enquanto me olhas nos olhos e depois eu deixo-te!”

Sabia que aquele meu pedido poderia acabar com tudo. Para sempre. Ele aproximou-se de mim e olhou-me nos olhos para fazer o que eu lhe tinha pedido. Olhou-me por momentos e depois afastou-se de mim abanando a cabeça no sentido negativo e respirou fundo virando-me as costas.

“Pára com estas merdas Emily.” foi a única coisa que o ouvi dizer já quando se ia embora.


Continua...



domingo, 12 de agosto de 2012

Imagine - Capítulo XXI

Publicada por AnnieFriday. à(s) 22:24 14 comentários
Olá.

peço desculpa pelo capítulo medíocre que acabei de postar mas ando completamente sem ideias. $: bem mesmo assim espero que gostem.



Capítulo XXI


“Filho da puta.” soltou Tom enraivecido mal Georg bateu a porta.
“Estás bem Tom?”

Tom levou a mão até junto ao lábio e depois olhou os dedos manchados do seu sangue.

“Estou, isto passa.”
“Tens que curar isso.” disse-lhe.
“Para quê Emily? Isto é uma coisa mínima daqui a uma hora nem se nota.”
“Desculpa Tom.” sentia um peso enorme dentro de mim, o peso da culpa era sem dúvida doloroso.

Tom olhou-me por momentos fixamente, sorrindo meigamente depois.

“Emily tu não tens a culpa de te teres metido com um perfeito idiota.”
“Mas vocês são amigos.”
“Somos? Notou-se o quanto amigo ele me considera. Amigos não fazem o que ele nos fez.”
“Em relação a mim ele apenas fez o que era certo, não o posso condenar.” baixei o olhar, no fundo eu merecia aquilo.
“Por favor Emily, nem voltes a dizer isso. Ele exagerou e nem te ouviu, a Lia  encheu-lhe a cabeça.
“Quem me dera saber de metade das coisas que ela lhe disse.” sentei-me.
“Ele só foi na conversa dela porque é parvo. Ele é que optou por acreditar naquela víbora.”
“Mas ela disse-lhe aquilo que eu nunca disse ela não lhe mentiu, já eu só fiz asneira.” insisti, fazia uma enorme força para conter as lágrimas que se formavam nos meus olhos.
“Não Emily.” começou Tom ajoelhando-se à minha frente. “Nem a Lia nem ninguém tinha o direito de fazer aquilo, tratava-se da tua vida e tu sabes que cada um tem a sua vida e não se deve meter na dos outros. E o que é que ela fez? Ameaçou-te enquanto podia e quando viu que não tinha hipóteses de te passar a perna, quando finalmente percebeu que tu eras melhor que ela optou pelo golpe mais fundo, desceu a um nível inundo e foi falar de coisas que não lhe dizem respeito. Ela não vale nada, nunca valeu! Não consigo entender como é que o Georg é capaz de dizer que eu tenho dor de cotovelo de não ter nada com ela, eu dou graças a Deus por não ter nenhuma ligação com ela.”
“Ela fez o que eu devia ter feito há muito tempo mesmo que esse não fosse o seu direito, mesmo que tenha envenenado o Georg contra mim, contra nós.” deixei cair o olhar até ao chão deixando escorregar uma lágrima.
“Pára Emily!” ordenou-me agarrando a minha face com as duas mãos e olhando-me nos olhos. “Chega de te culpares, tu não tiveste culpa!”
“Tive Tom! Eu menti-lhe!” respondi-lhe entre soluços.
“Pensa ao contrário, mete-te no lugar dele. Imagina que era o Georg quem te tinha mentido reagias como ele? Ele está cego! Ela fez-lhe a cabeça, ela queria-vos separar e conseguiu. Eu conheço o Georg há anos, desde miúdos e eu sei que ele era incapaz de dizer as coisas que disse, tenho certeza que ela disse-lhe as coisas que tu nem consegues imaginar. Emily, tu sabes que o facto de ele descobrir quem tu és já é doloroso para ele e agora imagina isso juntamente com outras mentiras.”
“Eu sei Tom, eu não duvido de uma única palavra que tu dizes mas que podemos nós fazer? Eu estou completamente sem chances, ele não me quer ver, tu ouviste tudo o que ele disse. Sinto cada vez mais que foi um erro vir para aqui só vim estragar a felicidade dos outros.” senti o corpo de Tom junto do meu abraçando-me com força logo que acabei de falar.
“Não digas isso nunca! Tu és uma amiga como nunca tive.” disse-me sem me largar.

Sorri, só mesmo Tom para me fazer sorrir quando sentia o meu coração espedaçado. Apertei-o com força, com toda a força que tinha e beijei a sua bochecha.

“Tão cabrão com umas e tão querido com outras.” brinquei, ouvi-o soltar uma gargalhada.
“Tu és diferente Emily, elas são apenas… Sei lá. Não tem comparação. És como uma irmã.” falou numa tentativa falhada de me explicar.
“Quem me dera Tom, se fosse tua irmã não tinha problemas agora.”

***

Tinha passado uma noite completamente em branco. Não podia negar que me magoava olhar para o telemóvel sem uma única chamada ou mensagem de Georg depois da quantidade de vezes que lhe tinha ligado depois de sair de casa dos Kaulitz. Nunca me atendeu. A pouca vontade que antes tinha de ir para escola tinha desaparecido por completo. Tomei banho e arranjei-me arrastando-me depois para mais um dia de aulas. O que me custava mesmo era ter que olhar para Georg. Com que cara iria olhar para ele? E a Lia? Sim, agora ela já estava satisfeita, já tinha estragado tudo, só esperava que não me voltasse a dirigir uma única palavra. Sentia vontade de lhe dar um soco a sério, sentia vontade de a humilhar em frente a todos, sentia vontade de fazer-lhe o mesmo que ela me tinha feito a mim: tirar-lhe a única coisa que ela tinha de bom. Às vezes dava por mim a olhar para o nada apenas me passavam pela cabeça pedaços do meu passado, de momentos passados a seu lado. Como era bom quando ele estava comigo, como me confortavam os seus braços mas agora, agora aquilo não passavam de memórias. Memórias.
Sentei-me no meu lugar habitual na aula de Matemática que antes era a seu lado, tanto naquela aula como em todas mas que agora era sozinha. Assim que vi Georg sentar-se ao lado de Lia sorrindo-lhe só tive tempo de abandonar a sala em passo apressado tentado que ninguém me visse chorar daquela maneira. Não, não ia ver aquilo, não aguentava. 

continua...
 

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