olá. (:
bem eu sei que tinha dito que ia entrar na reta final da fanfic mas sinceramente não sei quantos capítulos vou postar mais. ahaha
já agora, ando um bocadinho triste com os comentários, têm sido muito poucos. quero agradecer às meninas que têm comentado sempre mas queria deixar um apelo aos restantes leitores para comentarem, eu não mordo. (;
espero que gostem, beijinhos.
Capítulo XXVIII
“Desculpa Tom, foi sem
intensão.” desculpei-me de imediato.
Ele permaneceu parado por instantes a olhar-me, senti os
seus olhos presos nos meus lábios.
“Pois Emily mas eu
fi-lo com intensão.” todas as minhas possíveis respostas desapareceram ao
ouvir tal coisa.
“Fizeste?”
Tom sorriu-me e
aproximou-se de mim novamente para me beijar de novo.
“Posso?”
perguntou-me tirando uma mecha de cabelo da frente dos meus olhos, encostando
depois a sua testa na minha.
“Acho que sim.”
senti a minha voz fraquejar.
Senti os seus lábios tocarem nos meus novamente mas desta vez
formando um beijo mais completo, um beijo como há muito não recebia. Por
escassos momentos pensei no quanto aquilo estava errado mas depressa deixei-me
levar sem questionar mais nada. Tom sempre se revelara diferente comigo, sempre
mostrara interesse apenas pela nossa amizade mas não por algo mais que isso e
eu sentia-me confusa, não encontrava um porquê lógico para aquilo tudo. Sim,
uma coisa era certa, ele sabia bem como o fazer, ele tinha uma maneira de
beijar fantástica e sabia como deixar uma rapariga entusiasmada talvez por isso
tantas o desejavam.
Passavam-me mil e uma coisas pela cabeça depois de os seus
lábios de afastarem dos meus, aquele rapaz tinha tudo; sabia beijar, sabia ser
a coisa mais querida do mundo, sabia ouvir e mais importante que isso tudo - ele
era lindo!
“Não me perguntes o
porquê de eu querer fazer-te isto porque eu não sei explicar.” disse-me.
“Não faz mal.”
Foi a única resposta que lhe consegui dar, eu queria saber o
“porquê” mas se ele não me podia dizer nada, se não sabia o tal “porquê” nada
feito. Sentia-me sem saber o que dizer apenas tinha certeza de uma coisa, não. Eu
não estava arrependida de nada daquilo muito pelo contrário, tinha gostado
muito. Seguiram-se alguns minutos de silêncio, um silêncio que começava a
deixar-me ainda mais embaraçada do que já estava.
“Fazes-me sentir vivo como
ninguém me faz sentir.” disse-me Tom cortando aquele silêncio.
“Porquê?”
“Eu não sei o porquê
de nada Emily, eu só sei que me sinto bem contigo, só contigo é que me sinto
totalmente bem.”
O meu coração batia muito rápido e por muito que eu quisesse
falar eu não conseguia dizer nada. Nunca imaginara Tom dizer aquele tipo de
coisas, sempre o vira como um pinga-amor e nunca como um romântico. Ele cada
vez me surpreendia mais e quanto melhor o conhecia mais queria conhecer.
“Eu sei que gostas do
Georg mesmo depois de tudo o que ele te fez passar mas também não queria
esconder-te nada disto, tu mereces saber de tudo o que se passa comigo. És a
minha melhor amiga e nunca me escondeste nada, não era justo não te dizer isto.
Não me perguntes se é amor de verdade porque eu nem sei se acredito nisso, não me
perguntes se é aquele amor de melhores amigos porque eu também não sei mas tu
fazes-me sentir bem e não queria que depois disto tu te afastasses. Podes contar
comigo para tudo como antes desta conversa.”
“Eu gostei.” ele
esboçou um sorriso, aquele seu sorriso malandro passando depois a língua pelo
piercing no canto do seu lábio.
Desta vez fui eu a puxá-lo contra mim e beijar aqueles seus
lábios que faziam qualquer rapariga morrer de desejo. Quantas não davam tudo
para estar no meu lugar? Tom sempre fora um rapaz muito popular naquela cidade,
quebrava bastantes corações mas nunca se apaixonara por nenhuma delas. Eu já estava
acostumada a receber olhares ameaçadores sempre que me viam com ele mas se elas
soubessem as coisas maravilhosas que Tom de dizia penso mesmo que já estava
morta neste momento. Beijei-o uma, duas vezes seguidas, como conseguia ele ser
tão irresistível?
“Não penses que és
igual às outras porque tu és única e nada em ti é igual a elas. És especial
Emily.” falava Tom segurando a minha mão com carinho como costumava fazer.
“O que é que é isto?”
perguntei sorrindo.
“Eu não sei mas sinto
que devíamos aproveitar, é maravilhoso não achas?” respondeu-me com um
enorme sorriso.
“Tu é que és
maravilhoso.” Ele passou os seus lábios pelos meus suavemente sem parar de
sorrir.
“É, todas costumam
dizer isso, que sou maravilhoso.” aquele seu ar convencido ficava-lhe
sempre bem, não podemos evitar rir.
Beijei-o novamente. Ele
tinha razão, nenhum de nós sabia o que era aquilo mas uma coisa era certa – o melhor
era aproveitar cada segundo.
continua...