Olá.
Deixo-vos aqui um capítulo da minha fic. Ando sem imaginação por isso isto está um bocadinho cócó, peço desculpa. Prometo que o próximo vai ser melhor.
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CAPÍTULO VII
“Foi
uma tarde em cheio.” disse Georg feliz.
“Podes
crer. Diverti-me tanto.” confessei.
“Ainda
te vais divertir mais, vais ver.” disse Tom sorrindo.
“Sim
até porque agora tu podes estar connosco sempre que quiseres.” disse Georg
sorrindo.
“Uma
tarde destas tenho que ir a casa do meu irmão e se quiserem podem vir comigo.” eles
sorriram.
“Claro
que vamos.” afirmou Bill.
Eles eram, sem dúvida, as pessoas mais
divertidas que eu tinha conhecido ao longo da minha vida. Faziam-me sentir bem
e esquecer a porcaria de vida que tinha que ter depois de entrar porta dentro
em casa.
“UHUH
vamos passar ao pé da casa dos Lehmann.” falou Tom com um tom de voz típico dos
filmes de terror.
“Tenham
cuidado com o espírito da velha, dizem que anda por aí.” brincou Bill.
“Odeio
tanto esta família.” disse com
ódio Georg, o meu coração parou por escassos segundos.
“
Porquê?” perguntei a medo.
“O
meu avô morreu por causa da malvada desta família. Aquela velha mandou matá-lo
porque ele tinha visto coisas naquela casa que não interessava que toda a
cidade soubesse.” como ele falava via-se o quanto odiava a
minha família.
A minha tia e a minha mãe nunca
conseguiram ter amigos a sério nesta região porque eram as meninas ricas e a
minha avó era uma das pessoas mais poderosas de Halle, ninguém podia fazer mal
às suas filhas pois corria o risco de sofrer as consequências então as pessoas
nem se aproximavam delas para não causar problemas. Nem eu própria sei do
porquê das pessoas terem tanto medo, nem sei o que se entendia por sofrer as consequências,
também não quero saber. A minha avó era uma pessoa má, tinha poder sobre muitas
terras, muitos terrenos e havia famílias que pagavam um balúrdio por um terreno
medíocre onde só conseguiam ter uma casa pequenina com um quarto ou nem isso.
Por ser tão má é que ela morreu cedo e ainda bem, a esta hora deve estar a
apodrecer no inferno, odiava-a tanto. A minha mãe nunca se importara com o
facto de não ter amigos mas a minha tia sofria imenso com isso tudo daí ter
feito o mesmo que o meu irmão fez e o mesmo que eu irei fazer, saiu de casa e mudou
a sua vida por completo. A única coisa que ainda hoje a liga a esta família é o
apelido, nada mais.
Os tempos tinham mudado e a minha avó
já morreu, quem ficou com a casa foram os meus pais que não faziam mal a
ninguém mas as pessoas nunca mais viram a família Lehmann como uma família boa.
O nome da minha família ficou manchado para sempre. Eu não podia contar que
pertencia à família mais odiada em Halle, não podia senão iria ficar sem
amigos.
“Bem
a minha casa fica para ali.” disse apontando para a direcção oposta à
minha casa, iria ter que mentir.
“A
sério? Pensava que moravas mais à frente.” disse Bill.
“Não,
moro para este lado.” disse sorrindo para disfarçar o nervosismo.
Despedi-me deles, tinham ficado convencidos
de que eu morava ali. Caminhei um pouco na direcção que tinha apontado como local
onde eu morava e coloquei-me de maneira que conseguisse ver os rapazes
afastarem-se. Quando já não os via voltei para trás e caminhei para casa.
Durante o caminho só pensava no que
tinha acabado de fazer, tinha mentido. Quando a verdade viesse ao de cima iria
ser pior ainda mas eu não podia ficar sem amigos. Ainda por cima, eles eram os
amigos que eu sempre tinha desejado ter, tínhamos tudo a ver uns com os outros.
Naquele momento odiava ainda mais a minha avó como era possível ela matar? Eu
sempre soubera que ela era má pessoa mas nunca pensara que ela chegava àquele
ponto.
Entrei em casa e subi até ao meu
quarto, pouco depois a Glória veio ver como eu estava. Contei-lhe o que tinha
feito e o que o Georg tinha dito, ela ficou esquisita, não devia estar à espera
que eu descobrisse aquilo e disse que era verdade, que a minha avó tinha muitos
segredos e que chegava mesmo a mandar matar quem se atravessavam no seu caminho.
Mais uma vez os meus pais não dormiram em casa, jantei cedo e deitei-me depois
de estudar um pouco para não deixar a matéria atrasar muito. Não dormi quase
nada, tinha passado a noite toda a ter pesadelos com a minha avó e com o Georg.
Levantei-me às seis da manhã, o que era uma coisa estranha. A Glória já estava
na cozinha, era uma pessoa que acordava muito cedo.
“Bom
dia Glória.” disse.
“Bom
dia Emily. Já estás acordada?” disse surpreendida.
“Tive
uma noite horrível. Só sonhei com a minha avó e com os rapazes, que eles
descobriam a minha mentira e que eu ficava sozinha.” disse
esfregando os olhos.
“Já
pensaste que talvez fosse melhor contares a verdade?” sugeriu
ela.
“Para
quê? É verdade que só nos conhecemos há um dia mas no entanto tenho certezas
que nos vamos dar muito bem todos. Parecia que nos conhecíamos desde sempre e
tu sabes bem que eu sou uma pessoa que só está feliz se tiver amigos.”
“Emily,
os tempos mudaram. Apenas tens que lhes mostrar que esta família já não é
aquilo que foi.”
“Eu
não consigo.”
continua...
7 comentários on "Imagine - Capítulo VII"
Aii coitada!!!
Eu se tivesse uma avó daquelas acho que me deserdava!!! Fogo...
Mentir é feio mas matar ainda pior.
Bem vamos lá ver como é que as coisas vão correr para o lado da rapariga.
Coitada da Emily!
Por causa da avó agora tem que andar a mentir! acho melhor ele contar a verdade e dizer que nao tem nada haver com a avó, porque se os rapazes descobrem vai ser bem pior :(
ahah a velha era louca!!! Só tenho pena que a Emily vá ter de sofrer por causa disso :(
Mas se o Georg gostar mesmo dela provavelmente nem se vai importar...
Fico a espera do próximo
kisses <3
sim, vamos lá ver :)
é uma situação complicada. :/
pode ser que sim. (:
Coitada da Emily, realmente :\
É muito mau que ela tenha que pagar pelos erros da sua família :s
Vou ler o próximo!
Beijinhos*
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