Olá pessoas.
Muito boa tarde. Deixo-vos aqui uma one-shot, andava por aqui nas minhas coisas e lembrei-me de escrever esta. Para quem não está acostumado a estas andanças de fic's e mais fic's isto não tem nada a ver com a fanfiction Imagine que andava a postar. Isto é apenas uma história pequenina. Espero que gostem.
Küsses *-*
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One-Shot
Erinner dich na dich und
mich.
Tinham passado seis anos desde aquele dia, desde
o dia da minha partida. Na altura eu tinha apenas doze anos, era uma criança,
mas tinha-me doído tanto abandonar a Alemanha. Os meus pais tinham-se
divorciado e eu tive que regressar a Espanha com a minha mãe. Nos primeiros
dias depois de saber da notícia da minha mudança até nem fiquei muito triste
porque sabia que pelo menos uma vez por mês teria que visitar o meu pai e ai
poderia visitar os meus amigos. Só depois descobri que nem o meu pai iria
permanecer na Alemanha aí o meu mundo desabou, estava condenada a ir com a
minha mãe para Espanha e não voltar mais a Alemanha.
Memories
“Não voltas nem nas férias?” perguntou-me abraçando-me com força.
“A minha mãe não quer voltar cá nunca mais, diz que lhe trás más
recordações.” ele apertava-me.
“ Tu sabes que eu nunca te vou esquecer.” ouvi
ele dizer-me a medo.
“Eu tenho doze anos e tu tens
treze, achas mesmo que te vais lembrar de mim?”
questionei-o, tentando o chamar à razão.
“O que tem? As pessoas especiais nunca se esquecem, é o que a minha
mãe diz.” respondeu-me confiante enquanto me olhava
fixamente, por momentos senti que devia acreditar nele.
“Quando tiveres dezoito anos já vais ter outra amiga como eu e já nem
do meu nome tu te vais lembrar.”
“Ok.” disse-me ele em tom de desafio. “Quando tiveres liberdade para fazeres uma
visita aqui à Alemanha, procuras-me e depois logo vemos se as coisas vão ser
como tu disseste.” sorri.
“Combinado.” aceitei depois de lhe dar um beijo na bochecha, ele
sorriu.
End Memories
Lembrava-me desta passagem vezes e vezes sem
conta. Tinha procurado por tudo quanto era sitio lá em casa, um número para
onde pudesse ligar, um endereço de e-mail… Sei lá, só agora é que pensava o
quanto era inconsciente quando tinha doze anos, fui embora e pronto. Sabia que
ele tinha uma banda e sabia que estavam no seu auge, ficava feliz por eles mas
no entanto achava que ele nem se lembrava de mim e que eu era a coisa mais
estúpida à face da terra por querer concretizar o que tínhamos combinado há
seis anos atrás.
Estava
agora num avião e sim, ia para a Alemanha. Às vezes sentia-me ridícula mas
outras vezes sentia que estava a fazer o que tinha que ser feito. Não fazia
ideia de como os ia encontrar, o que eu pensava fazer era ir até ao sítio onde
morava antigamente e informar-me sobre a família Kaulitz.
“Bom dia, eu morei aqui há seis anos atrás e
moravam aqui mesmo ao lado dois gémeos com a mãe. Eles têm agora dezanove anos
e a mãe chama-se Simone. Por acaso não sabe como posso encontra-los?” perguntei
eu assim que me abriram a porta da minha antiga casa.
“Eles mudaram-se para Berlim há coisa de
seis meses.” informou-me simpaticamente a senhora.
“Por acaso não tem a morada?”
“A morada? Sim, devo ter. Deixe-me
só ir procurar.” a senhora voltou a entrar em casa e voltou
depois de poucos minutos com um papel na mão que me entregou.
“Muito obrigado.” agradeci sorrindo.
Apanhei um táxi e fui até àquela morada. Preparava-me
para tocar à campainha quando ouvi um barulho vindo de uma janela do primeiro
andar, era um barulho de uma guitarra. Era ele, dei por mim a sorrir sozinha
olhando para aquela janela. Reparei numa macieira que se encontrava no jardim,
apanhei uma fruta do chão, a mais pequena de todas e atirei-a à janela de onde
vinha o som. Isto fazia-me lembrar de quando eramos umas crianças e ele me
vinha chamar a casa para irmos brincar, atirava sempre alguma coisa à minha
janela para me chamar à atenção, ele podia entrar pela porta e chamar-me na mesma
mas não, usava sempre a janela. Ouvi a janela abrir, o meu coração estremecia,
queria sair pela boca de tanto nervosismo.
“Tom?” foi a única coisa que consegui dizer naquela
altura.
Via o quanto ele estava surpreendido, não sabia
se ele me tinha reconhecido mas via que estava como eu, pareciam faltar-lhe as
palavras. Ficámos por momentos apenas a olharmo-nos sem dizer uma única palavra
eu não sabia o que dizer, ele sorriu finalmente.
“Carol?” perguntou ele com um sorriso enorme. “Eu não acredito que tu vieste.”
Vi-o entrar novamente no quarto e pouco tempo
depois ouvi a porta da entrada abrir e ele saiu disparado a correr na minha
direcção. Abraçámo-nos com força, senti-me a voltar ao passado mas com uma
única diferença: eu não iria partir, eu tinha chegado.
“Tu vieste, eu não posso acreditar.” disse-me sem me
largar.
“Estou aqui. Eu não me esqueci do que combinámos.”
“E eu nunca me esqueci de ti.” confessou-me ele,
afastando-se um pouco de mim mas nunca deixando de me abraçar.
Não
sabia o que dizer, só conseguia sorrir. Sentia a sua respiração próxima da
minha e os seus lábios a escassos centímetros dos meus. Não o parei nem o
afastei, era aquilo que tinha de ser feito. Aproximei-me dele e colei os nossos
lábios num beijo cheio de saudade. As nossas línguas dançavam explorando cada
canto da boca um do outro, senti-me totalmente viva. Agora sim, eu estava
completamente viva.
“Agora não foges mais. Lembra-te de tu e eu,
agora somos só tu e eu.” pediu-me Tom, abraçando-me novamente.
The end.
8 comentários on "Erinner dich na dich und mich. - One Shot"
Oh que fofinhos *-*
Não se esqueceram um do outro, mesmo tantos anos depois :)
ahahah :3 claro que não.
ohhhhhhhhhhhhhhhhhh *-* fogo , que amoreeeees $:
é a nossa história. xD
que bonito! *.*
gostei imenso! tanta coisa que muda em 6 anos mas entre eles os dois continua aquela "coisa" entre eles! :P
se fosse tudo como nas histórias as pessoas eram mais felizes. (:
Awww, que fofura *_____* Adorei esta one-shot, está mesmo querida :')
Fico à espera de mais coisinhas destas :D
Beijinhos*
ahaha não dá para acreditar que a ideia desta one-shot saiu de um sonho que tive. xD
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